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27/07/2012 23h51
Delegados se dizem ameaçados por policiais
Foto: Arquivo/Folha
Os delegados Fernando Olegário, Volmir Vargas e Herbert Amorim declararam que sofreram ameaças
EVILENE PAIXÃO
A Corregedoria Geral de Polícia Civil de Roraima (Corregepol/RR)
instaurou Inquérito Policial para investigar, em tese, ameaça, incêndio e
formação de quadrilha por membros do Sindicato dos Policiais Civis do
Estado (Sindpol/RR). Os fatos estão sendo analisados pelo órgão que
deverá determinar de que forma foi praticado o ilícito, bem como ao
término, responsabilizar os autores pelas irregularidades praticadas.
A Folha teve acesso à documentação. O inquérito foi instaurado a partir
dos termos de declarações prestadas pelo delegado geral da Polícia
Civil, Fernando Edson Olegário, pelo presidente da Associação dos
Delegados da Polícia Civil, Herbert Amorim Cardoso e, ainda, por Volmir
Hoffmann de Vargas, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia
Civil.
Segundo as declarações do delegado geral à Corregedoria, em meados do
mês de maio deste ano, o Sindpol distribuiu na Assembleia Legislativa do
Estado (ALE-RR) um dossiê de suposta fraude ao concurso público para
delegado de Polícia Civil em Roraima praticada por Olegário. O delegado
ainda declarou que o agente de policia Mariano Terço de Melo, secretário
geral do Sindpol, veiculou denúncias sobre a suposta fraude em um blog
noticioso, afirmando o ilícito no certame.
“A única intenção de Mariano Terço e dos demais membros do sindicato é
denegrir a imagem e a honra por conta de um projeto de lei de iniciativa
do Governo do Estado”, declarou Olegário no inquérito, além de
apresentar outras acusações contra o Sindpol.
A assessoria de imprensa da Delegacia Geral informou que o procedimento
administrativo comprovou a inveracidade das acusações do membro do
Sindpol. “Tendo sido dado ensejo a instauração de inquérito policial
para apurar o crime de denunciação caluniosa”, explicou, em nota.
O Volmir Hoffmann de Vargas disse, em suas declarações, que por ter se
manifestado favorável ao projeto de lei que regulamenta as promoções das
carreiras da Polícia Civil, teve sua integridade física ameaçada por
Mariano Terço de Melo. Ele também tomou conhecimento de outras ameaças
como a que estipularia prêmio para matar dois delegados.
À Folha, o delegado reafirmou suas declarações no inquérito, mas
destacou que não existe nenhum tipo de conflito entre os sindicatos,
apenas divergências de opiniões. Volmir se limitou a falar sobre o
assunto. “Se houve alguma falta administrativa isso será apurado”,
completou.
Nas declarações do delegado Herbert Amorim Cardoso, ele não citou
diretamente o Sindpol e nem membros da entidade, no entanto, afirma que
por defender o projeto “visto que beneficia todos os policiais civis”,
vem sofrendo constante ameaça, principalmente, por meio de mensagens via
celular. Ele também declarou “que o outdoor dos peritos, que dava apoio
à lei e que fica próximo a casa do declarante foi incendiado”, destacou
no inquérito.
À Folha, ele destacou que o processo corre sob sigilo e aguarda o
pronunciamento do poder judiciário nas solicitações que foram feitas.
“Adianto que houve várias mensagens de texto e ligações ameaçadoras no
meu celular e uma tentativa de violação na minha residência, quando
foram registradas imagens, no momento em que estavam presentes na
residência meus filhos menores, inclusive um bebê de um mês e meio.
Acredito que só não aconteceu algo pior porque o vigia me ligou e, de
imediato, foi acionada a policia e os supostos meliantes fugiram em um
Fiat Siena prata com o porta-malas aberto com dois homens sentados
atrás”, relatou.
Ele creditou as ameaças que os delegados e familiares sofrem devido à
‘minoria’ de policiais civis que não concordam com o projeto que foi
encaminhado para a ALE-RR. O delegado ainda frisou que a proposição
agrada mais de 90% dos delegados e 60% das demais categorias da Polícia
Civil.
