EM RORAINÓPOLIS
Ministério Público vai investigar desvio de medicamentos
Gostei (1) Não gostei (0)
Um procedimento foi aberto e o promotor pediu que a polícia ouvisse o depoimento do secretário municipal de saúde.
Por Folha Web
Em 08/03/2018 às 12:02
Os medicamentos descartados eram antibióticos, como amoxicilina, além de outros utilizados por diabéticos e hipertensos. Alguns estariam com validade vencida, mas outros só venceriam em maio.

O promotor do Ministério Público do município de Rorainópolis, Paulo André Trindade, abriu procedimento investigatório para averiguar as circunstâncias dos fatos que motivaram o desvio dos medicamentos dentro do prazo de validade e descartados que foram apreendidos em Rorainópolis, região sul de Roraima, na noite desta quarta-feira (7).

Também já foi confirmado o depoimento do secretário de saúde, Elson Alves, que prestará esclarecimentos, a pedido do Ministério Público,  na sexta-feira (9), na delegacia da polícia civil.

O servidor público chegou a ser levado para a delegacia por ter medicamentos públicos em sua residência, mas não foi preso em flagrante por colaborar com a promotoria informando onde os remédios estavam localizados.

Os remédios apreendidos foram encaminhados na noite desta quarta-feira (7) para a delegacia de polícia civil que vai investigar o caso.

A situação foi descoberta quando foi feita a denúncia no Ministério Público de que o município estaria descartando medicamentos dentro do prazo de validade. Alguns dos remédios e materiais chegaram a ser queimados.

Conforme denúncia recebida pela reportagem da Folha, os lotes de remédios que estariam em falta nos postos de saúde do município foram jogados no lixo pela Prefeitura de Rorainópolis.

Os medicamentos descartados eram antibióticos, como amoxicilina, além de outros utilizados por diabéticos e hipertensos. Alguns estariam com validade vencida, mas outros só venceriam em maio.

OUTRO LADO – Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Rorainópolis informou que os materiais se tratam não apenas de medicamentos com datas de validades vencidas, mas também de lixo hospitalar (perfurocortantes) e que, após serem catalogados, foram recolhidos para descarte, uma vez que não poderiam mais permanecer disponíveis nas unidades de saúde do município.

Não existem comentários. Seja o primeiro a comentar!