26/07/2010 11h54
ENTREVISTA VIRTUAL Ariomar Farias
01) Internauta: José Lucio de Andrade
Parabéns pela luta, um abraço para você e tudo de bom seu amigo Lucio aqui de Brasília...
R – Obrigado José Lúcio, pelo apoio. É bom poder contar com os amigos.
02) Internauta: Márcia Trindade Matos
O que você vai fazer para melhorar o setor de Saúde?
R – Olha companheira, eu poderia dizer que construirei mais uma maternidade, outro hospital infantil, outro hospital geral na zona sul da cidade e um posto médico em cada bairro. Poderia prometer que mais ninguém morrerá de dengue em Roraima, mas se fizesse isso, eu não seria diferente dos candidatos que aí estão e seus partidos, e seria mais um demagogo no vale tudo da eleição.
Mas veja, bem Márcia, a saúde de qualidade tornou-se, no Brasil, um privilégio dos poucos que ainda conseguem gastar altas somas em planos médicos. O serviço público, do qual depende a maioria esmagadora dos brasileiros, foi progressivamente sendo desmantelado, tanto no governo FHC como na sua continuidade – o governo Lula.
O país convive com a volta de doenças do início do século, como a dengue, a malária e o sarampo, típicas da pobreza e da ausência de saneamento básico. Aliás, saneamento básico é verbete quase inexistente no dicionário dos governos – em todas as esferas –, embora pareça assunto resolvido há muito tempo.
Em pleno século XXI, centenas de milhares de crianças com menos de cinco anos ainda morrem anualmente no Brasil, sendo um terço vítima de males relativamente simples como infecções respiratórias, diarréias, malária e sarampo. O atendimento à maioria pobre da população está muito distante de um padrão mínimo de qualidade. E isso não é tudo.
A falência da saúde faz recair sobre a mulher os mais pesados ônus, já que ela necessita de maiores cuidados (devido a especificidades, como a maternidade) e pelo fato de estar mais diretamente ligada à saúde dos filhos.
A saúde (assim como outros direitos, tais como: educação, salários dignos, moradia para todos etc.) só serão garantidos à maioria pobre da população através de sua luta. Por isso, o PCO insere em sua plataforma eleitoral as mesmas reivindicações que seus militantes defendem no dia-a-dia da luta sindical e popular:
- Pela estatização do sistema de saúde, com atendimento gratuito a toda a população;
- Fim das privatizações e cancelamento das já realizadas;
- Fim dos subsídios aos capitalistas. Verbas públicas somente para os serviços públicos prestados à população;
- Não à indústria da cesariana. Pela formação de uma comissão com membros de vários segmentos da sociedade não vinculados à carreira médica para analisar o enorme índice de cesarianas nos hospitais públicos e privados;
- Legalização do aborto. Atendimento imediato pela rede SUS dos casos já previstos em lei. Pelo direito da mulher sobre o seu próprio corpo;
- Por uma legislação trabalhista que atenda integralmente às necessidades da gestante e da mãe;
- Por um governo dos trabalhadores da cidade e do campo.
03) Internauta: Damião
Qual a sua proposta para a educação?
R – Damião, a melhoria da educação, de conjunto, passa pela estatização do ensino privado, colocando a gestão da educação sob o controle dos estudantes, dos professores e dos funcionários, para que estes decidam sobre os seus rumos, desde o orçamento até o currículo das escolas. É necessária a completa reestruturação dos salários dos profissionais do ensino, com a implantação de um piso salarial de R$ 3.000,00 e com a redução da carga de trabalho. Mas isso só será possível através de um governo que seja realmente dos trabalhadores e não essa enganação petista que governa o país.
Aqui, em Roraima, a educação oferecida pelo governo tucano foi apontada pelo MEC como a pior do Brasil. Isso é a demonstração do descaso com que é tratada a nossa população por essa elite que vem governando o nosso Estado há décadas. A utilização dos recursos do Fundeb, muito questionada pelos professores e motivo de constantes atritos entre o governo e a categoria, é um exemplo disso. Para o PCO, a qualidade do ensino só virá através de um maior investimento estatal na educação.
