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    14/09/2012 23h37

Governo contratou R$ 1,1 milhão mas viaturas continuam quebradas


   


Foto:  

O pátio das delegacias ostenta viaturas quebradas,
AMILCAR JÚNIOR

O Governo do Estado, através da Secretaria de Segurança Pública (Sesp), já firmou este ano, de fevereiro até agosto, mais de R$ 1,1 milhão em contratos com empresas que deveriam fazer a manutenção das viaturas da Polícia Civil. Esta semana, policiais civis denunciaram à Folha que muitos carros estavam parados nas delegacias e nos distritos policiais com problemas mecânicos, o que foi constatado pela reportagem.

Conforme publicações no Diário Oficial do Estado, a começar pelo DOE do dia 28 de fevereiro passado, o Governo do Estado, via Polícia Civil, contratou a empresa G & S Comércio de Autopeças Ltda. para fazer a manutenção das viaturas, pagando R$ 100 mil. O prazo de vigência do contrato vai até 31 de dezembro deste ano, podendo ser prorrogado por iguais e sucessivos períodos, limitado a 60 meses.

Pelo contrato, a empresa deveria fazer serviços de lavagem completa, polimento simples, conserto de pneus, troca de óleo do motor, lubrificação, troca de óleo do diferencial, troca de óleo da caixa de marcha, troca de filtro lubrificante, troca do filtro de combustível e troca do filtro de ar, fornecendo todos os insumos necessários. Mas alguns carros da Civil estão com motor ‘batido’, justamente por falta de óleo.

Para que as viaturas não rodassem com pneus ‘carecas’, o Governo do Estado também firmou outro contrato publicado no DOE do dia 24 de maio deste ano, contratando a empresa Japurá Pneus Ltda. para adquirir pneus e assim suprir as necessidades da frota da Civil, pagando R$ 100.564,00. Mas apesar do prazo de vigência do contrato se estender até 31 de dezembro deste ano, inúmeros carros da polícia rodam até sem estepe.

No Diário Oficial do dia 7 de maio deste ano, o Governo do Estado, também via Polícia Civil, publicou um termo aditivo ‘retificando’ a prorrogação da vigência contratual da empresa G & S Comércio de Autopeças Ltda, pagando para o exercício de 2012, no período de 06/05/2012 a 31/12/2012, R$ 54.747,18. E para o exercício de 2013, no período de 01/01/2013 a 05/05/2013, mais R$ 67.878,61. Só para lembrar, a empresa é responsável pela troca de óleo dos carros da Civil.

Mais um contrato firmado pelo Governo do Estado este ano, ainda referente à manutenção de viaturas. Desta vez, no DOE de 26 de julho passado. A empresa Franco Administradora venceu a licitação de R$ 290 mil para realizar serviços de manutenção preventiva e corretiva dos veículos da Civil, incluindo o fornecimento de peças e acessórios de reposição. O contrato tem vigência de 12 meses, podendo ser prorrogado por mais quatro períodos de igual duração. “Se não consertam os carros quebrados, vão fazer serviço de manutenção preventiva?”, ironizou um delegado de Polícia, que preferiu não se identificar.

Mesmo com as empresas já contratadas para fazer a manutenção, reparos, lavagem, troca de óleo e de pneus das viaturas da Civil, o Governo do Estado firmou mais um convênio este ano, publicado no DOE de 31 de agosto, e logo depois publicou o resultado do ‘pregão’ cujo objeto foi a aquisição de peças novas e fluídos para manutenção preventiva dos veículos da Polícia.

A empresa vencedora foi a KS Marques e Cia. Ltda – Me, no valor total de R$ 455.000,00. “Ela (a empresa) recebeu dinheiro público para fazer os mesmos serviços que as outras já fazem. É estranho”, suspeita outro delegado.

Na primeira matéria denunciada pela Folha esta semana, policiais civis informaram que as viaturas da marca Sandero eram ‘descartáveis’ porque aqui não havia peças de reposição. Mas no DOE de 13 de março de 2010, o Governo do Estado dispensou licitação e contratou a Porto Veículos Ltda. E por isso pagou um valor estimado de R$ 50 mil. A empresa deveria justamente fazer serviço de revisão obrigatória nos Sanderos, além de fornecer as peças necessárias.

OUTRO LADO – Por telefone, a reportagem tentou contato ontem à tarde com a Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), mas não obteve êxito. Os números dos celulares dos assessores caíram em caixa postal.

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