19/07/2012 08h44
O que fazer para não achar que se trata do fim do mundo
Foto: Divulgação
Adaptação ao estado de "solteiro" requer algum momento de estranheza e adaptação
JACKELINY AMAZONAS
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Com a separação, mesmo que seja uma opção de um dos parceiros, em uma decisão pensada, o sofrimento é inevitável. Afinal, aquela pessoa passou algum tempo ao seu lado. Seja um casamento, namoro, noivado ou um caso mais sério, as proporções são sempre diferentes, mas a adaptação ao estado de "solteiro" requer algum momento de estranheza e adaptação.
Por isso, a FolhaWeb foi em busca de um profissional para que ele dê orientações a quem está enfrentando esta situação do término de um relacionamento. O psicólogo Leonardo Morais explicou que, quando uma pessoa termina um relacionamento, vem logo a tristeza. Dependendo do tipo da relação, a pessoa pode ficar profundamente triste.
“Muitas vezes as pessoas acabam se apaixonando por pessoas que mal conhecem. Quando o namoro é longo e termina, é uma expectativa real frustrada, a pessoa passa pelo processo que não teve um final feliz”, ressaltou.
Leonardo orienta que, quando a pessoa sofre depressão devido ao fim de um relacionamento, ela deve procurar um profissional da área de psicoterapia. “Lidar com o fim de uma relação é difícil. A pessoa acaba não tirando o pensamento sobre aquele amor. Ai vem à pergunta: você sabe o que é o oposto do amor? No pensamento vêm logo a raiva, ódio e inveja. A vingança não é um sentimento bom, pois você acaba desejando o mal para o seu ex-parceiro ou ex-parceira, cultivando um sentimento ruim dentro de você”, comentou.
A curiosidade pelo(a) ex de saber o que a pessoa está fazendo nas redes sociais é um sinal de que os laços amorosos ainda não acabaram. “Se existe essa vontade de olhar nas redes sociais, é porque o sentimento não acabou. Vem o pensamento: ‘Será que eu volto?’ Mas por orgulho não volta. Mas você procura saber se o erro daquela pessoa é perdoável, se vale apena voltar para ser feliz”, disse psicólogo.
Leonardo informou que o paciente, quando busca por um atendimento psicológico, ele quer compartilhar o sentimento que foi frustrado. “Eu sempre indico para a pessoa voltar a fazer as atividades que sempre fez antes do relacionamento, sair com os amigos, fazer o esporte desejado. A pessoa deve pensar na sua saúde física e metal”, aconselhou.
VOLTA POR CIMA
para passar por cima e voltar à vida normal são necessários alguns cuidados. A FolhaWeb pesquisou dicas dadas pela psicanalista Taty Ades para que ninguém fique sofrendo por um amor que não existe mais.
- Nunca devolver os pertences pessoalmente, isso é só uma desculpa para ver o ex. Melhor entregar para um amigo em comum.
- A mulher deverá esquecer as mídias sociais nesse período de “luto”, bisbilhotando só irá aumentar a dor e uma possível paranóia, é preciso ser adulta e seguir adiante, de nada adiantará atitudes que nos machucam.
- Sair com as amigas, beijar, paquerar, dar risada e se divertir é importante para que a auto estima se renove, só é preciso tomar cuidado para não cair no sexo casual logo após o término do namoro e no outro dia ficar mais carente e lembrar do outro. O tempo é o melhor remédio.
- Cenas em público são prejudiciais, o homem fica cada vez mais distante. A mulher inteligente diz o que precisa ser dito de forma calma, ela usa o diálogo e não a briga. Não perde a razão e não deixa o homem inverter o jogo.
O fim do relacionamento não é o fim da vida. As pessoas precisam seguir e abrir o coração e a mente para poder enxergar que existem pessoas diferentes, boas e que novamente ela poderá viver um amor. Deixando para trás tudo aquilo que um dia lhe causou mal, apenas as boas lembranças devem ficar.
“A superação é difícil para alguns, por isso a força de vontade e a ajuda dos amigos são essenciais para passar por cima desse período”, disse Taty em um texto distribuído para a imprensa.