Boa Vista Sábado, 18 de maio de 2013
Links e Serviços
Colunas
Serviços
WebMail
 





Compartilhar


    04/08/2012 01h27

Trecho recuperado já está cheio de buracos


   


Foto:  Arquivo/Folha

O Deit disse que os buracos nos trechos relatados já eram previstos devido às chuvas
OZIELI FERREIRA

Antes mesmo de ter suas obras concluídas, trechos da BR-174, sentido Manaus, já apresentam uma enorme quantidade de buracos deixando os motoristas que trafegam pela via preocupados. Conforme relatos, de Boa Vista até Caracaraí é possível fazer a viagem com tranquilidade, mas daí em diante é preciso atenção e paciência.

Os motoristas pontuaram três trechos considerados mais críticos. O primeiro fica entre Petrolina e Vila Novo Paraíso, em Caracaraí. O segundo fica entre a Vila Novo Paraíso e a ponte do rio Anauá, ambos com aproximadamente um quilômetro de buracos. O terceiro está localizado entre Rorainópolis e a Vila Colina, com dois quilômetros.

“O primeiro trecho está tão crítico que não conseguimos passar da primeira marcha. Os transtornos são os mais diversos porque atrasa a viagem e ainda temos prejuízos financeiros, gastando com manutenção do veículo”, disse o motorista de caminhão Nilton Pacheco, que trafega toda semana pela BR-174 faz 26 anos.

Conforme o motorista de uma empresa de ônibus interestadual, Dione Oliveira, com a BR-174 nessas condições atrasa a viagem em pelos menos uma hora ou mais, dependendo do veículo. O servidor público José Rodrigues de Souza Filho, que viaja com frequência para Manaus, relatou que além dos buracos, a falta de sinalização, tanto vertical como horizontal, contribui para uma viagem ainda mais demorada.

“A obra ainda não foi concluída e nem entregue, mas já foram pagos alguns trechos. O que vejo é o desperdício do dinheiro dos contribuintes. Não há manutenção da via porque o mato está invadindo o acostamento e encobrindo as placas de sinalizações. A partir de Caracaraí, fica difícil trafegar à noite. Cadê os órgãos de fiscalização?”, indagou o servidor.

Questionado sobre o estado da via, o diretor do Departamento Estadual de Infraestrutura e Transporte (Deit) da Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinf), Edilson Damião Lima, disse que os buracos nos trechos relatados já eram previstos devido às chuvas, uma vez que o asfalto está com apenas uma camada. Ele afirmou que a empresa responsável foi notificada e deverá apresentar um laudo mostrando o porquê do surgimento dos buracos.

A obra nesse lote foi orçada em R$ 140 milhões. Conforme Lima, durante o período do inverno o ritmo de trabalho diminuiu, voltando ao normal neste mês. Até o momento, menos de 50% da obra está pronta.


COMENTÁRIOS
Nome:   
299-SANTOS                          Data: 10:45:19 - 04/08/2012
- Dificilmente haveria um vencedor se acontecesse em Roraima um concurso para averiguar quem é mais burro tendo como concorrentes os governantes e dirigentes corruptos, os empreiteiros desonestos e o povaréu cego e crédulo. De há muito sabe-se que as empreiteiras, vencedoras de licitações para recuperação da BR-174 e outras que cortam o Estado de Roraima, brincam de fazer pavimentação, o Governo do Estado finge que o serviço foi bem feito e efetua o pagamento, obviamente descontados os "tributos e contribuições" e o DNIT faz de conta que fiscaliza todo esse processo. E ainda existem muitos desavisados que creram, e continuam crendo, que terão essas rodovias com a qualidade que se vê em outros países, onde uma rodovia dura até meio século. A BR-174 só não acabou definitivamente porque sua construção inicial foi efetuada pelo Exército Brasileiro que, nesse mister, não tem concorrentes. Aliás, não se entende a razão da não utilização do 6º BEC para essa recuperação posto que comprovado está o padrão de excelência que o EB oferece, detentor que é de Know how de primeiríssimo mundo em pavimentação. Possivelmente não haja condições de envolver os militares em contratos cujas cláusulas e valores não espelhem a realidade. E o povão aplaude as "inaugurações" de trechos recuperados com recapeamento asfáltico de 5 centímetros, quando muito, insuficiente até mesmo para sedans médios, imagine-se para ônibus e outros veículos pesados de carga, como se verifica diariamente. Para o fim a que se destina essa rodovia e pelos valores destinados pelo governo federal para sua recuperação, não precisa ser "expert" em pavimentação para saber que a camada asfáltica deveria ter, pelo menos, o dobro da espessura que tem sido entregue. Agora, posso assegurar que da diferença de valores entre uma coisa e outra, nem um centavo entrou em minha casa. Será que os que se encaixam na descrição acima podem fazer a mesma afirmação?

1
.: Publicidades :.















 
 
Copyrigth © 2008 - Folha de Boa Vista - Todos os Direitos Reservados