Presidente do Sindpol rebate acusações e classifica inquérito como ‘represália’
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol/RR), José Nilton
Pereira, rebateu as acusações dos delegados. Ele disse que o Sindpol
realizou investigações sobre a fraude no concurso público para delegados
em Roraima e foi detectado que no edital do Centro de Seleção e de
Promoção de Eventos (Cespe), responsável pela realização do certame, no
ano de 2003, não convoca o delegado Fernando Edson Olegário para fazer o
curso da Academia de Policia. “O que se tem é no Diário Oficial
convocando o delegado para assumir o cargo de delegado”, disse Nilton.
Frente à situação, o sindicato procurou o Ministério Público de Roraima
(MPRR) que fez uma representação para investigar como procedeu a
investidura de Fernando Edson Olegário como delegado no Estado. “Como
órgão fiscalizador, o Ministério Público deve apurar essa suposta
fraude, que pode ter ocorrido no concurso público de 2003. Diante dos
fortes indícios o sindicato não poderia se omitir”, disse o presidente.
Ele ainda destacou que o processo do Inquérito Policial é uma represália
por parte dos delegados contra os membros do sindicato, tendo a
Corregedoria como principal ferramenta. “Isso acontece porque estamos
tornado público diversas denúncias e eles [delegados] não admitem”.
Nilton ainda falou que no inquérito não existe nenhum elemento que
realmente dê indícios que o Sindpol é responsável por qualquer ato
relatado pelos delegados.
A reportagem também falou com Mariano Terço de Melo, secretário geral do
Sindpol. Melo se justificou afirmando que o sindicato não trabalha com
ameaças e muito menos quer denegrir a imagem das pessoas. “Em momento
algum o Sindpol pratica atos terroristas e muito menos quer denegrir a
imagem de uma pessoa. Estão criando um cenário que não existe e mais uma
vez vamos rebater na justiça”, destacou o sindicalista.
Corregedoria já instaurou processo administrativo

O agente de polícia Mariano Terço de
Melo é acusado de fazer denúncias infundadas contra Fernando Olegário e
está sendo investigado pela Corregedoria
De acordo com a Portaria nº 78/2012, publicado no Diário Oficial (DO) do
Estado de Roraima, no dia 24 de julho deste ano, o corregedor Geral de
Polícia Civil, Ronaldo Sciotti Da Silva Filho, instaurou Processo
Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar conduta funcional do
servidor Mariano Terço de Melo, agente de Polícia Civil. Ele é acusado
de denunciação caluniosa, calúnia e difamação contra Fernando Edson
Olegário, delegado geral da Polícia Civil.
A comissão do PAD será composta pelos servidores Alexsander Lopes da
Silva, Juseilton da Costa e Silva e Cristiano Paes Camapum Guedes. Eles
terão um prazo de 60 dias para apresentar relatório, a contar da data de
publicação da portaria, podendo ser prorrogado por igual período.
Para o servidor Mariano Melo, esse processo foi um ato ‘desesperador’ da
Delegacia Geral, pois o titular estaria se sentindo ‘acuado’ pelas
várias denúncias que o Sindicato dos Policiais Civis (Sindipol/RR) tem
promovido nos últimos meses, no intuito de melhorar a Policia Civil.
“Nós enxergamos até que é normal essa atitude terrorista da Delegacia
Geral, mas já acionamos a nossa assessoria jurídica e vamos reverter
essa situação no judiciário. Temos toda certeza que a justiça vai dar
mais um ganho de causa ao sindicato dos policiais civis”, acredita
Mariano.
Para o presidente do Sindpol, José Nilton Pereira, a medida é um
‘absurdo’ praticado pelo “tribunal de exceção que se transformou a
Corregedoria”. “Essa atual gestão é perseguidora e quer nos levar para
esse tribunal de exceção, porém vamos utilizar de todas as ferramentas
legais para nos defender e também para que possamos representar contra
essas pessoas que estão se utilizando dessas prerrogativas para
perseguir os trabalhadores”, pontuou.
A Delegacia Geral disse que só vai se manifestar sobre o caso após análise e julgamento do referido processo.
