EDUCAÇÃO
Governo quer levar ensino militar a todos os municípios de Roraima
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Por Folha Web
Em 26/02/2018 às 02:03
A diretora do Departamento de Educação Básica, Graciela Ziebert: “Metodologia é bem aceita por alunos, professores e comunidade” (Foto: Arquivo Folha)

Como solução para problemas de violência, mau comportamento, baixos índices de aproveitamento e falta de disciplina, o governo estadual, por meio da Secretaria de Educação e Desporto (Seed), implantou em 2016 a metodologia de ensino militar em três escolas da capital. Os resultados e aceitação foram tão bons que neste ano, o projeto foi estendido para mais 15 escolas, tanto em Boa Vista, quanto no interior. Ao todo, seis municípios foram atendidos e a meta é que no próximo ano seja aplicado em unidades de municípios ainda não contemplados. 

Segundo a diretora do Departamento de Educação Básica (DEB) e membro da comissão de implantação das escolas militarizadas, Graciela Ziebert, a ideia da implantação da militarização nas escolas surgiu com base no bom rendimento do Colégio Militar Cel. PM Derly Luiz Vieira Borges. “Essa unidade de ensino é administrada pela própria Polícia Militar em parceria com a Seed. Como os índices de aproveitamento e a disciplina proporcionada pelo método são bons, resolvemos levá-lo a outras escolas”, explicou.

Apesar de adotarem o sistema de ensino militar, Graciela ressaltou que as demais unidades são chamadas de escolas militarizadas. “Colégio Militar só temos um. Para entrar lá o aluno faz uma prova e os melhores colocados assumem as vagas, assim como em um vestibular. Nas demais escolas, não utilizamos esse método. Os alunos são da própria comunidade”, disse.

No primeiro momento, foram selecionadas três escolas para implantação do sistema de ensino militar. “O projeto foi implantando em escolas em situação de vulnerabilidade, temos uma comissão inter-secretarias. Criamos critérios para escolha. Algumas foram escolhidas por conta do ambiente de vulnerabilidade onde elas estavam inseridas, outras pela violência na própria escola, ou o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A ideia era que com a disciplina esse índice melhorasse o rendimento escolar, o que aconteceu. Por isso o projeto foi levado para mais 15 unidades esse ano”, detalhou.

A diretora do DEB afirmou ainda que a metodologia é bem aceita pela comunidade. “Os pais apoiam o projeto. Nas escolas que foram militarizadas a procura por vagas foi grande, pois os pais têm vontade que seus filhos nelas estudem. Os professores têm nos apoiado, porque o objetivo maior é que eles ministrem suas aulas com maior eficácia. Os alunos também têm mostrado muito interesse em aprender”, relatou.

Ela informou que o objetivo é levar o método de ensino para todos os municípios de Roraima. “Hoje atendemos seis municípios, queremos avançar para outros no próximo ano. É importante ressaltar que não é algo que estamos querendo impor, mas que a comunidade abrace a causa. O maior objetivo do projeto é atravessar os muros da escola e levar o comportamento positivo dos alunos à comunidade onde estão inseridos, para a sociedade, para a família e que essa melhora seja percebida”, concluiu.

Silva disse: Em 26/02/2018 às 14:44:43

"Agora a PM vai virar secretaria de educação também???? Chocada com tamanha incompetência...."

Silva disse: Em 26/02/2018 às 14:44:14

"Agora a PM vai virar secretaria de educação também???? Chocada com tamanha incompetência...."

andrea de lima cabral disse: Em 26/02/2018 às 09:52:44

"e porque não militarizar todas as escolas de Boa vista e uma otima ideia,é nítida a educaçao dos alunos da escola militar comparada as demais escolas,acho que esse e o caminho,Parabéns..."

José Rodrigues dos Santos disse: Em 26/02/2018 às 08:00:45

"Enfiaram a constituição não sei aonde. Ensino militar? Quem falou que o ensino é militar? A educação desses jovens será comportamental, mecanizada e nada mais. Dê poderes a escola juntamente com os professores para ver se não fica bem melhor. Se o professor fala alto com o aluno os pais vão logo o Ministério Público, mas o militar grita, briga com o aluno os pais gostam. Estamos vivendo um inversão de valores. Quero aqui dizer que não soui contra os militares somente não concordo com a entrada deles nas escolas. Por que nãqo ficar de prontidão ao invés de atuar em uma área que não é compatível a eles, Formem escolas militares que eu apoio!! Me chamo José Rodrigues"