28/08/2012 08h30
Economista alerta para empréstimos com parcelas longas
Foto: Arquivo/Folha
Economista Raimundo Keller: “Procurar uma financeira para renegociar a dívida só será válido se os juros forem menores do que a dívida anterior”
JACKELINY AMAZONAS
jack_amazonas@hotmail.com
O fim do ano se aproxima e já se pode detectar que várias pessoas estão com a conta no vermelho ou com “a corda no pescoço”. Para esclarecer algumas dúvidas, a FolhaWeb encontrou uma forma de ajudar essas pessoas com informações para que não afundem ainda mais no calabouço das dívidas e que possam, com inteligência e esforço, saírem de um mundo de problemas para um universo de poupança e investimentos.
O economista Raimundo Keller fez um alerta para as pessoas que fazem empréstimos com parcelamento em até 84 vezes ou o reparcelamento. “O crédito na financeira é uma opção válida, mas desde que a pessoa não comprometa mais que 30% da sua renda, pois no primeiro mês ela paga de maneira satisfatória, no segundo já compromete e, no terceiro, percebe que já está consumindo apenas o básico e se vê em uma bola de neve, chegando ao ponto de fazer novos empréstimos para não ficar devendo o anterior”, comentou.
O economista ressalta que o devedor deve ter disciplina no orçamento familiar. “Você não pode gastar mais do que ganha, deixando o restante das suas contas pendentes. Procurar uma financeira para renegociar a dívida só será válido se os juros forem menores do que a dívida anterior. Não caia no parcelamento de muitos anos, pois os juros são abusivos”, observou.
O especialista explica que, para sair da bola de neve, é fundamental o planejamento, o que inclui a renegociação da dívida, estabelecer quanto você precisa efetivamente por mês, a autodisciplina para não cair em tentação antes de se livrar dos compromissos de pagamento, ser paciente e persistente.
"Não é do dia para a noite que as finanças entrarão em dia. Isso requer paciência e, infelizmente, planejamento financeiro não é coisa que se aprende na escola", explicou.
A empresária Bruna Sousa estava com dificuldades para quitar as suas dívidas. “Na hora do sufoco você corre para as financeiras e acaba se afundando em dívidas durante muito tempo. Passei alguns anos com meu orçamento familiar comprometido devido a esses débitos”, disse.
“Mas comecei a organizar meu financeiro e consegui sair do vermelho. Quando estamos com dívidas, devemos nos policiar para não gastar mais do que contemos. O planejamento é a melhor solução”, enfatizou.