04) Internauta: José Adílio Rodrigues da Silva
Gostaria de saber o que será feito com essas empresas terceirizadas que prestam serviço ao Governo do Estado. Todos nós sabemos que uma é de deputado aliado ao atual governo e que paga o dia que quer sem compromisso com os seus funcionários. Não seria mais fácil abrir concurso público para essas vagas que essas empresas ocupam, ou o governo não tem a competência de administrar essas vagas?
R – A terceirização serve para demitir, reduzir salário, retirar benefícios, ou seja, retirar direitos dos trabalhadores e, o serviço público, meu amigo José Adílio, serve também como um grande ralo para consumir os recursos públicos (corrupção), além de promover a queda da qualidade do serviço prestado. Estamos vendo isso na Empresa de Correios, onde trabalho. Lá a direção da empresa vem promovendo a terceirização do setor de transportes.
A ECT implantou um PCCS que acabou com o cargo de motorista e vem contratando empresas para fazer o serviço e vem fazendo isso também com os carteiros. O resultado não poderia ser outro senão a queda na qualidade do serviço prestado pelos Correios, a falta de novas contratações e concursos públicos que não acontecem.
O PCO é contra a terceirização. Somos a favor da contratação direta pelo Estado através de concurso público garantindo dessa forma os direitos dos trabalhadores.
05) Internauta: Paulo
A educação em Roraima tem sido alvo de várias críticas nos últimos tempos por parte do próprio Sinter, inclusive com várias paralisações e greves de professores, contando até mesmo com a participação de alunos que reivindicam melhorias para o setor. Diante do exposto, qual sua proposta para mudar esse quadro e melhorar o setor de forma efetiva e eficaz?
R – Paulo, para o PCO, a qualidade do ensino só virá através de um maior investimento estatal na educação.
Os recursos do Fundeb, bem como os recursos constitucionais garantidos para a educação, sendo aplicados realmente na educação já seria um começo.
06) Internauta: Alessandra Ribeiro
Qual a sua proposta para resolver o problema de superlotação nos presídios de Roraima? Qual a sua opinião sobre o atual sistema penitenciário roraimense?
R – Alessandra, os presídios do Brasil, via de regra, não reúnem condições para ressocializar o indivíduo: péssimas condições de higiene, a falta de incentivo ao trabalho e ao estudo, superlotação etc.
O PCO defende uma ampla reforma no sistema carcerário brasileiro, com a construção de unidades menores, com condições dignas de tratamento ao preso, trabalho e estudo, além da revisão do sistema de penas de reclusão.
Por fim, é preciso ter claro que o encarceramento das pessoas não é a saída para a questão da violência no país. Mas o problema da insegurança tem outro aspecto igualmente importante. Trata-se da violência do poder público contra a população, particularmente através da ação da polícia. Em vez de proteger os cidadãos, justiça e polícia transformaram-se em instrumento de repressão contra a população pobre. É certo que o governo estadual não tem como fazer a reforma no sistema nacional e nem rever o sistema de penas, mas os demais pontos só dependem da vontade política do governo estadual.
07) Internauta: Harrison Ney Duarte
Caro Ariomarm, sinceramente admiro sua bravura em enfrentar esses corruptos, ladrões, salteadores do poder público na busca pelo cargo de governador. Só me diga como enfrentar essa alcatéia?
R – Não existe bravura no que faço, companheiro Harrison. Existe, sim, determinação. Mesmo porque, ao contrário das candidaturas tradicionais, participamos das eleições para chamar a população a construir um verdadeiro partido operário, para organizar a luta dos trabalhadores em torno de suas reivindicações. Nesse sentido, as eleições são mais uma plataforma para a propaganda de um programa que reúna esses interesses, como é o programa do PCO.
