PARQUE DO RIO BRANCO
Obras devem ser iniciadas no primeiro trimestre deste ano
De acordo com a Prefeitura de Boa Vista, mais de 300 acordos de desapropriação foram realizadas desde julho do ano passado
Por Minervaldo Lopes
Em 07/02/2018 às 01:33
Os valores totais de indenizações já somam R$ 21 milhões (Foto: Hione Nunes)

A construção do Parque do Rio Branco deverá iniciar ainda neste primeiro trimestre. Orçado em mais de R$ 100 milhões, a obra compreende toda a área de interesse social Caetano Filho, popularmente conhecida como “Beiral”, pegando ainda parte das residências localizadas no entorno da Avenida Sebastião Diniz, na altura que separa o Centro dos bairros São Vicente e Calungá, na zona Sul.

Desde julho do ano passado, a Prefeitura de Boa Vista tem realizado a desocupação dos moradores das áreas que abrigarão o novo complexo turístico. Até o momento, segundo a Administração Municipal, foram negociadas 310 casas, tendo sido 300 descaracterizadas e as outras dez aguardam a data de agendamento para demolição, que deve ocorrer nesta semana.

“Estão aguardando a conclusão das negociações 30 casas, dessas, sete estão em negociação aguardando a formalização do acordo e as outras 23, que não fizeram a negociação ou por falta de documentos ou por ausência de inventário do proprietário falecido ou por desinteresse, estão sendo demandadas através de processo de desapropriação judicial”, informou.

Ainda segundo a Prefeitura, os valores totais de indenizações já somam R$ 21.813.702,94, valor este suportados com recursos próprios. Estima-se que mais de R$ 100 milhões são investidos na obra, que está sendo concebida por meio de convênio Federal. “O projeto se divide em duas etapas, a primeira será a canalização do igarapé do Caxangá, através de convênio com o Ministério da Integração Nacional, a segunda etapa que será a reurbanização da área com a transformação do espaço em um parque público somente será executada após a conclusão da primeira etapa”, destacou.

Já em relação ao entulho, a Administração Municipal disse que ainda há trabalhos de limpezas previstos para serem executados, não sabendo precisar quantas toneladas deverão ser retiradas do local. A Folha esteve no local para verificar de perto a situação do local.

Em localidades onde houve o processo de desocupação, o fornecimento de água e de energia elétrica pela Companhia de Águas e Esgotos de Roraima (CAERR) e pela Eletrobras Roraima já foi suspenso. Apesar disso, essas áreas continuam a ser habitadas por andarilhos e usuários de entorpecentes, que se espremem em meio à sujeira deixada pelos entulhos.

Sobre essa questão, a Eletrobras Roraima informou, em Nota, que só suspendeu o fornecimento de energia das unidades consumidoras que foram desapropriadas. “Nesses casos, a solicitação de desligamento foi realizada pela prefeitura municipal e pelos moradores”, complementou.

Ainda segundo a estatal, a rede elétrica da região continua normal, mas se algum morador estiver com problema no fornecimento de energia deve informar à empresa pelo telefone 0800 70 19 120.

Já em relação ao fornecimento de água na região, durante a apuração da reportagem, uma equipe da CAERR realizava reparos em um cano localizado próximo a ponte do igarapé Caxangá, que estava danificada após ação de vândalos. “Temos realizado vedações praticamente todos os dias nas áreas onde não há mais residências, devido à ação dos vândalos. A gente vem, faz o conserto e no dia seguinte eles já estão quebrados de novo”, comentou um dos técnicos da companhia.

Questionada sobre a situação, a CAERR disse que tem feito inúmeras contenções de vazamentos no Caetano Filho e que todo cidadão pode colaborar com a preservação dos recursos hídricos do Estado, ligando para a companhia no telefone 0800 280 9520 ou informando o fato por meio do aplicativo Caerr Mobile. (M.L)

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