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    23/04/2013 02h19

Brigas em escola preocupam pais e alunos


   


Foto:  Antônio Diniz

Brigas ocorrem nas proximidades e secretaria diz que escola é responsável pela conduta do aluno apenas nas dependências do colégio
YANA LIMA

As brigas entre estudantes da Escola Estadual Maria Raimunda Mota de Andrade, no bairro Pintolândia, zona Oeste, têm preocupado pais e alunos. Os confrontos, que acontecem principalmente no horário da saída, estão cada vez mais frequentes, na maioria das vezes por motivos banais.

Um denunciante, que prefere não se identificar, afirmou que as brigas acontecem desde o ano passado, mas têm se intensificado nas últimas semanas. Pai de alunos que estudam na escola, ele teme que os filhos possam ser as próximas vítimas.

Ele afirmou que as brigas envolvem principalmente estudantes dos últimos anos, a partir dos 15 anos, em média, e não se resumem a agressões verbais ou simples empurrões. “É soco na cara, chute, pontapé no rosto. Já aconteceu de aluno voltar para a sala de aula com a blusa cheia de sangue”, relatou.

As confusões acontecem a poucos metros da escola, no entanto, nem alunos nem funcionários intervêm. Segundo as testemunhas, já houve ocasiões de um pai de aluno interferir na briga e levar dois dos envolvidos para a sala da diretora.

Uma aluna da escola disse que tem medo por já ter presenciado muita confusão. “A gente fica com medo porque alguém que não tem nada a ver pode se machucar. Sem contar que numa briga dessas alguém pode sair ferido gravemente”, relatou a adolescente ao frisar que os motivos geralmente decorrem de pequenos desentendimentos entre os envolvidos.

SEED - A Secretaria Estadual de Educação e Desportos (Seed) informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que este ano ocorreram dois casos isolados de violência nas proximidades da unidade de ensino entre alunos matriculados na escola. A secretaria ressaltou que a escola é responsável pela conduta do aluno quando no horário escolar e nas dependências da unidade de ensino, conforme edital de matrícula e termo de responsabilidade assinado pelo pai ou responsável no ato da matrícula do estudante.


Projetos combatem violência e droga

Na Escola Maria Raimunda Mota de Andrade há dois projetos que tratam do combate às várias formas de violência, física e/ou psicológica, e uso de drogas. Os projetos são desenvolvidos ao longo do ano letivo e coordenados pela Orientação Educacional da unidade escolar.

No âmbito da SEED, há o setor de Psicossocial que oferece atendimento e acompanhamento psicológico aos alunos e família, bem como acompanhamento e orientação de projetos de combate ao bullying e violência escolar desenvolvido pelas escolas, por meio do projeto “Professor Orientador Escolar”.

CONSELHO - Para que o Conselho Tutelar atue em casos de violência dentro das escolas é necessário que haja uma denúncia, seja da instituição ou das partes envolvidas – geralmente a parte agredida.

Cabe ao conselho aplicar as medidas protetivas. Os responsáveis legais são chamados e advertidos. Em casos como este, o assunto pode até parar na Justiça, por meio do Juizado da Infância e da Juventude. Se houver encaminhamento por parte do Conselho Tutelar e MPRR, pode ser aberto um procedimento por ato infracional, no qual, de acordo com o que for relatado no processo, alunos e até mesmo pais podem responder.


Especialista diz que violência na sociedade repercute nas escolas

A violência nas escolas reproduz o que acontece na sociedade, conforme avaliação do sociólogo e doutor em Educação, Flávio Lírio. Na opinião do especialista, como a escola está inserida no contexto da sociedade, a violência acaba repercutindo nas unidades de ensino, com maior ênfase nos últimos anos da vida escolar dos alunos.

Outro fato que tem sido uma realidade cada vez mais presente nas salas de aula é a perda da autoridade dos professores, o que acaba contribuindo para casos de indisciplina por parte dos alunos.

O sociólogo disse que tem percebido uma tendência de as famílias transferirem cada vez mais as responsabilidades para a escola, o que pode contribuir para a violência nas unidades escolares.  “Tem que haver uma ação conjunta entre escola e família para que essa violência seja combatida”, afirmou.

Ele defende uma formação de educadores que aborde com mais ênfase temas contemporâneos, como a violência escolar. Dessa forma, o trabalho preventivo fica mais fortalecido, uma vez que os professores terão mais facilidade de detectar comportamentos que podem culminar em atos de violência. “O importante é trabalhar não só os efeitos, mas as causas dessa violência”, avaliou.

Atenção! Lembre-se que os comentários são de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal


COMENTÁRIOS
Nome:   
209-Jean Carlos                          Data: 08:52:19 - 23/04/2013
É muito dificil um carro que sai da fábrica com defeito na sua mecânica ser consertado numa simples oficina sem aparelhagem moderna! assim é um aluno que não tem a educação familiar, não tem escola que consiga educar esse jovem que não tem respeito com os seus prórpios genitores!reflitam!


COMENTÁRIOS
Nome:   
942-Deusilene de sousa                          Data: 07:36:45 - 23/04/2013
Se existem esses projetos esqueceram de avisar os alunos e muito menos os pais de alunos, pois minha filha estuda nesta unidade escolar e mesmo após presenciar varias vezes essas brigas, ela nunca foi orientada ou viu algum trabalho preventivo neste sentido.Sem falar que existe ainda outra situação em que quando um aluno faz aniversário, algums alunos jogam ovos no aniversariante." Resumindo a SEED ja se esquivou como pôde e a Escola Mente ao afirmar que existe tais projetos, se existe não saiu do papel.sou pai de aluno e acompanho de perto o que acontece. Como vamos formar uma sociedade mais justa e menos violenta se um dos núcleos da educação tenta se eximir do problema? Sei que os pais tambem tem culpa , pois orientação e acompanhamento da rotina de um filho, principalmente na escola é crucial.

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