Os pacientes internados no HGR são obrigados a comprar a seringa, que custa R$ 1,20 nas farmácias
OZIELI FERREIRA
Embora incurável, o diabetes pode ser tratado e controlado quando se adota estilo de vida e tratamento adequados. Mas para um grupo de dez pacientes internados no bloco A, do Hospital-Geral de Roraima (HGR), o tratamento tem sido de forma deficiente, pois segundo denúncias, há um mês falta seringa na unidade para aplicação de insulina, hormônio responsável por regular os níveis de açúcar no sangue.
Para não deixar de receber a medicação, familiares de doentes estão comprando seringa, que nas farmácias custa R$ 1,20. “Como pode um hospital não ter este tipo de material, já que é barato? Questionou um denunciante. Ele explicou que outras pessoas também tiveram que comprar o produto.
“A maior parte dos pacientes são idosos. Muitos não têm condições para comprar o material todos os dias. Dependo do caso, o doente tem que tomar insulina duas vezes ao dia”, contou. O diabetes é uma doença caracterizada pelo alto nível de glicose (açúcar) no sangue. Isso ocorre porque o corpo passa a não produzir insulina ou a não responder adequadamente ao nível de insulina que produz.
A Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), por meio da Coordenação Geral de Assistência Farmacêutica (CGAF), informou que o quantitativo empenhado do material não foi entregue na totalidade pela empresa ganhadora da licitação, localizada em Manaus. A CGAF aguarda a empresa regularizar o abastecimento. Ainda assim, a direção-geral do HGR disse que tem garantido o insumo para todos os casos de urgência e emergência.
Ela informou ainda que os processos licitatórios foram concluídos e que diariamente tem recebido material e medicamento como resultado da finalização dos Pregões Eletrônicos.
DOENÇA - A doença é caracterizada em diabetes tipo 1, tipo 2 e diabetes gestacional. Os portadores de diabetes tipo 1 necessitam de injeções diárias de insulina para manterem a glicose no sangue em valores normais. Há risco de morte se as doses de insulina não são dadas diariamente.
No tipo 2 de diabetes encontra-se a presença de insulina, porém sua ação é dificultada pela obesidade, o que é conhecido como resistência insulínica, uma das causas de hiperglicemia. Por ser pouco sintomático, o diabetes na maioria das vezes permanece por muitos anos sem diagnóstico e sem tratamento o que favorece a ocorrência de suas complicações no coração e no cérebro.
A presença de glicose elevada no sangue durante a gravidez é denominada de Diabetes Gestacional. Geralmente a glicose no sangue se normaliza após o parto. No entanto as mulheres que apresentam ou apresentaram diabetes gestacional, possuem maior risco de desenvolverem diabetes tipo 2 tardiamente, o mesmo ocorrendo com os filhos.