ACORDO BILATERAL
Brasil irá pavimentar estrada na Guiana para escoar produção de RR
Segundo o Itamaraty, acordo favorecerá o comércio e escoamento da produção para o Caribe e mercados norte-americano, asiático e europeu
Por Folha Web
Em 22/12/2017 às 01:07
Acordo foi fechado em reunião entre o presidente Michel Temer e o presidente da República Cooperativa da Guiana, David Grange (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

O presidente Michel Temer participou na manhã de ontem, 21, de reunião bilateral com o presidente da República Cooperativa da Guiana, David Granger. O encontro aconteceu no Palácio do Planalto, em Brasília.

No encontro, os dois presidentes assinaram dois acordos bilaterais. O primeiro para que o Brasil faça a pavimentação de trecho da estrada Lethem-Linden, na Guiana, que, segundo o Itamaraty, favorecerá o comércio e escoamento da produção da Região Norte do Brasil, principalmente Amazonas e Roraima, para o Caribe e mercados norte-americano, asiático e europeu.

Essa estrada, que tem 854 quilômetros ligando Lethem a Linden, concretizaria a criação de um corredor de escoamento da produção roraimense, facilitando sua chegada a esses mercados via Porto de Georgetown.

O segundo acordo estabelece a colaboração do Exército Brasileiro para perfuração de poços artesianos na região do Rupununi, na Guiana. De acordo com o Itamaraty, o projeto deverá beneficiar 10 mil pessoas, em sua maioria indígenas, que vivem próximas à fronteira com o Brasil e sofrem com os efeitos da seca.

Na Câmara Federal, nesses últimos dois anos, o deputado Remídio Monai (PR-RR) acompanhou de perto o andamento do acordo internacional entre os dois países. “Entre os anos de 2016 e 2017, conduzi uma agenda de trabalho voltada à concretização deste acordo bilateral. Foram diversas reuniões no Ministério das Relações Exteriores (MRE), no Ministério dos Transportes, Portos e Aviação (MTPA) e na embaixada da Guiana, em Brasília, para dar celeridade à assinatura do acordo. Estive também, em missão oficial pela Câmara Federal, junto com a comitiva de empresários do Estado de Roraima em um seminário internacional, promovido pelo Banco Interamericano de desenvolvimento (BID), em novembro de 2016, em Georgetown, que tratou também sobre a viabilidade de empreendimentos de interesse bilateral”, lembrou Remídio.

O parlamentar foi relator em 2016 do projeto Arco Norte: um desafio logístico, que propôs a criação de condições institucionais e legais para a implantação de um novo conceito de logística de transporte para o país, a partir da produção agrícola dos portos das regiões Sul e Sudeste para os portos da Região Norte do Brasil. O estudo técnico traz uma compilação de possíveis soluções para alavancar as exportações do país pela Região Norte. Entre elas, a proposta de acordo de cooperação internacional com a Guiana para pavimentação e construção de pontes num trecho de 454 quilômetros da estrada entre Boa Vista e a cidade de Georgetown, além da construção de um moderno porto, que propiciará acesso privilegiado aos mercados da Comunidade do Caribe (CARICOM), América do Norte, Europa e Ásia.

Remídio Monai comemorou o anúncio oficial. “Sempre defendi aproximação entre os dois países e da parceria para o financiamento de empreendimentos de infraestrutura. “A Guiana é um valioso escudo para a segurança externa do Brasil, além de representar uma janela de oportunidades para o nosso país. A concretização dessa obra é um sonho antigo de todos os roraimenses e uma promessa que fiz ainda em 2014. Como relator deste estudo, compilei uma série de soluções que irão alavancar as exportações pelo Norte do país. A assinatura deste acordo só comprova que estamos no caminho certo, necessário para ampliar investimentos, oportunidades de negócios, e promover o desenvolvimento econômico na Região Amazônica”, ressaltou o parlamentar.

CONTRÁRIOS - No entanto, a assinatura do acordo não é unanimidade entre os parlamentares, que reclamam terem sido excluídos das decisões. "Nós só exportamos soja, e pelo Porto Amazonas. Nossas prioridades hoje são outras. Temos malha viária de 11,3 mil quilômetros e só 14,6% dela é pavimentada. Por que investir no país vizinho?", questionou o senador Telmário Mota (PTB).

David Souza disse: Em 22/12/2017 às 12:16:54

"A economia de Roraima vai melhor muito. Parabéns ao deputado."

SANTOS disse: Em 22/12/2017 às 11:10:36

"- Alguém está surpreso? Eu não, cantei essa pedra há mais de cinco anos. O governo da Guiana fez o mesmo corpo mole quando da construção da ponte sobre o Rio Tacutu, fronteira Bonfim/Lethem. Discutiu-se o assunto um tempão e acabou o Brasil construindo não só a ponte mas, também, toda a obra de inversão da mão-de-trânsito e instalações alfandegárias já no território guianense. É isso que o governo brasileiro, nas duas últimas décadas, tem feito, doar aos vizinhos e simpatizantes com suas causas, todos os recursos do povo brasileiro. Assim foi com o Porto de Mariel, em Cuba, hidrelétricas na Nicarágua, gasoduto e refinaria na Bolívia, Pasadena e em inúmeros outros países de regimes ditos socialistas como Peru, Angola, Venezuela, Argentina e diversas ditaduras no Continente Africano. O próximo passo é o Brasil custear a reforma do porto de Lindem, em Georgetown, sob o argumento de estar implementando o desenvolvimento do Norte do Brasil. É esperar prá ver e acredite quem quiser."

Ailton Araújo disse: Em 22/12/2017 às 08:23:58

"Esta estrada sem sombra de dúvida será um avanço para a região norte e em particular ao Estado de Roraima. Só tem alguns pontos que para mim não soa muito bem. Os poços serão perfurados pelo Exército Brasileiro e a estrada por empreiteiras? Sobre que ponto de vista os tantos nordestinos que passam cede há décadas em sua região irão ver esta ideia? Enquanto nossos brasileiros morrem de cede o Brasil abre poços artesianos para índios guianense! Vai entender!"

Ailton Araújo disse: Em 22/12/2017 às 08:22:49

"Esta estrada sem sombra de dúvida será um avanço para a região norte e em particular ao Estado de Roraima. Só tem alguns pontos que para mim não soa muito bem. Os poços serão perfurados pelo Exército Brasileiro e a estrada por empreiteiras? Sobre que ponto de vista os tantos nordestinos que passam cede há décadas em sua região irão ver esta ideia? Enquanto nossos brasileiros morrem de cede o Brasil abre poços artesianos para índios guianense! Vai entender!"