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    20/11/2012 02h52

Municípios não controlam qualidade da água


   


Foto:  Arquivo/Folha

Pesquisa constatou que apenas oito municípios faziam o acompanhamento a vigência das licenças relativas ao abastecimento de água
VANESSA LIMA
 
A Pesquisa de Informações Básicas Municipais – Perfil dos Municípios (Munic), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que 80% dos municípios de Roraima não possuíam em 2011 órgão responsável pela fiscalização da qualidade da água.

Apenas em Boa Vista, Bonfim e Alto Alegre, dentre os 15 municípios do Estado, foi constatada a existência na administração municipal de órgão responsável pela fiscalização da qualidade da água.

A Munic 2011 investigou, ainda, os mecanismos de controle por parte da sociedade em relação ao saneamento e verificou que em oito (dentre eles Boa Vista, Rorainópolis, Amajarí, Cantá, Alto Alegre, São João da Baliza e São Luiz do Anauá) isso não existia.

Nos municípios onde tais mecanismos foram adotados, os mais usuais foram os debates e as audiências públicas, as Conferências das Cidades, os órgãos colegiados e as consultas públicas. Nenhum dos 15 municípios possuía Conselho Municipal de Saneamento.

A pesquisa constatou, ainda, que apenas oito municípios faziam o acompanhamento a vigência das licenças relativas ao abastecimento de água, quatro acompanhavam as licenças de esgotamento sanitário e seis as licenças de drenagem e manejo de águas pluviais urbanas.

Pela primeira vez a Munic investigou a infraestrutura de saneamento existente nas cidades. No Estado, 54% dos municípios (Boa Vista, Rorainópolis, Pacaraima, Amajarí, Cantá, Alto Alegre, São Luiz do Anauá e Uiramutã) possuíam Política Municipal de Saneamento Básico em 2011, percentual bem acima dos 28,2% dos municípios de todo país.

Das políticas específicas, dois municípios (dentre eles Boa Vista) possuíam Plano Municipal de Saneamento Básico e quatro tratavam da forma de prestação dos serviços e/ou definiam o prestador.

MUNIC – O chefe da unidade local do IBGE, Vicente de Paulo, informou que a Munic se define como pesquisa institucional e de registros administrativos da gestão pública municipal e se insere entre as demais pesquisas sociais e estudos empíricos dedicados a escala municipal.

Trata-se de um levantamento pormenorizado de informações sobre a estrutura, a dinâmica e o funcionamento das instituições públicas municipais, em especial a Prefeitura, compreendendo também diferentes políticas e setores que envolvem o governo municipal e a municipalidade.


Equipe da Sesau supervisionará situação da água em 11 municípios


Estação de tratamento de água da companhia estadual em Boa Vista

Equipe da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) iniciou, ontem, a supervisão do trabalho de monitoramento da qualidade da água em 11 municípios. De 19 a21, os profissionais percorrerão São Luiz do Anauá, São João da Baliza e Caroebe. Com isso, a Sesau pretende visitar, até a primeira quinzena de dezembro, as localidades que estão com o número de amostras coletadas abaixo do pactuado.

O Município de São Luiz do Anauá havia pactuado coletar 62 amostras para análise, porém, até o momento, foram realizadas apenas 16. Em São João da Baliza o compromisso foi de 45 coletas, mas a equipe realizou 36. Já Caroebe teria de fazer, mas atingiu 21. Até o fim de novembro, o Estado percorrerá os municípios de Bonfim, Uiramutã e Cantá.

Para o mês de dezembro as visitas serão nas seguintes localidades: Mucajaí, Pacaraima, Rorainópolis, Normandia e Amajari. Segundo a gerente do Programa de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano Estadual (Vigiágua), Ivete Fernandes, os 11 municípios não atingiram a meta de análises de água pactuada para este ano. “Esperamos ouvir dos gestores e técnicos quais as dificuldades, para juntos tentarmos solucioná-las”, afirmou.

Ivete destaca que para monitorar a qualidade da água no Estado, de forma efetiva, é necessário que os municípios realizem os procedimentos de vigilância, encaminhando amostras mensais para análises básicas no Laboratório Central de Roraima (Lacen) ou em Pacaraima. Além disso, os técnicos devem fazer a aferição do cloro na rede, diariamente.

O Estado continua monitorando a água para consumo. As amostras de água são coletadas em todos os municípios e encaminhadas ao Lacen para análises microbiológicas, para verificar se há microrganismos que podem transmitir doenças pela água. Nível de acidez, cor, odor e aspecto da água são verificados na análise físico-química, assim como se a quantidade de cloro está adequada.

O Estado monitora, entre outros, poços da Companhia de Água e Esgotos de Roraima (Caer), a água na entrada de locais com grandes aglomerações de pessoas como escolas, creches, hospitais, Unidades Básicas de Saúde (UBS) e feiras populares.


População pode usar hipoclorito onde não houver serviço de tratamento

Há frascos de hipoclorito de sódio disponíveis na Coordenação Geral de Assistência Farmacêutica (CGAF) para os municípios disponibilizarem para a população.

A ideia é que os frascos sejam distribuídos nas residências pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACSs). Além disso, o produto deve ficar disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Assim, quem não tem acesso à água tratada deve utilizar o produto de forma correta, pois se adicionado em excesso, ele pode causar diarreia. O correto é retirar a água, fervê-la, adicionar duas gotas do produto a cada litro e aguardar 30 minutos para consumi-la. Meia hora é tempo suficiente para o produto agir e eliminar impurezas.

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