SAÚDE
‘Cansaço e diminuição da libido são alguns dos sintomas de queda da testosterona’, explica médico
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A diminuição da produção do hormônio masculino está presente em cerca de 15% dos homens entre 50 e 60 anos
Por Raisa Carvalho
Em 30/11/2017 às 00:29
O médico César Penna explica que durante o envelhecimento, ocorre uma diminuição lenta e gradual dos níveis de testosterona (Fotos: Divulgação)

Reposição hormonal masculina é um tema considerado repleto de tabus e dúvidas por muitos homens. Apesar disso, a Terapia de Reposição Hormonal é buscada por homens diante de queixas como cansaço, diminuição da libido e queda no padrão de ereção. De acordo com o médico endocrinologista César Penna, a deficiência androgênica ou a diminuição da produção do hormônio masculino está presente em cerca de 15% dos homens entre 50 e 60 anos, chegando a 50%, ou mais, dos homens com 80 anos.

O médico explica que durante o envelhecimento, ocorre uma diminuição lenta e gradual dos níveis de testosterona. Com isso podem surgir sintomas que podem indicar a necessidade de reposição hormonal em uma parcela dos homens.

Os principais sintomas que podem sugerir a reposição hormonal são: declínio do interesse sexual; dificuldade de ereção; falta de concentração e capacidade intelectual; perda de pelos; ganho de peso à custa de gordura; diminuição de massa e força muscular; irritabilidade e insônia; entre outros. Os sintomas não são específicos e podem ocorrer em outras condições, que não a deficiência de testosterona.

“A diminuição de produção hormonal masculina, diferentemente da Menopausa, não determina o fim da fertilidade para o homem, apenas uma diminuição dela. A Terapia de Reposição Hormonal Masculina deve ser indicada para todos os homens que apresentam os sintomas de queda hormonal e que não apresentem contraindicações para seu uso. Ela pode ser administrada através de solução tópica ou injeções”, ressalta o médico.

Penna indica que antes de recorrer à terapia, é necessário que o paciente comprove a queda na taxa de hormônios, através de exames laboratoriais, com acompanhamento médico. Muitas vezes, os homens querem melhorar a disposição física e sexual. Mas estudos sugerem que muitos tomam sem precisar e sem considerar os riscos para o coração.

“Entre as contraindicações para Terapia Hormonal Masculina está a suspeita ou caso confirmado de câncer de próstata ou de mama masculina. O acompanhamento médico durante o tratamento é primordial para a segurança do paciente”, diz.

Para o médico, o estilo de vida saudável conquistado com uma dieta equilibrada, a prática de exercícios físicos de forma regular, uma boa qualidade do sono, não fumar e não engordar são ótimas recomendações que podem retardar ou impedir o aparecimento da deficiência de testosterona e seus sintomas.

“As medicações para reposição hormonal masculina não devem ser usadas para ganho muscular ou melhora do desempenho atlético de maneira abusiva. Elas podem causar graves efeitos colaterais e sérios danos à saúde.

Quando bem indicada, e feita com acompanhamento médico, a reposição hormonal traz benefícios aos homens, como melhora da libido, perda de peso, aumento da massa muscular e da densidade óssea”, ressalta.

Para entender

A testosterona é o principal hormônio sexual masculino – apesar de ser encontrada também, mas em menores quantidades, nas mulheres. A testosterona é produzida nos homens pelos testículos e é responsável pelo surgimento de características sexuais secundárias, como o desenvolvimento da musculatura e da massa óssea. Além disso, ela tem um papel importante na atividade sexual e na disposição e, segundo algumas pesquisas, pode afetar, inclusive, a sensação de autoconfiança. Considera-se que níveis normais de testosterona total, para homens adultos, variam de 300 nanogramas por decilitro (ng/dl) de sangue a 1.000 ng/dl. É uma faixa muito extensa, o que sugere que é difícil precisar o que seja um “nível normal”: um nível “baixo” para uma pessoa pode ser “alto” para outra – e vice-versa.

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