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    07/08/2012 14h51

Trabalhadores reclamam da forma de atendimento na Justiça do Trabalho


   


TARSIRA RODRIGUES
tarsira@folhabv.com.br

Muitos trabalhadores afirmam que estão insatisfeitos com o atendimento da 1ª Vara da Justiça do trabalho, localizada no bairro dos Estados, que tem adiado audiências por não conseguir atender a demanda de processos.  

Geronilson Freire, 25, reclama que a audiência do seu caso já foi transferida para outro dia mais uma vez, sendo a quarta vez que ocorre isso, causando-lhe, além de constrangimento, prejuízo. Ele disse que gastou com seu deslocamento de outro município para a Capital. “É revoltante porque novamente volto para minha casa sem resolver minha situação. Eles marcam muitas audiências num dia só e nunca dão conta de resolver todas. Daí resta ficar esperando. Não é só comigo. A maioria dos que estão aqui passou ou tem passado por isso”, ressaltou.

Para o advogado Almir Ribeiro, que acompanha a causa trabalhista de Freire perante a Justiça, afirmou que o problema é do sistema, e não das pessoas que trabalham ali. “O juiz faz o seu trabalho bem feito. Mas ele é sobrecarregado, pois aqui está responsável por duas Varas. Acontece que a audiência é una, ou seja, deve haver a conciliação, instrução e julgamento no mesmo dia, mas é quase impossível”, explicou.

Segundo o advogado, ao existir um número grande de pessoas aguardando, consequentemente vem a demora ou a remarcação da audiência. Enquanto eles protelam, todos ficam na expectativa de chegar sua vez. Isso prejudica os envolvidos - juiz, advogados e as partes, reclamantes e reclamados - que findam por abandonar a causa.

“A Justiça é célere e econômica, mas não está ocorrendo aqui como deveria. Ficamos numa espécie de confinamento, na expectativa de chegar a nossa vez. É um constrangimento para qualquer cidadão”, frisou Ribeiro.

O advogado sugestiona que órgãos convoquem uma reunião e entre em comum acordo, relatando as deficiências e necessidades que precisam ser solucionadas, até mesmo à questão de acessibilidade às pessoas com necessidades especiais, pois elas têm como entrar no prédio, mas não tem como subir as escadas.

A Folha tentou entrar em contato com a assessoria de comunicação da Justiça do Trabalho, mas não obteve êxito.


COMENTÁRIOS
Nome:   
1112-LUIZ EDUARDO SILVA DE CASTILHO                          Data: 23:43:05 - 07/08/2012
O PROBLEMA NÃO DOS FUNCIONÁRIOS OU DA JUÍZA QUE RESPONDE POR DUAS VARAS, É DO TRT EM MANAUS/AM, O QUAL NÃO CONHECE AS DEFICIÊNCIAS E DEMANDAS DE NOSSO ESTADO E CONCEDE FÉRIAS E LICENÇAS PARA OS JUÍZES TITULARES, ENCAMINHANDO JUIZ SUBSTITUTO ACUMULANDO VARAS. A OAB/RR ATÉ AGORA ESTÁ OMISSA QUANTO A ESTE PROBLEMA. DIA 31/07/2012 FIQUEI DAS 8:15HS ATÉ 18HS ESPERANDO MINHA AUDIÊNCIA. E, NO DIA 1º/08/2012 SÓ FOMOS LIBERADOS PELA JUÍZA ÀS 12HS COM O ADIAMENTO DA AUDIÊNCIA QUE ESTAA MARCADA PARA ÀS 8HS. ISSO É BRINCADEIRA COM O PROFISSIONAL DO DIREITO E COM AS PESOAS QUE SE DESLOCAM DE LUGARES LONGINQUOS. A DIREÇÃO DO FÓRUM TRABALHISTA TEM QUE TER MAIS CONSIDERAÇÃO COM ESSAS PESSOAS E MARCA AUDIÊNCIAS DE 30 EM 30 MINUTOS, E NÃO DE 5 EM 5 MINUTOS, O QUE É INSUFICIENTE, ATÉ PARA SE FAZER ACORDO.


COMENTÁRIOS
Nome:   
713-Cláudio Jr.                          Data: 19:57:55 - 07/08/2012
Falta Juiz. O antigo titular foi transferido e até hoje não colocaram nenhum substituto no lugar.

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