AGRONEGÓCIO
Em 2018, área plantada de soja deve chegar a 40 mil hectares
Gostei (7) Não gostei (7)
Neste ano, foram colhidas 100 mil toneladas de uma área de plantio de 32 mil hectares
Por Folha Web
Em 27/12/2017 às 01:18
Empresário Antônio Denarium: “A produção de 2018 já está sendo vendida antecipadamente” (Foto: Diane Sampaio)

O plantio de soja em Roraima no ano de 2018 terá um crescimento de 25% em comparação com o de 2017, quando o grão foi plantado em 32 mil hectares. Em entrevista ao Programa Agenda da Semana, na Rádio Folha AM 1020, o empresário e sojicultor Antônio Denarium informou que já estão catalogados 40 mil hectares para o próximo ano. As expectativas de sucesso são altas, pois parte da produção já está sendo comercializada antecipadamente.

A cada ano que passa, o plantio de soja em Roraima tem registrado aumento na área plantada. Em 2016, foram 25 mil hectares e em 2017 32 mil, ou seja, nos dois últimos anos o crescimento foi de 60%. Boa parte da soja produzida em Roraima é comprada pelo grupo Amaggi. O produto segue para o porto de Itacoatiara, no Amazonas, e é enviado para o restante do Brasil e até mesmo para outros países.

Denarium afirmou que a qualidade do grão e o crescimento contínuo da produção já garantiram a comercialização de parte da produção do próximo ano. “O grupo Amaggi está comprando antecipado. Eles já fornecem os insumos de antemão e nós pagamos em grãos. Nesse sistema, eles já fizeram a troca de aproximadamente 10 mil hectares, que corresponde a 25% da produção”, explicou.

A parte da produção que permanece no Estado é transformada em óleo e em farelo de soja, utilizado na produção de ração animal para aves, suínos e bovinos. “Quando fazemos isso transformamos a proteína animal em vegetal. Acredito que com esse crescimento, em um curto espaço de tempo poderemos receber novos investidores para a agroindústria, proporcionando a ampliação da estrutura da indústria de ração”, disse.

PECUÁRIA – Em conjunto com a agricultura, a pecuária tem fortalecido o setor primário em Roraima. A atividade está avançando e, em 2017, Roraima recebeu o selo de Livre de Aftosa com Vacinação. “Esse nosso certificado de Livre de Aftosa com Vacinação já abre possibilidade de um mercado externo e o Frigo10 está aí para atender essa demanda”, afirmou o empresário.

POLÍTICA – Ainda durante o Agenda da Semana, o empresário tratou sobre política. Frequentemente mencionado nos bastidores políticos como um possível candidato ao Governo do Estado nas próximas eleições, Denarium afirmou que atualmente é filiado ao Democratas, partido que tem o diretório regional presidido pelo deputado federal Abel Galinha.

Segundo Denarium, nada está confirmado, mas afirmou de antemão que o Estado precisa de novas opções. “Existe hoje um clamor da sociedade brasileira por novos nomes na política, não só em Roraima, mas em todo o Brasil. Quando algum empresário se destaca, as pessoas começam a ver ele como um possível candidato ao senado, ao governo, ou a qualquer outro cargo”, declarou.

Como representante do setor empresarial, ele afirma que gostaria de ver alguém que fizesse mudanças efetivas por esse setor. “O maior problema do Estado de Roraima é gestão pública. Estamos aqui há vários anos, desde que o Estado foi criado e, desde então, a população está há quase 30 anos na mão de alguns grupos políticos, que se intercalam. Esses políticos não estão visando o bem da população, o crescimento e o desenvolvimento do Estado. O que existe muito é uma briga pelo poder”, disse.

Denarium afirmou que apesar de ainda não ter nada definido, se sente feliz com o reconhecimento pelo trabalho que faz. “Quando as pessoas percebem no trabalho que estamos fazendo uma possibilidade de mudança no Estado de Roraima. Como cidadão, sonhamos com um Estado melhor e mais justo e que ofereça mais oportunidades para as pessoas, sem problema de corrupção, com entidades e órgãos públicos que funcionem e que atendam a população”, concluiu.

José Carlos Pacheco de Oliveira disse: Em 27/12/2017 às 09:02:04

"Parabéns ao agronegócio sempre crescendo e com poucas terras para plantar, enquanto as terras indígenas, que são produtivas e ricas estão lá abandonadas e sem nenhum projeto de sustento para os seus índios onde a maioria vem pra cidade ganhar dinheiro pra se sustentar."