08) Internauta: Carlos Campos
Na atual conjuntura, talvez as receitas com o pré-sal possam ser divididas igualmente entre os estados da federação. Se aprovado e você for eleito, como seriam aplicados esses recursos? Você tem algum projeto que seja não só para o seu governo, mas que traga benefícios à população também para o futuro?
R – O governo está entregando todo o pré-sal para as multinacionais, através de leilões. Do jeito que vai não podemos dizer se vai sobrar alguma coisa para o país imagine para os estados. O que o PCO propõe, Carlos, é a reestatização do petróleo (Petrobras), uma nova campanha ao estilo “o petróleo é nosso”. Aí, sim, poderemos colocar todo esse recurso em favor dos trabalhadores e de suas prioridades, como saúde, educação, moradia, etc.
09) Internauta: Carlos Campos
Ariomar, caso você vença o pleito, fará aliança com o PT? Por quê? Quais os projetos para o turismo em Roraima?
R – Carlos, o PT é o partido que ainda tem o controle de várias organizações operárias, como a CUT, por exemplo, e que durante algum tempo alimentou as esperanças dos trabalhadores numa vida melhor. Esse controle faz com que o PT tenha uma grande votação nas eleições, mas a euforia está acabando, pois o trabalhador está percebendo que o PT nunca foi de verdade um partido dos trabalhadores. E certamente será superado.
Coloca-se na ordem do dia a construção de um Partido Operário de massas e o PCO faz esse chamado a todos os trabalhadores. Construir já um Partido Operário, para lutar por um governo dos trabalhadores da cidade e do campo, pela revolução e o socialismo.
10) Internauta: Diógenes Filho
O seu partido tem como ideologia principal a causa operária (o próprio nome do partido). Dá para lutar pela causa operária em Roraima, onde a burguesia impera no poder?
R – Na verdade, em Roraima impera no poder uma oligarquia atrasada e corrupta, que compõe a elite política local. E em Roraima não é impossível lutar pela causa dos trabalhadores. Os que controlam o poder são uma minoria que vive da exploração e do roubo da maioria da população. Por isso, o PCO defende a construção de um verdadeiro partido dos trabalhadores, um partido onde essa maioria da população possa se organizar na luta em torno dos seus interesses. Participamos das eleições para defender de forma intransigente os direitos dos trabalhadores e da população desassistida.
11) Internauta: Marcos Pereira
Qual é o seu principal projeto para a melhoria nas áreas de educação, saúde e emprego, nos municípios do estado?
R – O PCO defende a estatização de todos os serviços de saúde e educação no país. Tratam-se de direitos básicos da população que não podem ser motivo de lucro. Os recursos públicos devem ser utilizados apenas para os serviços públicos, que devem garantir o atendimento gratuito e de qualidade para todos.
Especificamente no que diz respeito à educação, o PCO defende o fim do vestibular e o livre ingresso na universidade, para que todos tenham direito a estudar.
Defendemos a redução da jornada de trabalho para 35 horas semanais, sem corte salarial, como forma de aumentar a oferta de emprego. Que os patrões reduzam suas margens de lucro para garantir emprego a todos.
Fim dos subsídios aos grandes capitalistas. Verbas públicas apenas para os serviços públicos e para a implementação de um plano de obras públicas de emergência (construção de escolas, hospitais, moradias populares etc). Que o governo forneça crédito barato e toda a infraestrutura necessária ao pequeno empreendedor da cidade e do campo.
Ampla reforma agrária no país, com o confisco do latifúndio e distribuição da terra para quem nela deseja trabalhar e viver.
12) Internauta: Bruno
Gostaria de saber quais são os seus planos e meta de governo caso seja eleito? Boa Sorte.
R – As eleições, Bruno, são um jogo de cartas marcadas, em que a máquina do Estado é utilizada a favor de quem está no poder. A corrupção impera e a compra de voto determina, em certa medida, quem será eleito.
Nós comparecemos na eleição justamente para denunciar o caráter totalmente antidemocrático das eleições no campo da burguesia. E também para esclarecer os trabalhadores da necessidade da organização para lutar pelas suas reivindicações vitais como salário, trabalho e terra, pela revolução, pelo governo operário e pelo socialismo.
