NA BOCA DE FUMO
Recrutadores de menores para o tráfico de drogas são presos
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Uma das mulheres foi presa em agosto deste ano pelo mesmo crime, mas foi solta, pois estava grávida
Por João Barros
Em 25/11/2017 às 00:35
O trio estava em posse de grande quantidade de drogas, mais de R$ 1 mil em cédulas trocadas e balança de precisão (Foto: Divulgação/DRE/Denarc)

Ontem, dia 24, agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e do Departamento de Narcóticos (Denarc) desarticularam mais uma “boca de fumo” em Boa Vista. A Polícia não informou o local da ocorrência, afirmando apenas que a residência ficava na zona oeste da Capital. Três pessoas foram presas, sendo um homem e duas mulheres.

Após monitorar a casa, os policiais observaram que havia uma grande movimentação de usuários que procuravam o lugar por conta do comércio ilegal de entorpecentes. Conforme a Polícia Civil, na “boca”, eram vendidos principalmente crack e skunk. Dois pacotes grandes contendo entorpecentes, balança de precisão e mais de R$ 1 mil em dinheiro trocado, característico do tráfico, e quatro celulares foram apreendidos com o grupo.

Durante a revista na residência, os agentes notaram a presença de várias crianças e adolescentes convivendo no mesmo espaço em que a prática criminosa era realizada, sendo que alguns desses adolescentes estavam na condição de usuários. Na ocasião, foi preso o trio composto por um homem, de 23 anos, e duas mulheres, uma de 36 anos e a outra de 19 anos.

A jovem de 19 anos já tinha sido presa no dia 20 de agosto deste ano pelo mesmo crime, porém foi liberada no dia seguinte em audiência de custódia, pois estava grávida. Agora, com o filho de menos de dois meses, foi novamente presa em flagrante delito, novamente por tráfico de drogas.

O delegado responsável pelo procedimento policial afirmou que dessa vez a mulher também responderá pelo crime de associação criminosa e outros delitos estabelecidos pela lei. A autoridade policial ressaltou que ela é membro de organização criminosa que atua dentro e fora do sistema prisional no Estado.

Ao fim do procedimento, o trio foi entregue à carceragem da Polícia Civil para aguardar audiência de custódia com a justiça, onde será decidido se os integrantes irão continuar presos ou soltos para responderem em liberdade. “De certo que, a Polícia Civil tem cumprido seu papel constitucional no combate ao crime”, concluiu o delegado Titular da DRE, João Evangelista. (J.B)

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