PORTÕES FECHADOS
Em protesto contra salários atrasados, servidores da Cerr paralisam atividades
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Por Ana Gabriela Gomes
Em 12/12/2017 às 01:40
Diretor financeiro do Stiu, João do Povo: “O Governo não dá um posicionamento que contemple a necessidade da classe trabalhadora” (Foto: Hione Nunes)

Dezenas de servidores da Companhia Energética de Roraima (Cerr) iniciaram a segunda-feira, 11, realizando um ato público em frente à sede do órgão, localizada na avenida Presidente Castelo Branco, no bairro Calungá, zona sul da capital. O motivo? O atraso no pagamento dos cerca de 450 funcionários.

O diretor financeiro do Sindicato dos Trabalhadores Urbanitários de Roraima (Stiu), João do Povo, informou que no decorrer de 2017 o atraso no pagamento aconteceu todos os meses. Para ele, os servidores não têm outra escolha, a não ser expressar em forma de manifestação o repúdio em relação aos atos do Governo do Estado.

Com o atraso, os servidores são obrigados a passar por situações constrangedoras e humilhantes, tendo em vista a necessidade de quitar aluguel, contas e comprar alimentos. “A situação vai se aglomerando pelas questões de juros e, ainda assim, o Governo não dá um posicionamento que contemple a necessidade da classe trabalhadora”, ressaltou João do Povo.

Em nota enviada à imprensa na sexta-feira, 8, o Governo do Estado informou que o salário dos servidores públicos referente ao mês de novembro já estaria sendo pago durante todo o dia. Contudo, o diretor declarou que “os servidores da Cerr são enganados pelo Estado por não receberem nas datas anunciadas, ficando a critério do Governo a data de pagamento”.

João do Povo explicou que há um acordo coletivo, pactuado e homologado, que determina o pagamento dos salários até o 5º dia útil do mês subsequente. No entanto, o salário que deveria ter sido pago no dia 7 do mês de novembro ainda não foi realizado. Além disso, o diretor apontou que o vale-alimentação dos funcionários também está sendo pago em atraso.

Servidores concursados que estavam no local relataram à equipe de reportagem da Folha a insatisfação e discriminação que sentem por não terem um calendário de pagamento. “Eles dizem que não temos autonomia financeira e arrecadação, mas não justifica, porque somos funcionários estaduais. Temos um acordo coletivo que nunca foi respeitado pela governadora”, relatou uma funcionária, que preferiu não se identificar.

Conforme João do Povo, o Stiu já ajuizou diversas ações junto à Justiça, mas também não recebeu respostas plausíveis. “O Governo nunca manifesta um retorno que contemple as expectativas. Então, nos resta dizer que a manifestação vai permanecer. Assim como virou rotina a questão do atraso do pagamento, também vamos transformar em rotina as manifestações. Os portões estão fechados e vão permanecer assim enquanto não houver uma posição”, finalizou.

OUTRO LADO – A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) informou que o pagamento da administração indireta, referente ao mês de novembro, será creditado amanhã, dia 13. (A.G.G)

Dierson Maciel disse: Em 02/01/2018 às 22:55:38

"Por que movimento sindical acabou! perdeu sua essência! por ter Membro Sindical dessa forma nefasto, ruim, feio, mau, horrível, funesto, maligno, prejudicial, nocivo, pernicioso, detestável, maléfico, Sindicato Pensar que convocar Movimentos, paralisação.Greve é Ceder tendas e águas Geladas é Um Conquista!"