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    06/06/2014 00h46

Anchieta afirma que acordos do grupo serão mantidos


   


Foto:  Rodrigo Sales

Anchieta Júnior disse que deixou o governo com a c

ÉLISSAN PAULA RODRIGUES
Editoria de Política
elissanpaula@gmail.com

O ex-governador Anchieta Júnior (PSDB) afirmou, em entrevista exclusiva concedida à Folha, no início da tarde de ontem, que todos os acordos políticos do seu grupo serão mantidos. Ele se refere à informação, publicada pela Folha, de que o deputado Luciano Castro (PR) também decidiu ser candidato ao Senado Federal.

“Na matéria, diz que pessoas ligadas ao deputado confirmaram, como não foi dito por ele, não tenho nada a declarar. O deputado Luciano faz parte do grupo, está conosco há seis anos, estivemos juntos nas eleições em 2006, quando ele apoiou Ottomar Pinto e Anchieta para vice. Fui o grande apoiador dele naquela campanha difícil de 2008 para prefeito, fomos parceiros em 2010, estivemos juntos em 2012 e tínhamos acordos agora para 2014. Se ele tomar alguma decisão, vai nos procurar”, declarou o ex-governador.

Ele ressaltou ter deixado o cargo em abril passado exatamente por conta desses acordos, que o mantinha como candidato único do grupo ao cargo. “É lógico. Não abri mão de nove meses de governo para tentar ser candidato do grupo. Eu me desincompatibilizei no dia 4 de abril com a convicção de que seria o candidato único do grupo. Se faz política com pessoas sérias e com acordos que devem ser cumpridos, quando são postos na mesa”, emendou.

Durante a entrevista, Anchieta citou políticos que teriam participado ativamente desse acordo, como o próprio governador Chico Rodrigues (PSB) e o senador Romero Jucá (PMDB). “Combinei com o Chico como combinei com Romero Jucá, que vai indicar o vice, e com o apoio da grande maioria dos deputados e de vários prefeitos. Agora, há liberdade. Qualquer um pode ser candidato a senador. Ele [Luciano] é um parlamentar que tem seu direito, não vou discutir isso”, declarou.

Anchieta negou qualquer tipo de crise entre sua aliança política, manifestada pela oficialização de um racha na bancada governista na Assembleia Legislativa, com a criação do G7 e G12. “Esses grupos são comuns no parlamento. Não é um privilégio da Assembleia Legislativa de Roraima. Tínhamos 15 deputados na base, já existiam dois grupos, que se unem por afinidades e não quer dizer com isso que os dois não sejam a base do governo. Convivi com isso no último ano do meu governo”, disse ressaltando que espera contar com o apoio desses deputados. “Se não integralmente, da grande maioria. São amigos, parceiros e convivemos ao longo do tempo”, comentou.

Ele teria se reunido com deputados dos dois grupos na quarta-feira, dia 4, na tentativa de manter a unidade entre os aliados. “Podem divergir, isso faz parte de um grupo de pessoas com visões às vezes diferentes, mas nos dois grupos senti a intenção da candidatura majoritária permanecer. Não vejo dissidência”, afirmou.

Anchieta também negou um suposto afastamento, como vem sendo comentado nos bastidores da política, do governador Chico Rodrigues. “Não há afastamento nenhum. Nós nos falamos com frequência. Só que eu entendo que nesse momento ele tem pouco tempo para mostrar seu estilo. Estamos a 30 dias de uma convenção e 120 de uma eleição. O fato de eu não estar todo dia nem poderia ser assim. Tenho que dar liberdade para ele governar. Ele é o governador, mas o respeito e a amizade estão mantidos”, frisou.

 

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