04/07/2012 16h02
Terceirizados voltam a denunciar atraso salarial
Foto: Raynere Ferreira
Segundo eles, vai completar sete meses que o salário não é pago corretamente
Funcionários de empresas terceirizadas que prestam serviço ao Governo do Estado continuam reclamando do atraso no pagamento. Segundo eles, vai completar sete meses que o salário não é pago corretamente. “Geralmente, quando pagam um salário, ficam dois ou três meses dentro e isso vem causando revolta e transtorno aos trabalhadores”, disse um trabalhador.
Uma funcionária da empresa RS Construções, que presta serviços para a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), no Hospital Geral de Roraima confirma que até o décimo terceiro que era para ter recebido até o final de dezembro, só foi pago em fevereiro deste ano.
O atraso também atinge trabalhadores do interior. Uma funcionária de uma escola indígena de Pacaraima, que preferiu não se identificar diz que faz cinco meses que não recebe. Ao procurar a empresa, relata que foi surpreendida com a informação de que não tinha recebido porque teria que abrir uma conta no Banco do Brasil.
OUTRO LADO - Sobre a RS, a Secretaria Estadual de Educação (SECD) informou que a referida empresa deve regularizar a parte documental, como certidões negativas, por exemplo, junto aos órgãos fiscais a fim de ter o pagamento regularizado, uma vez que a administração pública não pode antecipar despesas.
A Secretaria informa ainda que o pagamento da empresa Mega Foods, referente aos meses de fevereiro, março, abril e maio, encontra-se liquidado e em fase de pagamento na Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz), sendo que do valor total de R$ 6.507,341,40, foram pagos ontem R$ 2.427.472,00, restando o pagamento de R$ 3.605.113,82, que já foi faturado e aguarda pagamento na Sefaz.
A gerente administrativa da RS Construções, Michelline Barbosa, não foi encontrada na sede da empresa.
O secretário de Estado da Fazenda Luiz Renato Maciel de Melo, confirma que não tem nenhuma fatura da empresa RS. “Pode ser que esteja na secretaria de origem ou passando pela Controladoria do Estado”, esclareceu.