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    07/08/2012 23h54

Servidores federais ampliam protestos


   


Foto:  Antônio Diniz

Em ato simbólico, agentes da PF entregaram suas armas e distintivos
OZIELI FERREIRA

A onda de greve continua pelo país. Na segunda-feira, 6, servidores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) aderiram ao movimento e ontem foi a vez da Polícia Federal (PF), que desde a semana passada havia sinalizado por uma paralisação.  O Mapa já definiu que a greve segue por tempo indeterminado. Já a PF deverá fazer apenas uma paralisação de advertência por três dias.

Uma reunião marcada para hoje com as associações dos agentes, delegados e escrivães da PF vai definir se o movimento prossegue por tempo indeterminado ou se permanece até amanhã. Os dois órgãos informaram que os serviços essenciais e o efetivo mínimo legal estão garantidos. A PF reivindica reestruturação salarial e da careira, além da saída do diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra.

“Queremos ainda o reconhecimento de nossas atribuições porque não está definido o que agentes e escrivães devem fazer. No edital do concurso recente, por exemplo, especificava a função de agentes com atribuição de motoristas”, disse Marco Maia Freire, vice-presidente do Sindicato dos Policiais Federais de Roraima.

Nesses três dias de paralisação os policiais ficarão sem armas e distintivos. Os serviços mantidos são somente de urgência e ordem judicial. “Nossa expectativa é que o governo acene com algo melhor. Não acreditamos no ideal por enquanto porque demanda tempo, mas acreditamos que terá melhorias para agentes, escrivães e papiloscopistas”, disse Freire. Para informar à sociedade sobre os motivos da greve, a PF distribuiu panfletos na tarde de ontem no aeroporto.

MAPA – Conforme Juan Mast, fiscal federal agropecuário e membro do comando local de greve, da Superintendência Regional do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a mobilização é para chamar a atenção do Governo Federal sobre a necessidade de reposição de pessoal por meio de concurso público, além de colocar em prática o decreto da meritocracia de fiscal federal agropecuário.

“Estamos com déficit no quadro de pessoal. A balança agrícola do Brasil cresceu 340% nesses últimos anos e o quadro continua com um número mínimo de servidores”, ressaltou Mast. Ele explicou que a superintendência de Roraima é a que apresenta menor número de servidores, com somente 20, todos em atividades da fiscalização agropecuária. “Nosso trabalho é anônimo, mas muito necessário. Ele garante a boa origem dos alimentos que chagam a mesa do consumidor. Cuidamos da certificação dos produtos agropecuários importados e exportados”, explicou.

O motivo da greve se deu porque as reuniões com o Ministério do Planejamento, que vêm sendo feita desde maio de 2011, foram canceladas. A categoria já teve reunião com a base do governo, mas não tiveram bons resultados. Ciente dos transtornos causados, Mast disse que a paralisação será feita de forma responsável, para garantir as emergências e outras questões essenciais.


Servidores do Incra reforçam movimento

Com uma faixa preta fixada na frente da sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), os grevistas fizeram mais uma mobilização para confirmar que a greve segue por tempo indeterminado. O ato segue o movimento nacional. Roraima foi a 28ª superintendência do órgão no País, de um total de 30, a aderir à paralisação.

Segundo Sérgio Feitosa, perito federal agrário e membro do comando local de greve, a luta é por reposição salarial e melhores condições de trabalho. “O Incra vem passando por uma situação muito difícil tanto local quanto nacional. Houve redução no quadro de servidores e perda salarial. O Ministério do Desenvolvimento Agrário tem conhecimento desta problemática”, informou.

Feitosa disse que os servidores nunca tiveram medida concreta por parte do governo no sentido de dar um encaminhamento para que as reivindicações apresentadas sejam resolvidas. Segundo ele, já tentaram, por cinco vezes, negociar com o Ministério do Planejamento, mas todas foram em vão.

Ontem estava marcada uma reunião com a Confederação para criar canal de comunicação. Há outra agendada para o dia 14 para tratar da pauta específica do Incra. “Até o momento não temos um canal de negociação aberto. Enquanto o governo não se posicionar em relação à nossa problemática, permaneceremos em greve”, afirmou.

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