POR MEDO
Trauma pede reforço de policiamento após invasão de criminoso
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Solicitação de providencias foi encaminhada a Secretaria de Saúde do Estado
Por Folha Web
Em 15/02/2018 às 15:30
Funcionários temem novas invasões Foto: Hione Nunes

Um pedido de reforço na segurança policial na área do trauma, foi feito à direção do HGR (Hospital Geral de Roraima) e à Sesau (Secretaria de Saúde do Estado), após um membro de uma facção criminosa invadir a unidade na noite desta quinta-feira (14).

“Precisamos reforçar o policiamento, não sabemos estipular um quantitativo, mas precisamos de mais segurança na unidade, principalmente por conta do forte fluxo de entrada”, ressaltou em entrevista à Folha, o gerente coordenador do trauma do Hospital Geral de Roraima, Patrick Araújo.

Araújo contou que durante a invasão, um porteiro e um policial militar faziam a segurança da unidade, além de funcionários que atuam na recepção.

“Quem regula a entrada e saída é o porteiro e do lado do hospital nós temos a guarita da PM, mas ele estava armado e não tivemos como impedir que entrasse na unidade”, disse.

O gerente contou que no início, o integrante da facção teria se identificado como familiar. “O porteiro informou que ele não podia entrar para ver o acidentado, foi quando ele pegou uma arma e falou que era de outra facção e tinha vindo de Manaus para matar o paciente. O porteiro liberou a entrada é claro, mas o paciente já tinha falecido. No entanto, ele só foi embora quando o levaram até o necrotério para confirmar o óbito”, contou.

Sobre o controle de entrada de pessoas na unidade, Patrick frisou que a direção tem trabalhado fortemente no intuito é diminuir o fluxo de entrada.

“Temos pacientes graves, a grande maioria são pacientes expostos, com doenças altamente contagiosas, imunidade baixa e esse fluxo atrapalha”, finalizou.

Policial Militar só foi informado após saída do criminoso.

Da atuação do policial militar que estava de serviço durante o ocorrido, de acordo com o coronel Lindolfo Bessa, o PM não foi acionado e não sabia das ameaças que os funcionários sofreram. Ele disse que não há câmeras de vigilância na guarita.

Ainda segundo o coronel, a guarita funciona 24h, e sempre tem policiamento militar.

“O policial só foi comunicado pelos funcionários do ocorrido após a fuga do bandido porque eles estavam sob ameaça do homem armado. Mas logo sem seguida o PM nos acionou e as investigações estão em andamento”, esclareceu. Sobre as câmeras de vigilância, coronel Lindolfo afirmou que, anteriormente, foi sugerido que colocassem os equipamentos para melhor segurança, mas até o momento eles não foram instalados.

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