RIO BRANCO
Operação Irapuca combate tráfico de quelônios
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Por Folha Web
Em 05/12/2017 às 01:34
Os agentes ambientais conseguiram soltar mais de 100 tartarugas e tracajás (Foto: Divulgação)

Agentes ambientais e policiais militares realizaram, de 17 a 30 de novembro, a Operação Irapuca na Calha do Rio Branco. Mais de 100 quelônios apreendidos por traficantes foram liberados na natureza. A ação foi conduzida de forma integrada pelas equipes da FLONA Anauá, Parna Serra da Mocidade, ESEC Caracaraí e ESEC Niquiá, com recursos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Programa ARPA. Também atuaram como parceiros a Companhia Independente de Policiamento Ambiental da Polícia Militar do (CIPA) e a Fundação Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh). 

A partir de diversas denúncias de pesca ilegal e captura de quelônios, os fiscais e policiais militares abordavam todas as embarcações que desciam ou que subiam o Rio Branco, realizando uma vistoria minuciosa na embarcação, em caixas de gelo, peixes já pescados e documentação, como a carteira de pescador emitida pela Femarh.

Durante a Operação Irapuca, foram encontrados vários currais na região, inclusive dentro da área de abrangência do Projeto Quelônios da Amazônia (PQA). Segundo o ICMBio, nesta época do ano, a pressão é muito maior por conta do período de desova, como também para consumo humano por conta da proximidade das festas de final de ano, tendo como principal centro de consumo as cidades de Boa Vista e Manaus.

“Os tartarugueiros, como são conhecidos, são perigosos e estão sempre de prontidão para empreender fuga quando percebem as equipes de fiscalização. A ação dos tartarugueiros é preferencialmente noturna, o que contribui para uma abordagem difícil e de alto grau de periculosidade”, afirmou o coordenador da operação, o analista ambiental Geomar da Silva Carneiro.

Segundo os fiscais, após serem capturados, os quelônios são colocados em “currais”, um tipo de cercado feito nos beiradões e de difícil visualização. “É um monitoramento muito mais minucioso e perigoso, sendo necessário, inclusive, incursões noturnas em áreas reconhecidamente usadas pelos mesmos”, explicou.

Para Geomar Carneiro, a operação foi efetiva, pois a fiscalização encontrou vários currais na região, inclusive dentro da área de abrangência do Projeto Quelônios da Amazônia (PQA). Um dos currais estava ativo na região da foz do Rio Itapará, próximo à Santa Maria do Boiaçú, principal vila da região, onde foram soltos 42 quelônios vivos, entre tartarugas da Amazônia e iaçás, além de 37 espécimes mortos.

Na região do tabuleiro do Santa Fé, no Paraná da Anta, também foram fiscalizados ao menos três “currais”, dois já desativados e outro ativo, onde foram soltas 67 tartarugas. “Deste local foram capturados centenas de quelônios, que posteriormente foram levados para serem consumidos em Manaus. Destacamos que a eficiência dessas ações de combate a estes crimes ambientais, além de tirar o infrator local de circulação, quebra-se uma cadeia de fomento aos atos delituosos, captaneados por pessoas com maior poder aquisitivo, que disponibilizam estes petrechos aos de menor poder aquisitivo”, concluiu.

antonio carlos de lima prado disse: Em 05/12/2017 às 11:22:53

"Tem que punir essa gente com mais rigor."

Licínio Cavalcante disse: Em 05/12/2017 às 07:54:33

"o IBAMA colaborou com uma das duas embarcações utilizadas, além do motor 40hp e combustível, 2 militares que participaram neste resgate das tartarugas estavam a serviço do IBAMA e também realizou a manutenção durante 2 dias em um dos motores 40hp da FEMARH que estava necessitando de reparo. Isto posto, vai a pergunta: Não faltou, no mínimo, sensibilidade para citar o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente na reportagem??? "