Por Opinião
Em 25/01/2018

É preciso mais amor ao próximo - Flamarion Portela*

"Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros” (Jo 13,34). Essa oração, dita por Jesus pouco antes de morrer, evidencia bem a importância de amarmos ao próximo.

Dias atrás, recebi uma mensagem com uma parábola sobre o amor, a qual transcrevo aqui, para que possamos refletir sobre ela.

Certa vez um senhor que morava na roça, saiu de sua casa e encontrou na estrada três pessoas, e percebendo que elas estavam cansadas e com sede, as convidou para ir até sua casa tomar uma água.

Acontece que, um deles disse: "Só um de nós poderá entrar na sua casa". Ele achou estranho e perguntou: “Mas, como assim? Quem são vocês?”. Um deles disse: “Eu sou a Fartura”. O outro disse: “Eu sou o Sucesso”. E o outro disse: “Eu sou o Amor”.

O homem disse: “Vocês podem esperar um pouquinho enquanto falo com minha esposa?”. Ele entrou em casa e disse: “Meu amor, nós temos lá fora a Fartura, o Sucesso e o Amor. Qual deles eu convido para entrar em nossa casa para tomar uma água?”. A esposa respondeu: “A nossa casa poderia estar cheia de amor. Vamos convidar o amor?”.

O homem foi até fora de sua casa e disse: Eu escolho o Amor. O Amor estava entrando, mas ele percebeu que a Fartura e o Sucesso também estavam entrando. E ele indagou: "Espera aí! Não era somente um de vocês que poderia entrar? Então, um deles disse: Se você escolhesse a Fartura ou o Sucesso, nós iríamos embora, mas já que você escolheu o Amor, ele vai acompanhado da Fartura e do Sucesso”.

Essa parábola nos traz uma reflexão. A existência do amor em nossas vidas torna tudo mais fácil. O amor transforma. Alguém de coração bom é muito mais propenso a ter sucesso na vida e conseguir fartura para si e sua família.

Mas, num mundo cada vez mais globalizado, onde as tecnologias aproximam, mas ao mesmo tempo distanciam as relações interpessoais, o amor ao próximo parece estar sendo relegado a um segundo plano. O ser humano parece estar perdendo a essência do verdadeiro sentido da palavra AMOR.

O que vemos hoje são pessoas cada vez mais distantes, até mesmo da própria família. O amor, que traduz outros sentimentos como a solidariedade e a caridade, já não tem um espaço tão grande no coração das pessoas. O ódio, a intolerância, a falta de respeito e outros comportamentos menos ortodoxos estão ganhando força.

É preciso que resgatemos o respeito às diferenças, seja de cor ou de raça, a tolerância às escolhas de cada um, o espírito de solidariedade e, acima de tudo, o amor ao próximo.

*Ex-governador de Roraima


Sigilo médico de condenados - Ana Paula Souza Cury*

O noticiário com detalhes de prontuários médicos de condenados pela Justiça estimula reflexão sobre o quanto desejamos e qual a relevância dessas informações. A onda de indignação contra a corrupção não pode ser usada como senha de acesso para exposição da intimidade dos sentenciados. O fato de sociedades que se autoconsideram mais evoluídas romperem esses limites com frequência significa a constatação de erros e não, como se deseja aparentar, exemplos a serem repetidos. Na América do Norte e Europa, os responsáveis pelo vazamento e publicação de informações da vida privada têm respondido a seguidos processos pela violação de condutas profissionais e da legislação. As indenizações são pesadas. E se continuam fazendo é por conta da relação custo benefício. Os ganhos com a audiência recompensam as penas financeiras. E quando ocorre a prisão dos envolvidos no vazamento, isso retroalimenta a máquina de escândalos.

No Brasil não é assim, mesmo que a perícia médica judicial possa ser usada entre os argumentos de defesa.

No caso da prisão do deputado federal Paulo Maluf, podemos identificar, do lado das fontes, a prática de crime e de delito administrativo; do lado da imprensa, descumprimento dos códigos de ética profissional e dos veículos de comunicação.

Quem deu acesso à imprensa dos laudos médicos do cidadão Paulo Maluf praticou crime ao descumprir o dever de guardar segredo por profissão. Esse é um dever de ofício, que inclui especialmente o sigilo médico. O dever de ofício ocorre quando se está investido de responsabilidades e, em especial no serviço público, ao constatar situações que possam comprometer a si mesmo ou a terceiros. Assim, é dever de ofício comunicar o fato aos responsáveis hierarquicamente superiores, evitando-se a omissão de comunicação. Quando isso ocorre, estamos diante da prevaricação, crime funcional praticado por funcionário público contra a administração pública. A prevaricação consiste em retardar, deixar de praticar ou praticar indevidamente ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.

