NA ZONA RURAL
Obra de abatedouro de animais de pequeno porte ainda não foi concluída
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Dois convênios foram assinados para a construção do abatedouro, totalizando quase R$ 4 milhões
Por Folha Web
Em 18/01/2018 às 00:59
A infraestrutura do prédio está deteriorada por conta do tempo (Foto: Nilzete Franco)

Há dez anos, a Prefeitura de Boa Vista iniciou a construção de um abatedouro para animais de pequeno porte na região do Passarão, na zona rural do município. Porém, a obra está parada e os animais estão sendo abatidos de forma irregular. A infraestrutura do prédio, que já deveria estar em funcionamento, está deteriorada por conta do tempo. Na área externa, o matagal toma conta, deixando o local com aspecto de abandonado.

De acordo com dados do Portal da Transparência, o convênio com a Presidência da República para a construção do abatedouro foi assinado em 2007, no valor de R$ 1 milhão com contrapartida de R$ 52.632,00. Nove anos depois, um novo convênio – para a finalização da construção do abatedouro – com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento foi assinado, no valor de R$ 2,925 milhões, com contrapartida de R$ 6.500,00.

Comerciantes, principalmente do segmento do abate de aves, reclamam do atraso para a conclusão da obra. Segundo eles, uma operação realizada por agentes de fiscalização da Vigilância Sanitária Municipal em setembro de 2017 fechou os estabelecimentos comerciais alegando o combate ao abate clandestino de aves na Feira do Produtor, localizada no bairro São Vicente, na zona sul da capital.

Segundo o produto rural Miguel Silva, que fazia o abastecimento dos comerciantes do segmento com a venda de aproximadamente três mil frangos por semana, o prejuízo com a interdição dos abatedouros é incalculável.

Atualmente ele não tem mais clientes e diz que a Prefeitura de Boa Vista não deu nenhuma solução para o problema, como a inauguração do abatedouro. “Vou mudar minha produção. Não tenho mais condições de trabalhar com animal de pequeno porte, o frango, no caso. Sem comprador é impossível para me manter. Se eu continuar nesse ramo, tenho que manter minhas aves e não tenho fim destinado para elas”, comentou.

A dona de casa Maria Gondim vai à feira toda a semana para comprar a carne que ela e a família consomem em casa. Ela disse que quando compra carne de animal de pequeno porte desconhece as condições de higiene que os animais são abatidos. “Não sei de onde vem a carne e é aí que está o perigo. Evito muitas vezes de consumir carne de pequenos animais, apesar de gostar muito”, relatou.

OUTRO LADO – Em nota, a Prefeitura de Boa Vista informou que o projeto para a execução da segunda etapa da obra do abatedouro para animais de pequeno porte está em análise da Caixa Econômica Federal e, assim que aprovado, será licitado. Após os trâmites licitatórios, os serviços poderão iniciar no local. (E.S)

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