FORTE ESTIAGEM
Focos de calor aumentam e ações de prevenção a incêndios são iniciadas
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Período crítico de estiagem começa a partir de dezembro e Defesa Civil começou a visitar os municípios para traçar planos de ação
Por Ana Gabriela Gomes
Em 10/11/2017 às 00:35
Tenente Emerson Lima, chefe da Divisão de Operações Emergenciais da Defesa Civil (Foto: Hione Nunes)

Além da estiagem no período, os incêndios florestais têm sido uma preocupação dos órgãos ambientais e de fiscalização em Roraima. Segundo o chefe da Divisão de Operações Emergenciais, tenente Emerson Lima, a Defesa Civil já começou a visitar os municípios do Estado para falar com os prefeitos e representantes da Defesa Civil, a fim de que tracem os planos de ação e contingência relacionados ao desempenho das atividades no período de verão, tanto para estiagem, consumo animal, agricultura e principalmente incêndios florestais.

Em novembro do ano passado, dados de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registraram 71 casos de focos de calor no Estado. Este ano, apenas nos primeiros dias do mês, 70 focos foram constatados até o momento, o que aponta um crescimento considerável. Diante dos números, o tenente esclareceu que os focos de calor não são necessariamente queimadas ou incêndios, uma vez que abrangem qualquer temperatura registrada acima de 47ºC.

Ele considera o mês de novembro uma fase de transição, apesar dos índices registrados, tendo em vista que o período crítico do verão se inicia a partir do meio de dezembro. Historicamente, é neste período que a Defesa Civil já iniciou a instalação de bases avançadas de combate ao incêndio. “É um número que consideramos, mas que não representa apenas incêndios. Pode ser que chova, como às vezes acontece no Carnaval, um mês considerado crítico”, disse.

O tenente lembrou que é durante o feriado prolongado de Carnaval que a maioria da população do Estado se dirige aos seus lotes ou sítios no interior e, muitas vezes, iniciam as queimadas indiscriminadamente como forma de fazer limpeza ou preparar áreas para o plantio. Diante da situação, ele explicou que o órgão começa a atuar de forma mais firme e vigilante para acionar as equipes de emergência quando necessário.

Nos casos em que a queimada se faz necessária para uma determinada localidade, Lima reforçou a importância do calendário anual de queimadas da Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh) que, este ano, foi estabelecido no mês passado. Por meio do calendário, as queimadas são autorizadas e recebem o acompanhamento necessário para evitar o descontrole e, por fim, o incêndio florestal.

No próximo dia 21, os órgãos envolvidos no funcionamento do calendário vão se reunir novamente para consolidar as ações e discutir as composições de cada órgão. Pela Defesa Civil, serão propostas ações desenvolvidas todos os anos: acompanhamento, prevenção e a instalação de bases avançadas no interior para um melhor controle de queimadas, a fim de que não ocorram de forma não autorizada.

Conforme explicou o tenente, a Defesa Civil realiza o trabalho de monitoramento e, quando precisa de apoio, envia equipes do Corpo de Bombeiro para se instalar na região mais crítica de Roraima, chamada de Arco de Fogo.

No Estado, o Arco começa no Município de Amajari, na região norte do Estado, passa por Alto Alegre, Mucajaí (centro-oeste), Iracema e termina em Caracaraí (ambos na região centro-sul).

Para o tenente, a principal orientação é não realizar a queimada de forma desordenada e sem autorização da Femarh. “Dizem que somente 1% dos incêndios do mundo ocorre por causas naturais. A população precisa tomar as precauções devidas para não destruir o patrimônio de outras pessoas e ser penalizada”, frisou. A queimada sem autorização é crime previsto na Lei número 9.605/1998. (A.G.G)

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