CRIME CRUEL
Homem é torturado e decapitado
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Vítima estava com os braços e pernas amarrados, o que indica tortura antes da morte
Por João Barros
Em 07/02/2018 às 00:25
Apesar de o IML ainda não ter concluído a identificação, família garante que o corpo é de Cleyton da Silva Oliveira (Foto: Divulgação/NIPD)

Um corpo foi encontrado no começo da noite da segunda-feira, dia 5, pela Polícia Militar após denúncia anônima. O cadáver estava em avançado estado de decomposição, com sinais de tortura, numa área que fica no leito do Rio Branco, no bairro Governador Aquilino Mota, Distrito Industrial de Boa Vista.

A guarnição informou que foi acionada via Ciops (Centro Integrado de Operações de Segurança) para averiguar a procedência da denúncia de que o corpo teria sido encontrado dentro da mata. O comunicante disse que, devido ao estado de putrefação, não foi possível fazer o reconhecimento.

A equipe policial destacou que seguiu na viatura até o fim da estrada, após o Jardim das Copaíbas e, em seguida, continuou seguindo por uma trilha, na beira do rio, a fim de encontrar qualquer vestígio. Na caminhada, os policiais informaram que sentiram um odor muito forte, característico de carne podre e depois de delimitar um perímetro para varredura encontraram o corpo, de estatura mediana, do gênero masculino, com mãos amarradas e sem cabeça.

O local do possível crime foi isolado e peritos do Instituto de Criminalística foram acionados para realizar os procedimentos técnicos, enquanto equipes da Delegacia-Geral de Homicídios (DGH) e do Instituto de Medicina Legal (IML) foram acionadas. Ao fim do trabalho pericial, o rabecão fez a remoção do corpo até a sede o IML.

IDENTIFICAÇÃO – Na manhã de ontem, dia 6, a família de Cleyton da Silva Oliveira, de 19 anos, procurou o Instituto por desconfiar que o corpo fosse dele, inclusive informou que o rapaz desapareceu no dia 31 de dezembro do ano passado. A última vez que ele foi visto foi na Igreja Batista Renovação Espiritual, no Conjunto Pérola, bairro Airton Rocha, zona Oeste de Boa Vista, por volta das 9h15 daquele dia. O Núcleo de Investigação de Pessoas Desaparecidas (NIPD) já estava investigando o caso.

O médico do IML, que fez o exame no corpo, destacou que, por causa das cordas nos braços e pernas, e da decapitação, há indícios de que a vítima foi torturada antes de morrer. O cadáver foi reconhecido pela família a partir de uma tatuagem no antebraço direito, cuja inscrição é o nome da mãe “Arlene”.

O perito papiloscopista não conseguiu coletar as impressões digitais devido à condição do corpo e por isso não pôde confirmar a identidade da vítima, apesar da indicação de todas as provas apresentadas pela família. O IML informou que vai aguardar documentação, como exames de raio-x da arcada dentária, para comparar com a dentição da cabeça encontrada ao lado do cadáver. O caso está sob investigação. Até o fim da tarde de ontem, nenhum suspeito foi preso. (J.B)

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