A Artesã Adélia Veloso, natural do município de Santa Isabel do Rio Negro, no Alto Rio Negro, no Amazonas, ganha a vida de Manaus com artesanato produzido a partir da folha de piacava, sementes e fibras da Amazônia.
De suas mãos, com técnicas aprendidas na Comunidade de Campina do Rio Preto, no alto Rio Negro, saem inúmeras biojóias, bem como colares, anéis e brincos.
Moradores da Bacia do Rio Negro encontraram no extrativismo de fibras uma fonte de renda. Além do cipó-titica, há o cipó-ambé, o cipó-timbó, a piaçava e fibras derivadas de palmeiras como a arumã e o buriti. Trata-se de uma alternativa econômica ecologicamente correta, capaz de trazer sustento aos moradores locais sem agredir a floresta.
Quando essas fibras chegam às comunidades que produzem o artesanato, um novo trabalho começa. É preciso tecê-las cuidadosamente para que se transformem em diversos tipos de peças.Ignácio Oliete, engenheiro agrônomo espanhol, explica: “O caboclo ribeirinho possui seu próprio calendário da floresta, que é o extrativismo. Nesse sistema cultural, os diversos tipos de cipó são, sem dúvida alguma, ótimas alternativas de trabalho, mantenedoras da floresta”
As fribras mais usadas são:
Arumã: É utilizada na fabricação de tupés (tapetes), peneiras, balaios, tipitis (objeto indígena usado no processamento da farinha de mandioca) e cestaria em geral.
Cipó-ambé: a planta cresce presa a uma árvore. Suas raízes é que são utilizadas para o artesanato.
Cipó-timbó-açu: muito parecido com o cipó-titica, porém, é menos flexível. Costuma ser usado desfiado para a confecção de vassouras.
Cipó-titica: são as raízes suspensas que também servem de matéria-prima.
Jacitara: espécie de palmeira, pode ser usada na criação de peneiras e tipitis.
Piaçava: tradicional na fabricação de vassouras, também pode se transformar em cestaria e objetos de decoração.
Fonte: Portal Amazônia