Nós defendemos um conjunto de propostas de luta, não só para o período eleitoral, mas para o dia-a-dia da luta de classes: nos sindicatos, nas escolas, nas fábricas, da luta pela terra etc. As conquistas serão fruto apenas da luta dos próprios trabalhadores.
Algumas reivindicações fundamentais são: salário mínimo vital, de R$ 2.500,00; reposição de todas as perdas salariais sofridas com os planos econômicos; redução da jornada de trabalho semanal para 35 horas (como forma de combater o desemprego); reforma agrária (com confisco do latifúndio, sem indenização e sob controle dos trabalhadores); o fim das privatizações e a revogação das já realizadas; estatização dos serviços públicos como saúde, educação e transporte; fim dos subsídios aos capitalistas (verbas públicas apenas para os serviços públicos); fim do vestibular (para dar acesso a todos os que quiserem cursar faculdade); autonomia universitária, governo tripartite: universidade controlada por estudantes, professores e funcionários; passe livre para estudantes e desempregados; entre outras.
13) Internauta: Assis Daniel
Caro amigo, sei de sua luta contra a elite dominante de Roraima. Sou roraimense e lhe conheço, sei de sua capacidade, porém lutar contra essas raposas é muito difícil, mas vá a luta um abraço do seu amigo Dani.
R – A luta é imprescindível, amigo Dani, e contar com o apoio dos amigos e dos trabalhadores é o que fortalece. Um abraço.
14) Internauta: Pedro Rosas de Oliveira Filho
Gostaria de saber qual é o projeto do governo do PCO para este Estado (caso venha a ganhar), principalmente no que se refere à saúde e educação. Já que sabemos quem são as duas pastas que são mais roubadas em benefício da elite roraimenses, gostaria de saber também sobre o pagamento das URPs dos Correios. Quando iremos receber esse dinheiro que já foi ganho em todas as instâncias?
R – Companheiro Pedro Rosa, o Governo Lula tem a pretensão de privatizar os Correios e, para isso, conta com a ajuda dos sindicalistas vendidos do PT e do PCdoB. Nos últimos anos, a empresa vem sendo sucateada. Implantou o PCCS da escravidão, um plano criminoso que acaba com o cargo de motorista e abre as portas para a terceirização, ou seja, esse governo dito trabalhador quer entregar aos capitalistas internacionais a terceira maior empresa de Correios do mundo e a maior da América Latina.
Os Correios são um patrimônio de toda população, além de empregar milhares de pessoas. A privatização vai provocar a demissão de milhares de trabalhadores e a retirada de direitos daqueles que ficarem. Um verdadeiro crime contra a população brasileira e contra os trabalhadores da ECT. Mas não tenha dúvida de que terá uma grande luta organizada nacionalmente contra esse ataque do governo Lula. Quanto às URPs entre em contato com o sindicato.
15) Internauta: Neyva Memoria
Mensagem: O senhor sabe que a primeira impressão é a que fica. Embora os sindicalistas negligenciem a aparência, que deve ser uma forma de se mostrarem simples, para muitos eleitores a aparência funciona como um cartão de visita, pois se o governador não cuida da aparência, como vai cuidar do nosso Estado? O Anchieta e o Neudo podem até não governarem bem, mas representam muito bem o Estado. Boa sorte!
R – Neyva, não julgue um produto pela embalagem. E não julgue uma pessoa pela aparência. O conteúdo é o mais importante. Aparência se melhora e até se modifica, já o caráter...
16) Internauta: Alex Makuxi
A minha pergunta é quanto à questão indígena aqui no Estado. Como você vê as questões relacionadas à educação indígena, que de certa forma ficou a mercê de pessoas que não conhecem a nossa realidade. E como fazer para evitar isso? Outra, no caso da Raposa Serra do Sol, os "chefões" lá da "casa" criticaram, e agora próximo estão "bonzinhos", mas tem motivos para isso. Mas minha pergunta é: no governo, como você veria essa questão. E como trabalhar junto com as comunidades, sem que estas sejam afetadas?
