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    21/06/2012 08h20

Organizações indígenas de Roraima participam com 48 delegados na Conferência Rio+20


   

                                                                                                                                    Foto: AFP/Portal Terra

                                                    Centenas de indígenas procedentes de três continentes se reuniram na quarta-feira  para acender o "fogo sagrado", dando início aos dez dias de atividades paralelas à Rio+20



O movimento indígena de Roraima está presente nos eventos da Conferência Rio+20, com uma delegação de 48 representantes de diversas organizações indígenas, como Conselho Indígena de Roraima (CIR), Organização dos Professores Indígenas de Roraima (Opir), Organização das Mulheres Indígenas de Roraima (Omir), Coordenação da Organização do Povo Ingarikó (Coping), Associação Hutukara Yanomami e outros.


O coordenador-geral do CIR, Mário Nicácio Wapichana, disse que conseguiu credenciar as 48 lideranças indígenas de Roraima como delegados na Conferênca do RIO+20. Esses representantes derem entrevistas sobre a realidade indígena, apresentaram danças e cantos culturais, alem de apresentação as reivindicações por meio de faixas, todos relacionados pela garantia dos direitos, como a regulamentação da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalhdo (OIT), de acordo com a anuência previa da comunidade interessada. Também fizeram denúncias de impunidade sobre casos de violência.


“No início da Conferência Rio+20, o CIR mais uma vez apresentou às nações dos cinco continentes que os 180 chefes de estados precisam urgentemente assumir o compromisso de realmente salvar o Planeta, acabando com a poluição e destruição da natureza. Os povos indígenas estão para contribuir e não podem ser penalizado por causa do consumismo e capitalismo”, disse Mário Nicácio.


A delegação também participou das atividades do Acampamento Terra Livre, da Cúpula dos Povos e da Marcha Indígena que ocorreu em frente a sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) e Petrobrás, além de contribuir com os temas e participação de outros eventos em níveis nacional e internacional.


OBJETIVO – A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, começou no dia 13 e encerra nesta sexta-feira, 22, na cidade do Rio de Janeiro. A Rio+20 é assim conhecida porque marca os vinte anos de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) e deverá contribuir para definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas.


MOBILIZAÇÃO -  A abertura oficial da Rio+20 ocorreu na quarta-feira, 20, pela manhã. Mas enquanto chefes de Estado se reuniam no Riocentro, manifestações pela cidade marcaram o dia de abertura das negociações de alto nível da Rio+20, organizadas pela sociedade civil.


Pela manhã, cerca de duas mil pessoas se reuniram na Vila Autódromo, favela a cerca de 800 metros do centro de convenções que sedia a Conferência da ONU para o Desenvolvimento Sustentável.


O maior protesto ocorreu à tarde, quando a Marcha dos Povos percorreu o Centro do Rio. A manifestação foi convocada pela Cúpula dos Povos, evento da sociedade civil que faz um contraponto às negociações oficiais no Riocentro.


O protesto na Vila Autódromo reuniu defensores da comunidade, ameaçada de remoção pelas obras da Olimpíada de 2016, e manifestantes de movimentos indígenas, sem terra, quilombolas e pastoral de favelas, entre outros.


A manifestação foi pacífica, mas teve momentos de tensão, quando parte dos manifestantes, sobretudo dos grupos indígenas, se aproximaram do bloqueio de cerca de 120 homens do Exército e do Batalhão de Choque que os impedia de se aproximar do Riocentro (Com informações da BBC Brasil)

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