HIGIENE INFANTIL
Pediatra dá dicas para evitar a pediculose em crianças
Pediatra fala sobre mitos e verdade da infestação de piolhos em crianças
Por Raisa Carvalho
Em 11/07/2018 às 00:11
Pediculose é o nome que se dá para a infestação de piolhos (Fotos Divulgação)

Pediculose é o nome que se dá para a infestação de piolhos, muito comum em crianças e até mesmo em adultos.  Os piolhos são altamente contagiosos e o principal sintoma é a coceira no couro cabeludo, principalmente na nuca e regiões laterais da cabeça. De acordo com a Pediatra Ana Carolina Brito, a doença é causada por um inseto sem asas que coloca seus ovos, as lêndeas.

“A pediculose acontece quando se dá uma contaminação por esse parasita, que suga o sangue do hospedeiro ao depositar ovos no couro cabeludo, outras partes do corpo e até mesmo região pubiana. Dessa forma causa desconforto, muita coceira, ardência ou comichão”, relata.

Segundo a médica, quando os sintomas são intensos ou prolongados pode originar infecções e traumas nos locais afetados. “É possível evitar a infestação, tratando as pessoas que já tem o diagnóstico com xampus e loções específicas e também com medicação oral, dependendo da idade do paciente e do grau da infestação”, relata.

Porém, a dica principal para os pais é verificar com frequência a cabeça das crianças. “Na escola, as crianças podem ser infectadas através da convivência em sala de aula e compartilhamento de objetos. Uma vez que a transmissão se dá de pessoa a pessoa, através do contato próximo”, explica.

A Pediatra reforça que não há comprovação de que receitas caseiras sejam eficazes na cura dessa doença, porém o uso de pente fino e a retirada manual dos parasitas e seus ovos são essenciais ao tratamento. “Os pais devem ficar atentos a higienização rigorosa das roupas pessoais e também de cama e banho, pois os ovos podem ficar alojados ali. Os piolhos retirados devem ser descartados de maneira segura para que não causem nova infestação”, reforça.

Outro mito, é que a infestação poderia se alastrar em climas mais quentes. “Não há relação entre o clima e a probabilidade do surgimento da infestação, o que pode causar a doenças é a falta de tratamento adequado das infestações que podem continuar  propagando a doença”, explica.

A prevenção deve passar por métodos básicos de higiene, como banhos diários, troca de roupa pessoal e de cama rotineiramente, higiene em chapéus, bonés e adereços de cabeça, além de pentes e escovas. 

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