R – O problema da demarcação da área Raposa-Serra do Sol é que mais uma vez o Estado dá com um mão para tirar com a outra. Por isso mesmo, Alex, não foi tudo. Tanto que hoje é visível o abandono em que se encontram as populações da região. Sem nenhum tipo de assistência, ao ponto de vermos indígenas pedindo esmolas à beira das estradas e muitos abandonando as aldeias para vir morar na periferia da cidade, sofrendo todo tipo de preconceito. Isso é reflexo mesmo do modo como foi aprovada a demarcação pelo Supremo Tribunal Federal de juízes biônicos. Cheia de restrições à autonomia das comunidades indígenas.
O tratamento dado à educação indígena é outra demonstração do desrespeito dos governantes para com esses povos. Todo povo tem direito a sua língua, a sua cultura, aos seus costumes e isso não pode ser diferente em relação aos povos indígenas, que merecem que os seus conhecimentos sejam difundidos aos seus descendentes, sem a interferência do dito civilizado.
A população indígena e suas lideranças são quem deve decidir como querem viver, e cabe aos governos apenas dar as condições. Mas, para que isso aconteça, é necessário que os povos indígenas estejam organizados e dispostos a lutar pelo atendimento às suas reivindicações.
17) Internauta: Leila Camila
Parabéns, Ariomar, pela sua luta mais uma vez para liderar e governar este estado, que precisa de mudanças radicais em vários setores. Gostaria de saber qual seu plano de governo para mudar a situação caótica de nossa educação, pois sou uma jovem estudante e me entristeço, quando vejo o nome do nosso Estado em mídia nacional como a pior educação do país. E quanto ao transporte coletivo para os estudantes, que a cada governo fazem mudanças só para nos prejudicar, o que você fará para mudar? E nossas estradas? A BR-174 está intrafegável, nos deixando isolados. Faça a diferença, contamos com você.
R – Obrigado, Leila, pelo incentivo. Eu bem que gostaria de ter uma fórmula mágica para acabar com todos os problemas da nossa população, mas infelizmente não existe. Afinal, para acabar com a corrupção só acabando com o sistema que os mantém, ou seja, o capitalismo, pois não adianta apenas exterminar o corrupto.
A melhoria da educação só se dará pela estatização do ensino privado, colocando a gestão da educação sob o controle dos estudantes, dos professores e dos funcionários, para que estes decidam sobre os seus rumos, desde o orçamento até o currículo das escolas. É necessária a implantação de um piso salarial para os profissionais da educação de R$ 3.000,00 e a redução da carga de trabalho. Mas para que isso aconteça, nós precisamos de um governo que seja verdadeiramente dos trabalhadores.
Para o PCO, a qualidade do ensino só virá através de um maior investimento estatal na educação.
O transporte coletivo oferecido à população é uma vergonha, por isso defendemos a estatização do setor, com o passe livre para os estudantes.
As obras públicas servem para o favorecimento de empreiteiros e troca de favores, entre estes e os políticos, principalmente no período da campanha eleitoral. Por isso, o PCO defende o fim dos subsídios aos grandes capitalistas, verbas públicas apenas para os serviços públicos e para a implementação de um plano de obras públicas de emergência (construção de escolas, hospitais, moradias populares etc).
18) Internauta: Moisés Lima
Seu partido se caracteriza pelo apoio incondicional ao operário (empregado) com políticas até extremistas. Porém, como qualquer pessoa que entenda um pouco de administração, sabemos que não há emprego sem empregador. Então, qual será sua política quanto ao desenvolvimento do comercio local, a fim de apoiar os empresários roraimenses?
