A Polícia Federal confirmou que 17 mandados de busca e
apreensão e 10 de prisão foram expedidos pelo juiz da comarca de Mucajaí, Breno
Coutinho, a pedido do Ministério Público. A acusação é de formação de quadrilha e fraude
em licitação no município de Mucajai, há 50 quilômetros da capital Boa Vista. O
nome da operação é Anopheles, em referência a um mosquito sugador de sangue.
A fraude na licitação envolveria a Fundação Nacional de
Saúde (Funasa) que repassou R$ 2 milhões em verbas federais para a Prefeitura
de Mucajaí fazer drenagem no igarapé Samaúma. Os recursos que seriam repassados à Prefeitura
de Mucajaí são oriundos de emenda parlamentar e do Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC).
A denúncia é que houve inconsistência no processo licitatório
para a realização da obra de drenagem do igarapé Samaúma, principalmente na tomada
de preços do processo.
Em agosto deste ano, o Ministério Público Estadual descobriu
que o processo apresentava diversas irregularidades, entre elas o fato dele ser
composto por folhas colocadas em fichário, muitas não assinadas, sem autuação
e, portanto, sem validade jurídica.
Ainda foi considerada
irregular a cobrança de R$ 300,00 para o fornecimento da cópia do edital para
quem quisesse participar, quando na verdade o valor total do custo do edital
era inferior a R$ 3,30.
O MP disse também que o fracionamento em 1ª e 2ª etapas
trata-se de uma “fraude evidente”, uma vez que o artigo 23 da Lei 8.666/93
deixa claro a proibição de se fracionar o objeto para se dispensar uma
licitação ou praticá-la em modalidade menos rigorosa.