Boa Vista Sábado, 18 de maio de 2013
Links e Serviços
Colunas
Serviços
WebMail
 





Compartilhar


    21/06/2012 01h56

Mães reclamam da demora no atendimento


   


Foto:  Raynere Ferreira

Mães com filhos no colo aguardavam atendimento na manhã de ontem no Hospital da Criança Santo Antônio
OZIELI FERREIRA

Demora no atendimento no Hospital da Criança Santo Antônio deixou muitas mães revoltadas. Para elas, a falta de médicos é um dos fatores que prejudica o atendimento dos pacientes. Mães com filhos no colo passaram mais de quatro horas na fila ontem. Assim que os pequenos entram no hospital, recebem uma pulseirinha com cores que indicam a gravidade do estado de saúde, mas conforme as mães, o método não ajuda.

“Cheguei aqui por volta das 6h com o meu filho que está com febre. Ele já foi medicado, mas estamos aguardando retorno. É muito paciente para pouco médico”, criticou a doméstica Valdirene Alves, que até 12h aguardava atendimento.

Na sala de espera, na manhã de ontem, havia mais de 20 mães. A maior parte das crianças estava com febre. A dona de casa Maria Antônio disse que veio da vila Félix Pinto, do município do Cantá, com a filha de dois anos. “A gente vem para a cidade para ver se o atendimento é mais rápido, mas não adianta. Temos que passar horas na fila”, reclamou.

A diarista Kedma Henrique contou que veio de Caracaraí porque o filho de dois anos está com febre faz mais de duas semanas. “Meu filho está com 39 graus de febre. Estou aqui desde 9h. Isso é um desrespeito com os pacientes que precisam ser atendidos”, disse. Os filhos das entrevistadas receberam a pulseira de classificação de gravidade de cor laranja.

A diretora do Hospital da Criança Santo Antônio, Claudete da Silva Praia, explicou que a unidade de urgência e emergência dispõe de quatro médicos. Um acompanha os pacientes que estão internados e três fazem as consultas.

Ela disse que o hospital segue o procedimento recomendado pelo Ministério da Saúde em que as crianças recebem a pulseira de classificação de gravidade. A vermelha, por exemplo, indica risco imediato de morte, as pulseiras laranja e amarela indicam que a criança precisa de um atendimento relativamente rápido dentro de 15 a 30 minutos, respectivamente.

A pulseira verde é colocada no paciente que necessita de observação para definição do diagnóstico e internação. A cor azul é destinada aos casos mais simples, que poderiam ser atendidos em outras unidades básicas de saúde.

“Na área de urgência e emergência não podemos atender os pacientes pela ordem de chegada, mas pela ordem de gravidade. Nesse período sazonal, cresce a demanda na ala da emergência, então o atendimento, às vezes, demora”, disse a diretora. Ela informou que ontem, das 7h às 13h, foram atendidas duas crianças com pulseira de classificação na cor vermelha, 40 na cor laranja e 58 amarela.

Ela relatou que o filho de uma das entrevistadas chegou ao Hospital por volta das 7h46 e até 12h25, a criança havia passado por avaliação três vezes. “A criança chegou e foi avaliada pelo médico e teve o acompanhamento. Consideramos o tempo de espera razoável, ainda mais quando se trata de serviço público”, disse.


COMENTÁRIOS
Nome:   
5305-Lucimara Almeida                          Data: 16:48:23 - 21/06/2012
Reconhecemos que o SUS ainda tem muitos "nós" para resolver, no entanto,devemos reconhecer seus avanços, que são muitos aliás!Essa questão da emergência do HCSA só será minimizada quando tivermos mais investimentos na atenção básica. Historicamente a população se acostumou com uma cultura hospitalocentrica,e hoje se busca a estrutura do hospital para resolver casos que devem ser do dia-a-dia no PSF.Ora,quando agendamos uma consulta particular(pagando 2vezes pela saude),esperamos meses por uma consulta e mais de 4horas esperando nos consultorios!E queremos,brigamos e saimos quebrando tudo quando é no SUS??!!Porque é nosso?Então devemos cuidar,zelar e VIGIAR para que os recursos sejam bem aplicados e não so brigar depois!Acorda povo!

1
.: Publicidades :.















 
 
Copyrigth © 2008 - Folha de Boa Vista - Todos os Direitos Reservados