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04/08/2012 00h32
Acusados vão a júri popular em 2 semanas
Foto: Arquivo/Folha
Rogério de Oliveira Rosa foi assassinado a tiros na porta de um supermercado
No próximo dia 16, às 8h, exatamente cinco anos e quatro dias depois da
morte do empresário Rogério de Oliveira Rosa, 30, o Rogério do BC, deve
acontecer no Fórum Advogado Sobral Pinto, o júri popular que julgará os
acusados do crime. Serão julgados: o empresário Gesse Diomar Mendes
Barros, o Mendes, apontado como o mandante do crime e considerado
foragido da Justiça desde maio deste ano, e Carlos Alberto de Souza,
apelidado de “Irmão”, que se encontra preso e usava diversos nomes para
tentar confundir a polícia. Irmão é acusado de efetuar os disparos
contra Rogério.
Ainda não foi definido se a seção do júri será presidida pela juíza
Aparecida Cury, titular da 1ª Vara Criminal, ou pela substituta Joana
Sarmento de Matos. Como Mendes continua com o paradeiro incerto, ele
será julgado à revelia.
“Espero que esses bandidos sejam condenados, talvez a família tenha um
pouco mais de tranquilidade caso isso aconteça. São quase cinco anos de
sofrimento. Não existe nada para reparar o que houve. Pai nenhum foi
feito pra morrer antes do filho, a dor da perda é inestimável”, disse o
aposentado Edson Oliveira Rosa, 63, pai de Rogério, na manhã de ontem à
Folha.
O CASO – Rogério foi executado a
tiros no dia 12 de agosto de 2007, Dia dos Pais, na frente da esposa e
da filha, à época com 10 anos. Era por volta de 1h da tarde quando ele
chegava para fechar o caixa de uma das lojas, no cruzamento das avenidas
S-4 com N-5, no bairro Pintolândia.

Gesse Diomar Mendes Barros, o Mendes, é acusado de ser o mandante do crime e Carlos Alberto de Souza, de efetuar os disparos
Rogério do BC, como era conhecido, foi surpreendido por dois homens em
uma moto Twister de cor prata com aro preto, que efetuaram três
disparos, sendo que dois atingiram o braço e a cabeça do comerciante. O
tiro fatal, segundo testemunhas, atravessou o olho e saiu na nuca do
comerciante, que ainda chegou a ser socorrido e levado para o Pronto
Socorro Francisco Elesbão. Rogério não resistiu aos ferimentos e morreu
uma hora depois.
MENDES – Além de ser apontado
como o mandante do crime que resultou na morte do empresário Rogério do
BC, em setembro de 2008, Mendes também é suspeito do assassinato de um
sobrinho, crime ocorrido em 2006. Na época foi preso e pouco tempo
depois solto para responder pelo crime em liberdade.
Em fevereiro de 2006, Mendes foi preso em cumprimento a um mandado de
prisão, acusado de infiel depositário. A ação que terminou com a
decretação da prisão dele, tramitava desde o ano de 2003.
Em agosto de 2009, após um ano e sete meses fora do Estado, Mendes
retornou a Roraima, após sua prisão preventiva, decretada em 2007, ser
anulada. Na tarde do dia 12 de julho de 2010, no bairro Nova Canaã,
Mendes foi preso acusado de porte ilegal de arma. Ele portava na cintura
uma pistola calibre 380 municiada (com 11 projéteis intactos). Ele foi
preso por policiais militares e estava em visível estado de embriaguez.
Ao final do procedimento, Mendes foi recolhido ao presídio, porém oito
dias depois da prisão acabou solto por força de decisão judicial que lhe
concedeu liberdade provisória. No final de maio deste ano, quase dois
anos depois, a Justiça de Roraima revogou a liberdade provisória que o
mantinha livre da prisão, pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e
munição, além de embriaguez ao volante.
Já Irmão, que também é conhecido como Manoel da Conceição Ribeiro, foi
preso um ano depois do crime, no Estado do Pará (PA) e recambiado a
Roraima.
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