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16/07/2012 00h13
Moradores reclamam de abandono de prédios
Foto:
Os prédios da DDIJ e da associação dos moradores estão fechados e tomados pelo mato
TARSIRA RODRIGUES
O abandono de prédios construídos com dinheiro do contribuinte e para
fins de atendimento e benefício ao público tornou-se regra na capital de
Roraima. A Folha já denunciou diversos pontos onde estão localizados
prédios que antes eram sedes de secretarias, delegacias ou escolas e
hoje servem apenas de abrigo a marginais e criadouro de mosquito da
dengue. A reclamação do momento vem do bairro Liberdade. Os moradores
entraram em contato com a Folha para pedir socorro.
A situação relatada pela comunidade diz respeito aos prédios da antiga
Delegacia da Infância e Juventude e o da Associação dos Moradores do
bairro Liberdade, que estão em péssimo estado de conservação e que já
não presta serviços há pelo menos dez anos, segundo os moradores. Outro
fato relatado por eles é o desabamento do muro da escola Camilo Dias,
que está caído há vários meses.
A reportagem esteve no bairro e visitou os três locais citados pelos
moradores. O primeiro deles foi o prédio da antiga Delegacia, os
relatos condizem com realidade, pois na área destinada para atendimento
ao cidadão que necessita dos serviços da lei, só é possível encontrar
mato e um prédio em péssimo estado de conservação. A Folha apurou que o
prédio da Delegacia já não oferece nenhum serviço ao cidadão há mais de
dois anos.

A instalação de energia elétrica oferece risco, a iluminação interna e
externa é precária e até tentativas de invasão por marginais a delegacia
enfrentou recentemente. Parte do muro do prédio também está no chão. No
momento da reportagem, foi possível flagrar a chegada de uma senhora
que preferiu não ser identificada. Ela procurava por atendimento, visto
que a filha menor tinha fugido de casa.
No prédio, ela conversou com o único agente que estava de plantão para
dar informações e resguardar o patrimônio. Ele orientou a senhora que
procurasse o Plantão Central I, para tentar resolver o problema tendo em
vista que a delegacia estava desativada.
Outra situação conferida pela Folha diz respeito ao prédio da Associação
dos Moradores do Liberdade. Em conversa uma das vizinhas, a dona de
casa Sebastiana F. Rebouças, 52, a construção está abandonada há mais de
10 anos e o local serve de abrigo para marginais usarem drogas, reunião
para divisão de produtos de roubo e prática de sexo.

Na escola Camilo Dias, o problema é o muro, que veio abaixo, colocando em risco a segurança dos alunos
No interior do prédio, há vestígios de uso de entorpecentes e até
frascos de substâncias anabolizantes proibidas para seres humanos.
Cobertores e papelões que possivelmente servem de dormitório para os
marginais também foram encontrados no local.
Dos problemas denunciados pelos moradores, o desabamento do muro da
Escola Estadual Camilo Dias é o menor, se comparado à gravidade dos
demais e levando em consideração que chegou o período de férias.
Entretanto, a situação pode se agravar, pois o buraco no muro dá acesso
ao interior da escola sem a necessidade de passar pela portaria da
instituição de ensino e isso causa insegurança para os pais e alunos.
Celina Souza, 39, é mãe de aluno. Ela afirmou que teme pela segurança do
filho, mas que dentre as outras situações pelas quais o bairro passa
com o abandono de vários prédios públicos o caso da escola pode ser
contornado com mais atenção por parte dos monitores. “Pedimos as
autoridades que olhem pelo bairro Liberdade, se não vão mais ativar os
serviços, coloquem estes prédios abaixo, a realidade precisa ser
encarada de frente. Não tem dinheiro para manter, derruba”, criticou.
OUTRO LADO - Sobre o muro da
escola Camilo Dias, a Assessoria de Comunicação da Secretaria Estadual
de Educação, Cultura e Desportos (SECD), informou que a unidade
encontra-se em reforma e que recentemente foi realizado um termo aditivo
ao contrato para realização de serviços complementares, entre eles a
reconstrução do muro.
A reportagem tentou contato com a Secretaria de Segurança Pública, mas
até o fechamento da matéria às 18h, os telefonemas não foram atendidos. A
respeito do prédio da Associação de Moradores da Liberdade, a
Secretaria do Trabalho e Bem Estar Social (Setrabes) explicou que
atualmente, a cessão desses imóveis é feita mediante a formalização de
um processo contratual que inclui, entre outros critérios, que a
manutenção do espaço fique sob a responsabilidade dos permissionários.
Os prédios cedidos antes da atual gestão estão passando pelo mesmo
processo de regularização. A Setrabes administra também os Centros de
Produção Comunitária (CPC) e Centros de Prestação de Serviços (CPS) que
são unidades destinadas à geração de renda. Atualmente, existem três CPS
localizados nos bairros Mecejana, Asa Branca e Santa Tereza, somando um
total de 37 boxes. No CPS do bairro Santa Tereza funciona a Cooperativa
de Empreendimentos Econômicos e Solidários.
As associações de costureiras utilizam o espaço dos três CPC que estão
em funcionamento na capital. No total, são 16 boxes distribuídos entre
os bairros 13 de Setembro, dos Estados e Pricumã.
O Governo do Estado também presta apoio às associações comunitárias.
Atualmente, existem seis em pleno funcionamento. São elas: Associação
dos Surdos de Roraima, Associação Casa Rosa de Saron, Centro Social
Estadual José Luis Ferreira Lira do Bairro Cauamé, Associação dos
Moradores do Asa Branca, Organização Indígena Positiva do Estado de
Roraima e Associação Folclórica Arara Azul.
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Nome: |
7191-JACKSON DOUGLAS GUIMARÃES DE SOUSA Data: 08:37:05 -
16/07/2012 |
Os Prédios Abandonados estão sendo mostrados, só que nessa mesma quadra, na Av. Ataide Teive, ao Lado do CERNUTRI também existia um outro prédio abandonado! Hoje o que se vê é que a antiga estrutura desse prédio veio a baixo, sendo feita a terraplenagem do terreno, que está isolado e fechado com corrente! Segundo informações, não foi o Governo e/ou Prefeitura que esta cuidando desse terreno! Será que é algum particular que está querendo "Ganhar de Presente" esse terreno...A Reportagem deveria apurar isso ai e mostrar também a sociedade. |
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