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Nome: |
10653-rosenildo da silva cruz Data: 13:11:10 -
28/07/2012 |
Delegados com salários de R$ 20.000,00 salários de DESEMBARGADORES e a maioria dá aula no expediente, e ainda não precisa tirar serviço pois acharam muito e tem a tal da assinatura digital. Onde vamos parar.......E O MP inerte,,,,, |
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Nome: |
2460-paulo sergio Data: 12:57:22 -
28/07/2012 |
rsrsrsrsrsrsrsrsr !!!!!!!!!!! |
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Nome: |
9531-jaqueline vieira de oliveira Data: 12:45:10 -
28/07/2012 |
um caso isolado. |
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Nome: |
2450-CAVEIRÃO Data: 12:01:06 -
28/07/2012 |
Em todos esses anos de policiamento ostensivo nunca vi nenhum desses delegados atuando em delegacias da capital. Agora, só estou com uma dúvida e espero que os amigos e comentaristas da PCRR me respondam. Esse delegado que preside o PAC contra o secretário do SINDPOL não o mesmo delegado acusado pelo MP de ter soltado ladrões de jóias e ter supostamente ficado com o produto do crime? quer dizer que ele ao invés de estar sendo investigado está é investigando, e ainda trabalha na corregedoria da instituição? Meeeeeeeeeeeu Deeeeeeeeeeeeus! Acelera Roraima! |
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Nome: |
3911-Jose Renildo Data: 11:51:01 -
28/07/2012 |
Mais uma vez o Desgoverno do estado, agora com a ajuda de alguns delegados que possuem relação partidaria, tentam intimidar uma categoria.
Já não bastassem as declarações do delegado Herbert contra o presidente do sindicato na semana passada, agora conta com a colaboração da inerte corregedoria.
O cenário, para quem acompanha de perto essa situação, descreve procedimentos da direita nazista instalada no país e que em muito se alinha as politicas do Desgoverno do estado ligada ao PSDB = PARTIDO SOCIO DO BICHEIRO.
A corregedoria de policia do estado e o representante do sindicato dos delegados, agem na forma de intimidação e tentam confundir a população para que o sindpol e sua categoria, tenham sua imagem denedriga e direitos desconsiderados.
Se casos dessa magnitude estão ocorrendo, então está na hora do Ministério Público intervir e realizar de fato, investigações contra acusados e acusadores para o bem do povo, afinal todos são pagos com o dinheiro do contribuinte.
Enquanto isso, nas delegacias, a ausência de delagados continua.......e o povo que se lasque. |
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Nome: |
39-vander Data: 11:27:19 -
28/07/2012 |
Em Roraima temos "Os Delegados e os Policiais civis". Isso é uma piada, PREFEREM INVESTIGAR UM POR CAUSA DO QUE DISSE A APURAR OOUTRO POR CAUSA DE UMA SUPOSTA FRAUDE NO CONCURSO, daí já chagamos a conclusão que tem algo errado, pôwwww se o cara entrou PELA JANEJA, por que não investigá-lo??? ACELERA RORAIMAAA.. |
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Nome: |
1505-eliesio almeida silva Data: 10:57:52 -
28/07/2012 |
pronto....a polícia nem precisa mais de motivos externos pra trabalhar..deve ser por isso que não se encontra nenhum desses pobrezinhos ameaçados nas delegacias....bando de fanfarrão!!!! |
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Nome: |
4103-JUNIOR Data: 10:02:26 -
28/07/2012 |
KKKKKKKKKKKKKKKKK... Esses delegados são mesmo uma piada. kkkkkkkkkkkkk... |
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Nome: |
5325-scooby Data: 09:29:09 -
28/07/2012 |
Em vez de ficar procurando chifre em cabeça de cavalo por que a corregedoria não investiga um suposto estupro praticado por um delegado tempo atrás no municipio de IRACEMA. Este caso deveria ser noticia e divulgado o nome do suposto estuprado. |
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Nome: |
331-jorge Data: 08:23:10 -
28/07/2012 |
Isso tem q se apurado, mas essa conversa ai ta mau contada. Mas como em todo lugar do Brasil, o Sistema er bruto e manipulador. Todos fiquem de olhos bem abertos. |
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