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    20/06/2010 11h06

Aumenta procura por inalação em período chuvoso


   Da Redação


Foto:  Vagner San

Presidente do Sindicato, José da Silva Costa, reclama de resolução onde proíbe farmácias e drogarias de fazer inalação
Em épocas de chuva os problemas respiratórios aumentam e com isso, o paciente precisa fazer a tal inalação, tratamento realizado somente nas unidades de saúde, pois uma determinação da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a aplicação da medicação em farmácias e drogarias de todo o Brasil, aumentando desta forma a demanda nos hospitais.

Para se ter uma ideia, o Hospital Geral de Roraima (HGR) realiza uma média de 110 inalações em adultos por dia. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) apesar do período chuvoso, o número de inalações diminuiu nos últimos três meses.

Só no mês de janeiro deste ano, foram realizados 4.700 tratamentos de inalações em adultos. Já em fevereiro o HGR registrou 4.100, uma redução de 600 inalações. No mês de março ainda de acordo com a Sesau, foram 3.200 inalações realizadas.

O presidente do Sindicato dos Donos de Farmácias em Roraima, José da Silva Costa, disse que a inalação não está permitida em farmácias e drogarias a realização da medicação por conta de determinação da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proibiu esse tipo de serviço nesses estabelecimentos.

Segundo ele, seria interessante que as farmácias e drogarias pudessem fazer a inalação, desde que o estabelecimento apresentasse condições adequadas para tal. “Isso auxiliaria no controle social do município. Então, seria importante se houvesse uma liberação para que pudéssemos praticar esse tipo de serviço”, disse.

Ele informou que como as farmácias estão proibidas de fazer o tratamento, a demanda nos hospitais locais aumenta consideravelmente. O valor da inalação nas farmácias custava cerca de R$ 2,00, dependendo da medicação que o médico solicitava ao paciente. “É um serviço que não é caro para a sociedade, mas que infelizmente foi proibido nas farmácias. E a procura pela inalação continua, porém, nós orientamos as pessoas a procurarem as unidades de saúde, já que não podemos fazer”, informou.

José Costa informou ainda que o aparelho custa e média no mercado R$ 150,00, isso sem contar com a medicação. O valor da máscara não descartável usada para a inalação é de R$ 8,00. Já a descartável é encontrada nas farmácias pelo preço de R$ 3,00.

Ele lembra que a máscara só pode ser reutilizada pela mesma pessoa. “Isso diminui a possibilidade de haver contaminação, por isso é mais recomendável a descartável, que é usada em única vez descartando assim qualquer perigo a saúde do paciente”, disse.

INALAÇÃO - A inalação deve ser feita quando a criança tosse muito e apresenta peito cheio (catarro), também faz bem para o bebê que sempre tem o narizinho entupido. Geralmente os médicos receitam uma inalação adequada a cada caso, com medicamentos correspondentes.

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