09/06/2012 17h00
Mulheres terão preservativo feminino gratuito na rede pública
O Governo Federal adquiriu mais de 20 milhões de preservativos femininos. Este mês, o Ministério da Saúde (MS) liberará uma quota para o Estado abastecer 14 municípios, com exceção de Boa Vista que recebe direto do MS. O quantitativo disponibilizado para Roraima ainda não foi informado.
Serão distribuídos 2,2 milhões de preservativos femininos para os estados e o Distrito Federal. É o primeiro lote, do total de 20 milhões. De acordo com a técnica da gerência do Núcleo Estadual de DST/HIV/Aids, Valdirene Cruz, os preservativos femininos podem chegar na próxima semana.
O produto será disponibilizado para os municípios distribuírem nas Unidades Básicas de Saúde, e assim a população ter mais uma opção de prevenção. De acordo com o Ministério, terão prioridade as profissionais do sexo, mulheres que convivem com doenças sexualmente transmissíveis, usuárias de drogas e pessoas atendidas pelo sistema prisional.
O Ministério repassa trimestralmente mais de 115 mil camisinhas para a capital, Boa Vista. O órgão ministerial é responsável pelo repasse e a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) responsável por atender a demanda do estado.
Com exceção de Boa Vista, o Estado repassa os preservativos para os 14 municípios de Roraima e para a sociedade civil organizada. Segundo o secretário Estadual de Saúde, Leocádio Vasconcelos, a Sesau possui preservativos e géis lubrificantes suficientes para atender às demandas que chegam.
Os preservativos estão armazenados na Coordenação Geral de Assistência Farmacêutica (CGAF), mas a autorização para pegá-los é emitida na gerência de DST/HIV/Aids. Nas UBS, a população pode ter acesso às camisinhas sem restrições. “A pessoa pode pegá-las sem ter de preencher formulários ou dar satisfações”, informa Vasconcelos.
As secretarias municipais de saúde são responsáveis por disponibilizar as camisinhas e os géis à população. “Com a chegada dos preservativos femininos, as mulheres terão mais uma opção de proteção em relação aos riscos de infecção por HIV, outras doenças sexualmente transmissíveis e pelo vírus da hepatite”, destaca Vasconcelos.