DESCLASSIFICAÇÃO DO BRASIL
Comerciantes contabilizam prejuízos na Copa do Mundo
A Associação Comercial de Roraima aponta desempenho nas vendas bem abaixo das expectativas.
Por Raisa Carvalho
Em 11/07/2018 às 08:25
Os estoques feitos para os jogos deste ano agora vão para depósitos (Foto: Wenderson de Jesus)

Com a eliminação do Brasil na Copa do mundo, o empresário José Domingos embalou cerca de quatro mil blusas do Brasil em seu depósito. Dono de uma loja de roupas na avenida Mario Homem de Melo há 30 anos, há cada quatro ele enfeita a loja e investe nas cores verde amarelo para aumentar as vendas. Porém com a desclassificação amargou prejuízos.


“O comércio é como um jogo de apostas. Eu não acreditava que o Brasil fosse chegar até a final, então planejei uma quantidade de roupas que seriam vendidas até a semifinal. Por isso sobraram peças. O brasileiro só compra blusa do Brasil na copa. E com a crise, eu imaginei que até o quarto jogo eu teria vendido mais. O dia em que eu vendi mais camisetas foi quando o Brasil perdeu da Bélgica”, comentou.


Para o presidente da Acir (Associação Comercial e Industrial de Roraima), Jadir Correia, ainda não há como fazer um balanço geral sobre vendas e prejuízos dos comerciantes no período da Copa do Mundo, mas adianta que as expectativas de vendas não foram superadas.


“Nessa época, o aumento de vendas se concentra em produtos como bebidas, alimentos, televisores e vestuário. Com a desclassificação do Brasil e o encerramento das festas juninas, o comerciante tem um prejuízo. No geral, ainda acreditamos que o movimento foi fraco, depois do resultado da seleção brasileira na última copa, o torcedor não estava confiante, foi apenas quando o Brasil se classificou para as quartas, que houve um aumento na procura de itens ligados aos jogos”, relatou.


O economista Fábio Martinez diz que o comércio local voltará ao normal e deve se preparar para o dia dos pais em agosto e o dia das crianças em outubro, quando há um consumo maior. Por enquanto, para ele, agora o consumidor está com a ressaca da Copa do Mundo. Mas chama a atenção para um fato: “Por outro lado, a eliminação da copa rendeu um dia a menos de comércios e lojas fechadas”, observou, o que pode gerar mais oportunidade de vendas.

Falei e disse: Em 11/07/2018 às 10:26:47

"Guarda para a próxima copa, daqui pra lá tem várias competições também!"

rnuj disse: Em 11/07/2018 às 09:48:58

"Confiou no cai-cai, deu no que deu. "

mostradanos disse: Em 11/07/2018 às 09:33:41

"concordo com o souza. Se tivéssemos empresários que baixassem as margens de lucros ai então com certeza a procura pelas camisas da seleção aumentaria. O "empresário" compra a camisa a R$10,00 no Brás e nos repassa a R$50.00. Ai nao da ne?"

souza disse: Em 11/07/2018 às 08:49:02

"Para esses empresários não terem um grande prejuízo é só fazerem um queimam de estoques das camisas até porque o produto estava caro demais antes da desclassificação do Brasil."