GUERRA DE FACÇÕES
Bandidos matam mulher com tiro na cabeça e são presos horas depois
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A vítima estava sozinha em casa quando os indivíduos arrombaram a porta e atiraram contra ela
Por João Barros
Em 04/01/2018 às 00:51
Três suspeitos foram presos na manhã de ontem (Foto: Divulgação)

Uma garimpeira de 46 anos, moradora do Município do Alto Alegre, na região Centro-Oeste do Estado, foi assassinada por quatro indivíduos no fim da noite de terça-feira, dia 2, com um tiro na cabeça. O crime aconteceu por volta de 23h30. A motivação do crime, segundo os autores revelaram à polícia, é o fato de a vítima pertencer a uma facção rival.

'Cabocla Nete', como era conhecida a vítima, estava sozinha em sua residência que fica na sede de Alto Alegre quando os quatro elementos conseguiram arrombar a porta e desferiram o tiro em sua cabeça. Na hora do crime, a mulher vestia pijama.

A Polícia Civil partiu em busca dos criminosos, conseguindo prender um deles nas primeiras horas da manhã. Os outros três que teriam participado do crime foram presos por volta das 10h. A investigação policial gira em torno da guerra imposta pelas organizações criminosas que atuam dentro e fora dos presídios de Roraima. “O bando prestou depoimento e o flagrante vai ser lavrado. Todos eles serão encaminhados para Boa Vista para que sejam ouvidos pelo juiz na audiência de custódia”, informou um dos policiais que participou da ação que resultou nas prisões dos suspeitos.

A VÍTIMA - Após o corpo ter sido encontrado dentro da residência, a Polícia Militar foi acionada. A Polícia Civil também compareceu ao local enquanto aguardava a chegada de uma equipe do Instituto de Medicina Legal (IML) que fez a remoção do cadáver até a sede, em Boa Vista.

Familiares contaram que “Nete” retornaria ao garimpo nessa quarta-feira, dia 3, mas foi morta antes de conseguir embarcar para a Venezuela. O familiar disse ainda que, a mulher estaria envolvida com coisa “errada”, mas não quis especificar do que se tratava.

A vítima tinha três filhos e estava na casa de um deles quando foi morta, no entanto, estava sozinha na hora do ataque criminoso. Os filhos, ainda segundo os policiais, também teriam passagem pela polícia.

Na manhã de ontem a família fez a liberação do corpo para funeral e sepultamento. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, a fim de provar que os quatro presos foram, de fato, autores do crime. (J.B)

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