15/09/2012 01h45
Gastos com remédios são elevados, diz IBGE
Foto: Arquivo/Folha
A média de gastos com remédios é de 62,5%, conforme mostrou a Pesquisa de Orçamentos Familiares
OZIELI FERREIRA
Em Roraima, os gastos das famílias com remédios são de 62,5%. Enquanto que a média nacional é de 48,6% e da região Norte, 57,5%. A informação foi divulgada ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009. A pesquisa é realizada de cinco em cinco anos para analisar a composição orçamentária das famílias brasileiras, investigando hábitos de consumo, alocação de gastos e distribuição dos rendimentos.
Para Vicente Joaquim, chefe da unidade local do IBGE, o percentual de Roraima é elevado, considerando a média nacional, no entanto se comparado com o índice da região Norte é menor do que do estado do Amazonas (68,1%). Na média com gastos em plano de saúde, o Estado ficou com 2,3%, bem distante do índice nacional que é de 29,8%.
Já os gastos das despesas com cirurgias, Roraima apresenta a média de 17,3%, com percentual acima da nacional que é de 2,8%. Conforme Vicente Joaquim, isso se dá porque os gastos com plano de saúde nos anos analisados para a pesquisa foram baixos.
Na análise das famílias por classes de rendimento mensal, os remédios tiveram maior peso para as famílias com menores rendimentos (74,2%) contra 33,6% do grupo de maiores rendimentos. Por outro lado, as despesas com plano e seguro saúde representaram 42,3% do total de despesas com saúde no grupo das famílias com maiores rendas, enquanto, para as de menores rendas, o item apenas representou 7%.
ALIMENTAÇÃO – A pesquisa mostrou que as famílias nas quais a pessoa de referência era trabalhador doméstico tiveram quase 59% de sua despesa média despendida com os grupos alimentação e habitação, enquanto as dos empregadores tiveram, nestes mesmos itens, 37,0% do total de gastos. Em termos absolutos, no entanto, as famílias de empregadores gastaram com esses grupos de despesas 3,7 vezes o valor despendido pelas famílias de trabalhadores domésticos. No gasto com os grupos alimentação e habitação, a participação na despesa média familiar dos empregados privados ficou em 45,3%, enquanto a dos empregados públicos, 37,4%.