POLÍCIA
Suspeitos de invadir HGR para matar foragido são presos
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Por João Barros
Em 01/03/2018 às 00:01
Apesar de estarem sendo investigados por outros crimes, os indivíduos serão indiciados por porte de arma, organização criminosa e falsidade ideológica (Foto: Nilzete Franco)

No começo da noite da terça-feira, dia 27, agentes do 4º Distrito Policial prenderam cinco integrantes de uma facção criminosa que estavam refugiados numa residência localizada na Rua Acre, Bairro dos Estados, zona Norte da Capital. Com eles foram encontradas armas, munições e celulares.

De acordo com o delegado titular do 4º DP, Fernando Olegário, as investigações foram iniciadas há alguns dias, quando os agentes passaram a seguir os passos dos suspeitos, fazendo o levantamento dos locais por onde eles passavam, inclusive das residências que eram alugadas pelo bando. “A casa onde eles estavam, no Bairro dos Estados, foi alugada pela mulher de um preso. Falando em preso, um deles tinha acabado de ser solto da Cadeia Pública e quem foi buscá-lo era outro criminoso. Ele foi preso no mesmo dia que saiu da Cadeia e deve retornar de novo, porque saiu para cumprir prisão domiciliar e acabou sendo preso”, disse.

Dos cinco indivíduos, dois estavam com mandados de prisão em aberto, um deles foragido do Estado do Maranhão, e outros dois deveriam estar em prisão domiciliar. “Os que têm mandado de prisão vão para audiência de custódia por conta do flagrante do porte ilegal de arma de fogo e por serem membros de facção, mas de lá serão recolhidos ao sistema prisional. Já os que estão em prisão domiciliar, possivelmente, terão a regressão de regime porque não poderiam se envolver em novo crime”, acrescentou Olegário.

Com o quinteto, os policiais encontraram três revólveres calibre 38, 21 munições também de calibre 38 e dois cartuchos calibre 12. Uma das armas foi reconhecida como sendo do vigilante da agência dos Correios de Normandia, assaltada por alguns dos presos no dia 5 do mês passado, quando renderam o segurança e o gerente e levaram cerca de R$ 90 mil. “São pessoas extremamente perigosas. Um dos mandados de prisão que estava em aberto e que nós cumprimos era pelo fato de eles terem decapitado um dos membros de uma facção rival e outro por terem assaltado uma joalheria na zona Oeste”, revelou o delegado.

Em depoimento, os suspeitos disseram que roubaram R$ 40 mil dos Correios e não R$ 90 mil. Revelaram ainda que estavam despreocupados porque conseguiram pagar todas as suas dívidas pessoais usando o dinheiro roubado, por isso não tinha nenhum valor para ser entregue aos agentes de polícia no momento da abordagem.

O delegado disse também que os elementos foram os autores da invasão ao Hospital Geral de Roraima (HGR) no dia 15 do mês passado, na tentativa de matar o foragido Wax Nunes, vulgo “Seninha”, de 28 anos, que estava internado em estado grave depois de sofrer acidente grave durante fuga da polícia em Rorainópolis. A execução só foi suspensa porque Wax tinha morrido momentos antes.

Os indivíduos dizem serem membros de uma facção criminosa. As investigações devem prosseguir e outras prisões acontecerem. O delegado informou que a quadrilha foi indiciada em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, organização criminosa, falsidade ideológica, tendo em vista que eles tinham documentos de identificação falsos, além de estarem respondendo em inquérito à parte por roubo e decapitação de membros da facção rival.

A delegada responsável pelo Grupo de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Graco) compareceu à delegacia para apurar os crimes praticados pelos indivíduos contra os membros da facção rival.

PF – O assalto à agência de Normandia está sendo apurado pela Polícia Federal, inclusive agentes também compareceram ao Distrito Policial para ouvir os suspeitos. Todos eles foram apresentados à Justiça em audiência de custódia, para que o juiz decida sobre a conduta do bando. (J.B)

F. Lima disse: Em 01/03/2018 às 01:42:09

"Eita cabaré que virou esse país, enquanto não endurecer o Código penal e o código de processo penal vai continuar imperando a impunidade no Brasil."