13/06/2012 01h15
Polícia prende quadrilha formada por mulher, albergado e foragido
Foto: Antonio Diniz
Os presos na ação policial foram Cláudio Boroquinha, Wilciana Carol e Henwildo Totó, mas há outros envolvidos
NONATO SOUSA
A Polícia Civil anunciou ontem, durante entrevista coletiva, que mais uma quadrilha de assaltantes que estava agindo na cidade nos últimos meses foi desbaratada. De acordo com o delegado René de Almeida, diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (DPJC), o último assalto cometido pelo bando aconteceu na sexta-feira à noite, quando três deles invadiram uma residência no bairro Pintolândia e, depois de render seis pessoas da mesma família, roubaram R$ 15 mil, além de quatro celulares.
Na segunda-feira à tarde e noite, durante uma ação conjunta entre agentes do setor de operação do DPJC e policiais da Divisão de Capturas (Dicap) da Secretaria de Justiça e Cidadania, dois dos suspeitos foram presos. A primeira a ser localizada foi Wilciana Souza Menezes, apelidada de Carol, que atuava na quadrilha como motorista, segundo a polícia, com o objetivo de não levantar suspeita, já que é mulher.
Posteriormente, seguindo informações fornecidas por ela, os policiais localizaram o segundo integrante do bando, Cláudio da Silva Ribeiro, 26, apelidado de Boroca ou Boroquinha, que é albergado e já era considerado foragido do sistema penitenciário.
Depois da prisão do casal, os policiais identificaram mais dois assaltantes, porém seus nomes não foram revelados para não atrapalhar o trabalho de investigação, já que eles ainda estão em local inserto e não sabido. Um quinto elemento da quadrilha foi preso na semana passada. Trata-se de Henwildo da Silva Mesquita, apelidado de Totó, que era foragido da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo.
Conforme explicou o delegado, com a prisão de Wilciane Carol e Cláudio Boroquinha, foi esclarecido o assalto à residência do militar da reserva J.C.S., 43, de onde foram roubados os R$ 15 mil e os celulares. Pelo menos dois dos celulares roubados foram encontrados com o casal. O delegado presume que, como ainda existem dois bandidos soltos, os outros celulares que faltam estejam com eles. Também foram apreendidos R$ 600,00 do dinheiro roubado do militar, além de dois carros, um Siena preto pertencente à Carol, e um Gol branco, que estava com Boroquinha, veículo este que foi usado na fuga dos assaltantes depois do assalto à casa do militar e que era dirigido por Carol. “Ficou constatado que o Gol foi alugado pela quadrilha para ser usado no assalto”, destacou o delegado.
O delegado enfatizou que, informalmente ao serem questionados sobre seus envolvimentos com os assaltos, Carol e Boroquinha confessaram que faziam parte da quadrilha e contaram como eram suas participações nos roubos, mas posteriormente, ao prestarem interrogatório acompanhado de seus advogados, negaram participação nos crimes.
Boroquinha, que agia na linha de frente abordando as vítimas, como ocorreu no caso do militar, foi reconhecido pelas seis vítimas que estavam na casa durante o assalto. Uma das vítimas, filho do militar, detalhou que Boroquinha foi quem pisou em seu pescoço na tentativa de impedir que ele olhasse para o bandido.
René de Almeida frisou que ainda na sexta-feira, antes do assalto, as equipes policiais já tinham informação de que a quadrilha ia cometer um roubo naquele dia, mas não sabiam onde e, tão logo houve o assalto à casa do militar, os policiais ligaram o caso à informação e começaram a investigar, até chegar aos suspeitos.
Diante da ação, ele formalizou a prisão em flagrante de Carol e Boroquinha por assalto e formação de quadrilha ou bando com a finalidade de cometer crimes. Ainda na segunda-feira à noite, ao final do procedimento policial, o casal foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) para fazer exames de integridade física e depois foi entregue na Cadeia Pública Feminina de Boa Vista e Penitenciária Agrícola de Monte Cristo.
TENTATIVA – Além do assalto à casa do militar, com o desfecho da quadrilha a Polícia Civil também esclareceu por completa a tentativa de latrocínio sofrida pelo taxista e vendedor de jóias V.S.F., 45, que aconteceu no final do mês passado, na porta da casa da vítima, no bairro Santa Luzia.
Naquela ocasião, três bandidos da mesma quadrilha chegaram ao local e tentaram assaltar o autônomo, mas a vítima reagiu e tentou fugir correndo e acabou baleado.
Devido a este fato, os bandidos acabaram fugindo sem roubar nada. Segundo a polícia, a fuga ocorreu no Siena preto de Carol, que se encontra apreendido, razão pela qual a quadrilha decidiu alugar carros para cometer os roubos, já que o Siena estava na mira da polícia.
“Depois da prisão da Carol e do Boroquinha, ficou confirmado que Boroquinha e Totó, este último preso dias atrás, foi quem atiraram no trabalhador”, revelou o delegado ao acrescentar que com relação a este crime, a quadrilha vai ser indicada por tentativa de latrocínio.