OPERAÇÃO STELLIO
PF investiga fraudes no pagamento do seguro desemprego e recursos do FGTS
Operação foi desencadeada em sete estados e em Roraima foi cumprido um mandado de busca e apreensão, além de um mandado de prisão
Por Paola Carvalho
Em 19/05/2017 às 01:20
Mandado executado em Boa Vista serviu para recolhimento de documentos (Foto: Ronaldo Bernardi/RBS)

A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério do Trabalho, deflagrou a Operação Stellio, na manhã de ontem, 18, com o intuito de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes contra o programa de seguro desemprego. A ação foi deflagrada em sete estados, incluindo Roraima.

Conforme a PF, o esquema constituía na liberação de cartões do cidadão por ex-funcionários da Caixa Econômica Federal para ex-agentes do Sistema Nacional de Emprego (Sine), que faziam saques do seguro desemprego. O sistema também teria sido ampliado para fraudes com empresas de consórcio e pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

A investigação aponta um prejuízo efetivo na ordem de R$ 320 milhões aos cofres públicos, conforme dados de requerimentos fraudados entre janeiro de 2014 e junho de 2015. O dinheiro foi utilizado pelos envolvidos no esquema para compra de propriedades imobiliárias de alto valor, veículos e animais de grande porte.

Cerca de 250 policiais federais cumpriram 136 mandados judiciais em Tocantins, Goiás, Pará, Maranhão, Paraná, Santa Catarina e Roraima, sendo 56 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de condução coercitiva, nove prisões preventivas e 61 prisões temporárias.

RORAIMA – Conforme o delegado da Polícia Federal em Roraima (PF/RR), Alan Robson, no Estado houve somente o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, além do recolhimento de documentos. "Havia também mandado de prisão para ser executado em Boa Vista, mas não foi cumprido", informou.

O delegado não informou o motivo de a prisão não ter ocorrido. A Folha entrou em contato com a Polícia Federal do Tocantins, responsável pela operação e com a Assessoria de Comunicação da PF em Brasília, porém até o fechamento desta matéria não deu retorno.

STELLIO - O nome da operação faz alusão à palavra em latim stellionatu, que significa estelionato, fraude e ao animal stellio, um tipo de camaleão que tem a pele com manchas que lembram a forma de estrelas. O bicho ganhou a fama de trapaceiro pela capacidade de mudar a cor da pele para se confundir com o resto do ambiente. (P.C.)

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