R – Moisés, o PCO é um partido operário e socialista e volta os seus principais esforços para a defesa dos interesses dos operários e dos trabalhadores da cidade e do campo. No entanto, um programa socialista da classe trabalhadora não se opõe aos interesses das camadas intermediárias da sociedade. Antes, entendemos que este é o único programa para a defesa verdadeira dos seus interesses e que o governo dos trabalhadores da cidade e do campo é o único capaz de atender a esta necessidade.
Para o PCO, há dois tipos distintos de empreendedores no país. No primeiro tipo, estão os grandes capitalistas (empresários, banqueiros, comerciantes, latifundiários), que vivem da exploração dos trabalhadores e, via de regra, do parasitismo sobre o Estado. Formam um setor que, em grande medida, beneficiou-se do Plano Real, através de subsídios estatais (vide Proer, perdão da dívida de usineiros, financiamentos a fundo perdido através do BNDES etc). Para estes, o PCO propõe: fim de qualquer subsídio estatal, controle dos trabalhadores sobre a produção, estatização do sistema financeiro, pagamento de um salário mínimo vital (nos nossos cálculos, R$ 2.500,00), redução da jornada para 35h semanais (para reduzir o desemprego), entre outras. Em resumo, o PCO defende que os grandes capitalistas e o governo arquem com o ônus da crise que eles próprios criaram. Que a população laboriosa não pague pela crise capitalista.
No outro tipo de empreendedor, estão os pequenos proprietários (da cidade e do campo), que tocam seu empreendimento com enormes dificuldades. Assim como o conjunto dos trabalhadores, são constantemente chamados a se sacrificar em nome dos lucros e dos privilégios dos grandes capitalistas. Para este setor, o PCO defende que o governo forneça crédito barato e toda a infraestrutura necessária. No caso específico dos trabalhadores rurais e camponeses sem-terra, a proposta do PCO é a realização de uma ampla reforma agrária no país, com o confisco do latifúndio e distribuição da terra para quem nela deseja trabalhar e viver.
Somos particularmente contrários aos obstáculos colocados no caminho dos trabalhadores por conta própria, como os camelôs, exigindo toda a facilidade de autorização para trabalhar, ajuda pública, crédito, assistência técnica e, particularmente, o fim de toda a repressão pelo poder público.
Somos a favor da utilização dos recursos nacionais para o desenvolvimento do próprio país (saúde, educação, moradia...).
19 – Internauta: José Carlo
Mensagem: Caro companheiro Farias, qual o candidato que o senhor apoiaria para essas eleições: Neudo Campos ou Anchieta Junior?
R – José Carlos, o meu candidato para essas eleições é o companheiro Rui Costa Pimenta, candidato do PCO para a Presidência da República, que é a única candidatura comprometida com os interesses dos trabalhadores e da população desassistida do nosso país. E para o Governo de Roraima voto em mim, Ariomar Farias – PCO – 29.
19 – Internauta: Nelci Lima Rodrigues
Ariomar, gostaria de saber quais são suas propostas de trabalho e qual seria sua meta principal, para que haja uma mudança em nosso Estado?
R – Nelci, nós comparecemos nessas eleições para defender o programa: trabalho, salário e terra, que compreendem as necessidades básicas de todo trabalhador da cidade ou do campo. E para mostrar o caminho para atingir esse objetivo que será através da revolução, governo operário e socialismo.
Nós também defendemos um conjunto de propostas de luta, não só para o período eleitoral, mas para o dia-a-dia da luta de classes: nos sindicatos, nas escolas, nas fábricas etc.
Defendemos que os trabalhadores devem lutar por suas reivindicações mais prementes, como o salário mínimo de R$ 2.500,00, a reposição de todas as perdas salariais sofridas com todos os planos econômicos, a redução da jornada de trabalho semanal para 35 horas (como forma de combater o desemprego), uma ampla reforma agrária (com confisco do latifúndio e sob controle dos trabalhadores), o fim das privatizações e a revogação das já realizadas, o fim dos subsídios aos capitalistas (verbas públicas apenas para os serviços públicos), o fim do vestibular (para dar acesso a todos os que quiserem cursar faculdade), entre outras.