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18/08/2012 02h27
Estado veta recursos para saúde municipal
Foto: Antônio Diniz
Ipojucan Carneiro: “A folha de pagamento de médico é muito pesada para o Município”
VANESSA LIMA
A Secretaria Municipal de Saúde tem atualmente orçamento de R$ 80 milhões, sendo R$ 22 milhões de repasse do Sistema Único de Saúde (SUS) e mais cerca de R$ 50 milhões de recursos próprios. O Estado não tem cumprido com o pacto firmado. O Ministério da Saúde estabelece que a saúde pública em cada entidade federada tem que ser compartilhada entre os entes federal, estadual e municipal.
A deficiência de recursos preocupa a gestão municipal. Os recursos disponíveis não têm sido suficientes para arcar com os gastos necessários para manter a assistência básica de saúde à população. A gestão tem sobrevivido no limite.
Somente com folha de pagamento a Prefeitura Municipal de Boa Vista tem gasto mensal superior a R$ 7 milhões. “Está se esgotando a capacidade financeira do Município custear todas essas ações efetivadas na Capital”, ressaltou o secretário municipal de Saúde, Ipojucan Carneiro.
Além de atender à população de Boa Vista, que concentra cerca de 75% da população total de Roraima, a rede básica de saúde presta assistência à pacientes de quase todos os municípios do Estado e ainda os que vêm dos países fronteiriços. O Hospital da Criança Santo Antônio concentra o maior número de atendimentos.
Com essa realidade, que a cada ano tem ficado mais crítica devido ao crescimento populacional, o secretário municipal de Saúde disse que falta a participação efetiva do Estado na condução das políticas públicas. Uma das maiores preocupações é com a folha de pagamento dos médicos, que ultrapassa R$ 1 milhão.
“A folha de pagamento de médico é muito pesada para o Município. Estamos esgotando a capacidade de fazer esse pagamento adequadamente para esses médicos. Ficamos na dependência de repasse de recurso para efetivar esses pagamentos. Então cada vez mais está se criando uma situação incômoda entre a gestão e esses profissionais que atuam no hospital e que são essenciais para o atendimento à população”, destacou o secretário.
A falta de contribuição do Estado junto à saúde municipal já foi motivo de várias reuniões da Comissão Bipartite, fórum adequado para discutir sobre essas questões relacionadas à saúde no Estado. Entretanto, nada mudou.
Ipojucan Carneiro informou que já está articulando um encontro com o governador do Estado, Anchieta Júnior, para buscar soluções ao impasse e efetivar alguns acordos de financiamento na área de assistência à saúde, em especial com relação ao Hospital da Criança.
“Entendemos a dificuldade que o próprio Estado enfrenta, mas acreditamos que exista a possibilidade de retomarmos essas discussões. O problema é que nossos gestores anteriores não fizeram essa fala técnica com o Governo do Estado. A fala era muito politizada o que, dentro de um contexto onde a gente precisa ter uma política pública, não funciona”, comentou Carneiro.
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Nome: |
1582-Valdecir Data: 09:07:11 -
20/08/2012 |
Esse governador e seus asseclas classificam a vida das pessoas de acordo com a opção político partidária, ou seja, se o administrador é da situação, repassa dinheiro pra ele, se não, deixa ele se virar". É deprimente ver a situação triste de nosso Estado. A cada dia vai mais pro fundo do poço.
Governador, ao negar o repasse do Município TU não está prejudicando o prefeito não, pois assim como TU, ele se trata fora do Estado, TU tá prejudicando é o pobre e necessitado, que em tua administração tem ficado mais pobre ainda, é esse pessoal que é prejudicado.
Onde está o MP? Onde estão os magistrados desse Estado que vêem estes desmandos e não fazem nada? DEUS, nos ajude, pois o Senhor é o ÚNICO que não se vende. AMÉM! |
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