CRISE MIGRATÓRIA
Embaixada do Canadá entrega unidades de saúde e educação para refugiados
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Os materiais entregues foram viabilizados pelo Governo do Canadá, em parceria com Fundação Pan-Americana para o Desenvolvimento
Por Paola Carvalho
Em 06/02/2018 às 01:21
Os dois espaços foram entregues no abrigo localizado no Ginásio do Pintolândia, que atende indígenas venezuelanos (Fotos: Nilzete Franco)

A Embaixada do Canadá, em parceria com a Fundação Pan-Americana para o Desenvolvimento, entregou na manhã de ontem, 5, duas unidades que irão oferecer serviços de saúde e educação para os indígenas venezuelanos da etnia warao. Os espaços vão atender os estrangeiros alojados no Ginásio Brigadeiro Ottomar de Souza Pinto, no bairro Pintolândia.

As unidades são do tipo contêiner, espécie de espaço feito de metal e normalmente utilizado para transporte de cargas. Nos últimos anos, a utilização dos contêineres para outros meios, inclusive como lojas e restaurantes ganhou espaço por conta do baixo custo de instalação.

No espaço dedicado aos atendimentos de saúde, os serviços serão realizados semanalmente por agentes da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), com apoio da Federação Humanitária Internacional (Fraternidade). O contêiner conta com móveis, maca, balança de peso para recém-nascidos, ferramentas hospitalares e medicamentos. O espaço de saúde já está em pleno funcionamento e, inclusive, serviu para atender uma venezuelana grávida que deu à luz a gêmeos na noite de domingo, 4.

Já no local destinado aos serviços de educação serão realizadas aulas para as crianças, atividades lúdicas e pedagógicas em espanhol e warao, além do ensino da língua portuguesa. Os trabalhos educativos serão oferecidos em parceria com as ONGs que atuam na área.

De acordo com a secretária-adjunta do Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes), Edilânia Mangueira, o recebimento das unidades é de grande importância para o Estado, por conta da necessidade dos refugiados. “As unidades vão atender uma parcela da população bastante necessitada e vai evitar que as pessoas tenham que se deslocar para procurar por um atendimento médico”, disse. “Os agentes da Sesai já têm uma experiência e um trabalho voltado para os indígenas. Já as atividades escolares também vão ensinar a nossa língua para que, quando as crianças tenham idade para ter acesso à escola, tenham uma facilidade maior na comunicação”, completou.

PARCERIA – A aquisição dos contêineres ocorreu graças ao financiamento do Fundo Canadá de Apoio a Iniciativas Locais. Segundo o gerente da Fundação Pan-Americana, Christopher Wooley, o Canadá tem um fundo para iniciativas em menor escala para ajudar as pessoas. “Estamos comprometidos com os venezuelanos e as venezuelanas e queremos continuar o nosso trabalho e ajudar cada vez mais pessoas”, afirmou Wooley.

Para o Embaixador do Canadá, Riccardo Savone, as parcerias são essenciais para que serviços desse tipo possam continuar acontecendo. “Muito importante, especialmente, neste abrigo na comunidade indígena que tem necessidades muito específicas. Estamos tentando ajudar o nosso parceiro, o Brasil, para resolver essa situação dos nossos irmãos venezuelanos que chegaram à porta da fronteira”, informou. (P.C.)

Manuel disse: Em 06/02/2018 às 10:28:34

"O pessoal do lixão podem frequentar tambem ou é restrito ao pessoal de maduro?"

Paulo Pereira de Carvalho disse: Em 06/02/2018 às 06:54:21

"Se fosse no Canadá os canadenses ja teriam expulsado todos os venezuelanos, por isso que mandam essas unidades de saúde pra cá, pra essa crise não chegar até eles. "

Adailton Silva Oliveira disse: Em 06/02/2018 às 06:06:52

"Parabéns, essa é a diferença de quem faz o que tem que ser feito, e de quem está só fazendo mídia, tão simples quando se quer ajudar sem se aproveitar."