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    04/02/2014 14h19

Trabalhadores dos Correios aderem à greve


   

Ozieli Ferreira
FolhaWeb


Trabalhadores do setor de Distribuição dos Correios aderiram à paralisação nacional iniciada no dia 31 de janeiro. Conforme o presidente do Sindicato, Ariomar Farias, a categoria decidiu aderir a greve, após reunião na noite desta segunda-feira, 3. Roraima é o 16° sindicato a paralisar.

Farias frisou que a adesão ainda é baixa, pois dos 200 trabalhadores, até agora somente 12 paralisaram. “Todos os dias vamos avaliar o andamento da paralisação”, disse.

As reivindicações
A categoria é contrária ao que chama de “precarização e redução no atendimento” aos trabalhadores e dependentes do Correios Saúde. O plano é organizado pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).

As mudanças que a ECT está implantando no plano precarizam o atendimento aos trabalhadores e seus dependentes, trazendo prejuízos financeiros. A categoria é contrária ao Postal Saúde, operadora de planos privados organizada pela ECT para substituí-la na organização.

Em site oficial da ECT, a empresa alega que a “Postal Saúde não é um plano de saúde, e sim, uma Caixa de Assistência criada, patrocinada e mantida pela ECT, cuja política e diretrizes são definidas pela ECT.

A operacionalização do CorreiosSaúde é que está sob a responsabilidade da Postal Saúde, sob controle e acompanhamento permanente dos Correios”, confirma a nota da empresa.

Correios afirma que fará manutenção do plano de saúde

Após o anúncio da paralisação dos funcionários dos Correios, a empresa encaminhou nota à imprensa reafirmando que não haverá nenhuma alteração no atual plano de saúde dos trabalhadores, o CorreiosSaúde. “Nenhuma mensalidade será cobrada, os dependentes regularmente cadastrados serão mantidos e o plano de saúde não será privatizado”, diz a nota.

Conforme os Correios, todas as condições vigentes do CorreiosSaúde serão mantidas, os percentuais de co-participação não serão alterados e os trabalhadores dos Correios não terão custos adicionais.

Estes esclarecimentos também foram feitos publicamente pela Postal Saúde no final de semana, por meio de comunicado divulgado em diversos jornais do País.

A empresa explica que a Postal Saúde não é um plano de saúde. “É uma caixa de assistência, patrocinada e mantida pelos Correios”, ressalta. Desde o início de janeiro, o plano CorreiosSaúde, que atende os empregados da ECT e seus dependentes, passou a ser operado pela Postal Saúde, com política e diretrizes definidas pela ECT.

Abaixo, na íntegra, as explicações dos Correios:

"As regras do plano não foram alteradas — o pagamento do salário dos trabalhadores dos Correios referente a janeiro já foi realizado, no último dia 25, e não houve cobrança de qualquer tipo de taxa ou mensalidade.

A empresa está cumprindo o que foi definido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) no ano passado a respeito do assunto: todas as regras do plano de saúde definidas na Cláusula 11 do Acordo Coletivo de Trabalho estão mantidas.

Parte dos sindicatos dos Correios, em algumas localidades do Brasil, iniciou um movimento de paralisação contra a Postal Saúde. Mas a maioria dos 35 sindicatos (22) não aderiu ao movimento, incluindo os maiores (São Paulo e Rio de Janeiro) e participa da Mesa Nacional de Negociação Permanente, com reuniões mensais com a empresa.

Funcionamento — Os Correios estão funcionando normalmente nesta terça-feira (4) em todo o Brasil, com 95,7% do efetivo total da empresa trabalhando, o que corresponde a 120.104 empregados — a aferição de presença é realizada por meio de sistema eletrônico. Todas as agências estão abertas e todos os serviços, inclusive o SEDEX, estão disponíveis — com exceção dos serviços de entrega com hora marcada em algumas localidades.

A maioria dos 35 sindicatos dos Correios (22) não aderiu ao movimento parcial de paralisação, incluindo os maiores (São Paulo e Rio de Janeiro), e participa da Mesa Nacional de Negociação Permanente, com reuniões mensais com a empresa. A empresa implantou plano de contingência para garantir a entrega de cartas e encomendas, mas devido à paralisação parcial, pode haver atraso em alguns serviços."

 

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