O responsável sobre essa possível prevaricação cometeu delito administrativo profissional. Médicos integram rol de profissões que têm o dever de guardar sigilo. O código profissional é claro: O médico guardará sigilo a respeito das informações de que detenha conhecimento no desempenho de suas funções, com exceção dos casos previstos em lei. Mas: é vedado ao médico “revelar fato de que tenha conhecimento em virtude do exercício de sua profissão, salvo por motivo justo, dever legal ou consentimento, por escrito, do paciente. Permanece essa proibição mesmo que o fato seja de conhecimento público ou o paciente tenha falecido; quando de seu depoimento como testemunha. Nessa hipótese, o médico comparecerá perante a autoridade e declarará seu impedimento. Na investigação de suspeita de crime, o médico estará impedido de revelar segredo que possa expor o paciente a processo penal”.

O papel dos veículos de comunicação na exposição de Maluf tem caráter ético. As normas de jornalistas e dos jornais se abrigam num grande guarda-chuva chamado interesse público. Entretanto, ao se prestar atenção nas vedações, podemos avaliar o que foi quebrado. Os meios de comunicação devem respeitar o direito de cada indivíduo à sua privacidade, salvo quando esse direito constituir obstáculo à informação de interesse público. E os repórteres têm por obrigação respeitar o direito à intimidade, à privacidade, à honra e à imagem do cidadão; e não pode usar o jornalismo para incitar a violência, a intolerância, o arbítrio e o crime; e nem publicar informações de caráter mórbido, sensacionalista ou contrário aos valores humanos, especialmente em cobertura de crimes e acidentes.

Traduzindo, todos os fatos relacionados à prisão e às condições de saúde do deputado poderiam ser noticiados sem desrespeito à lei e à ética profissional. Reportar fatos é a arte de escolher sentidos adequados em palavras e sentenças sobre o que aconteceu, disse-me uma vez um veterano do jornalismo.

Portanto, o fato de alguém ser condenado pela justiça não lhe retira a condição de cidadão, mesmo que nos sintamos desrespeitados como tal por seus atos na vida pública. Aceitar isso não é retrocesso, mas avanço em nosso frágil contrato social.

*Especialista em direito de Saúde


O segredo da vida - Afonso Rodrigues de Oliveira*

“O segredo de viver é aumentar a nossa credibilidade, e isso se consegue fazendo mais do que as pessoas esperam que façamos.” (Luiz A. Martins)

E as pessoas sempre esperam mais de nós. E o importante é que saibamos que se quisermos alcançar a realização, teremos que fazer melhor do que já fizemos. Quando sabemos o que devemos fazer, sabemos que nunca alcançaremos a perfeição. E só os vencedores sabem que isso aumenta a credibilidade. Que é quando acreditamos em nós mesmos. E assim nunca desistiremos de buscar a perfeição. O que parece um sonho é a realidade. Porque no real não nos preocupamos com a perfeição, apenas a buscamos. Se a alcançaremos ou não, só saberemos depois da tarefa concluída.

Por melhor que você faça no que faz, sempre olhará para a obra, depois de ela concluída, e pensará: da próxima vez farei melhor. Um pensamento sadio e construtivo. Nunca se deixe levar pela euforia. Quando nos concentramos no valor, nos valorizamos. E você sempre pode ser melhor do que é no que você faz. É a vereda da caminhada racional. É o caminho da evolução. E este não tem fim. É o horizonte da vida. E por mais que caminhemos, nunca alcançaremos o horizonte.

Quando buscamos o melhor, fazemos sempre o melhor. E você pode sempre alcançar o sucesso se não se deixar embriagar por ele. Porque se se embriagar acabará tombando na mediocridade. E é quando aprendemos a lutar que aprendemos a vencer. E não há outra maneira de sair do fundo do poço a não ser escalando as paredes. O que requer habilidade. E a habilidade só, não resolve. É necessário que tenhamos vontade, coragem e determinação. Um trio que faz parte do sucesso. Faça, sempre, o melhor no que você faz. Porque você sempre necessitará melhorar o melhor. Porque é assim que alcançamos o degrau mais alto da escada da vida.

Você pode vencer, sempre. O Henry Ford já disse: “Se você acha que pode você está certo. Se acha que não pode, está igualmente certo”. Tudo vai depender de como você pensa em relação a você mesmo. A vontade supera a inteligência. Tudo depende de sua vontade. Se ela for realmente grande, você a obedecerá. Se para o certo ou para o errado, vai depender da sua capacidade de pensar dentro da racionalidade. O mundo é um teatro, a vida é um palco e você é o ator. Execução e apresentação dentro do seu papel dependem de você e de mais ninguém.

Ponha tudo isso no liquidificador do seu raciocínio e a vitamina estará pronta. Simples pra dedéu. É só você se valorizar e tudo dará certo pra você. Mas você tem que saber o que realmente quer. Nunca perca seu tempo pensando no que você não quer. Pense nisso.

*Articulista
afonso_rr@hotmail.com
99121-1460

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