61º ABRUEM
Fórum de Reitores vai discutir alternativas de financiamento para instituições de Ensino Superior
Gostei (4) Não gostei (4)
O tema desta edição é “O empreendedorismo na gestão universitária: desafios, soluções e inovação na contemporaneidade”
Por Ana Gabriela Gomes
Em 22/11/2017 às 01:45
O reitor da UERR, Regys Freitas, apontou que a instituição também sofreu contingenciamento orçamentário no início do ano (Foto: Arquivo/Folha)

De hoje, 22, até sexta-feira, 24, a Universidade Estadual de Roraima (UERR) vai sediar o 61º Fórum Nacional de Reitores da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem) no EcoHotel, localizado na Avenida Glaycon de Paiva. Com o tema “O empreendedorismo na gestão universitária: desafios, soluções e inovação na contemporaneidade”, o Fórum pretende contribuir na busca de alternativas de financiamento para as universidades estaduais e municipais.

Segundo o reitor da UERR, Regys Freitas, o principal desafio do Fórum é encontrar uma solução para a falta de recursos junto às universidades estaduais e municipais, tendo em vista a atual conjuntura de escassez financeira em todas as esferas de poder. Assim como a Universidade Federal de Roraima (UFRR) e o Instituto Federal de Roraima (IFRR), a UERR também sofreu contingenciamento dos recursos de custeio e investimento este ano.

Na área de custeio, o contingenciamento afetou os pagamentos correntes, como água, energia, telefone e combustível. Em relação aos investimentos, a instituição foi prejudicada nas obras de infraestrutura, tanto na reforma predial, como na construção de novos campis e reformas. O reitor explicou que a única despesa que não foi afetada foi o pagamento de salários.

Diferente dos últimos dois anos, com o orçamento anual fechado em torno de R$ 47 milhões, o orçamento de 2018 deve girar em torno de R$ 51 milhões. No entanto, Freitas pontuou que a quantia não é suficiente, tendo em vista que uma parte do recurso é consumida pela despesa de pessoal, ou seja, pagamento de salários. “O mantenedor é essencialmente o governo, mas a UERR também busca alternativas de financiamento”, disse.

Pela especificidade de ser promotora de concurso público, Freitas relatou que a UERR arrecada recursos. Além disso, a instituição pretende investir em um projeto de venda de pesquisa. Ou seja, as instituições dentro do Estado que precisam fazer pesquisas podem se utilizar da UERR. Conforme o reitor, a universidade também pode ser remunerada desta maneira. Para tanto, é preciso se estruturar.

Em razão das demandas enviadas pela instituição ao Governo do Estado, o reitor relatou que já conseguiu incremento orçamentário que vai ajudar no investimento para o próximo ano. Junto à bancada federal, foram articuladas emendas parlamentares na ordem de R$ 75 milhões. “Foi uma conquista. A gente consegue o incremento, mas nada garante que seja liberado”, destacou.

Caso os recursos das emendas parlamentares sejam liberados, serão utilizados para investir em infraestrutura e na construção de laboratório, tendo em vista que o Hospital Geral de Roraima, o Hospital das Clínicas e a Maternidade serão vinculados academicamente à Universidade Estadual, em razão do novo curso de Medicina. (A.G.G)

Mohammed Pataxó disse: Em 22/11/2017 às 06:29:16

"Esse é o pior reitor que a UERR já teve! #Facto"