Boa Vista Terça-feira, 09 de fevereiro de 2010
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Ano XXXIV
Edição 5572
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Boa Vista - RR. terça, 09 de fevereiro de 2010

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Parabólica    


Bom dia

Fonte: A A A A

Do ponto de vista econômico, as sociedades humanas civilizadas funcionam com base numa intrincada teia de relações entre trabalhadores, empresários e governo. Quase toda a riqueza gerada nessas sociedades é fruto do esforço de empregados e empregadores, cabendo aos primeiros alugar aos segundos sua mão-de-obra qualificada ou não em troca de um salário.

Ao governo cabe realizar algumas funções, especialmente na prestação de serviços públicos ligados a área de saúde, justiça, educação e, nalguns casos, na implantação de infraestrutura social básica para gerar bem-estar aos cidadãos ou oferecer condições para que as empresas gerem empregos. Também cabe ao estado a função de redistribuir riqueza, evitando desse modo que a concentração de renda vá desaguar na implantação de uma sociedade inaceitavelmente desigual.

O governo dificilmente gera riqueza, como se disse acima, ele apenas a redistribui. Para realizar suas obrigações nos campos da segurança pública, da educação, da justiça, da saúde, da implantação da infraestrutura social, e especialmente da política de redistribuição da riqueza, o governo retira renda, através de tributos, das empresas e dos trabalhadores.

No caso brasileiro, o governo Lula elevou o confisco da renda gerada pela sociedade que vai para as mãos do governo para a casa de 39%, em números redondos. Boa parte dessa montanha - e ponha montanha nisso - de grana não cumpre sua finalidade de redistribuir riqueza. Fica perdida nos altos salários de servidores graduados ou empreguismo desbragado. Para se ter uma ideia dessa perversão do governo brasileiro, a diferença entre o menor salário do serviço público (R$ 465,00) e o maior (R$ 30.000,00) é de inacreditável 64,5 vezes, uma das maiores do planeta.

E o governo Lula só tem piorado esse quadro de altíssimos salários e de empreguismo desbragado.                

ADIADO
O julgamento do processo da cassação do mandato do governador de Rondônia, Ivo Cassol (PP), foi adiado pela terceira vez. O motivo alegado pelo Tribunal Superior Eleitoral foi falta de quórum, visto que alguns ministros não poderiam comparecer à sessão de ontem. O novo julgamento foi marcado para o próximo dia 24.

IMBRÓGLIO
Um verdadeiro imbróglio tomou conta da sessão de ontem na Câmara dos Vereadores. É que, segundo fontes da Coluna, as fitas com um discurso inflamado do vereador Idinaldo Cardoso (PRTB), proferido na sessão anterior, foram enviadas por um colega ao governador Anchieta Júnior (PSDB), constante alvo de críticas do parlamentar. O ato, considerado irregular pela maioria dos vereadores, causou polêmica e atrasou os trabalhos de ontem.

PRESSÃO I
As poderosas antenas da Parabólica captaram que, no domingo, o PR reuniu diretores de escolas estaduais em um encontro que começou às 9h e terminou às 17h, em um dos espaços de festas mais badalados da cidade, no bairro Paraviana. O ‘encontro’ regado a lanches e almoço foi protagonizado por políticos que prometeram desde aumento de salário a incorporação da GID (gratificação de incentivo a docência) ao salário dos gestores.

PRESSÃO II
Uma fonte da Coluna garante que educadores e até o governador Anchieta Júnior (PSDB), presente à reunião, se sentiram mal com o tom da conversa. Este teria falado da impossibilidade de atender o pleito, tratando das reais prioridades da educação do Estado, e saído de fininho da ‘cama de gato’ armada pelos aliados. Outra reunião, dessa vez regada a churrasco, já tinha sido promovida na quarta-feira passada.

DOUTOR
Um secretário de Estado tem devolvido diversos ofícios encaminhados a sua pasta por não estarem se dirigindo a ele como ‘doutor’, mas tão somente como ‘vossa excelência’. O fato é que o titular da instituição tem realmente curso de doutorado, mas daí a tornar a resposta de documentos de interesse público condicionada ao tratamento de doutor não dá para entender.

ESCLARECIMENTO I
O secretário estadual do Índio, Hiperion Oliveira, procurou um dos redatores da Coluna para esclarecer a nota publicada na edição de ontem intitulada ‘Barcos’, que trata da compra de embarcações para a doação em comunidades indígenas do Estado. Segundo o titular da pasta, o processo para aquisição dos bens foi feito via pregão eletrônico e contou com a participação de seis empresas, sendo que quatro delas eram de Roraima.

ESCLARECIMENTO II
Ainda conforme Hiperion Oliveira, o valor estimado pelo processo para aquisição dos barcos era de R$ 164 mil, mas a proposta da empresa vencedora fechou em R$ 110 mil. “A redução nos custos foi significante”, frisou o secretário, que explicou que, apesar de atuar no ramo de venda de pneus, a dita empresa tem em seu contrato social cláusulas que permitem construir e recuperar embarcações de grande porte, de uso comercial e especial.

MARCHA
Os vereadores aprovaram ontem o projeto de lei de autoria dos vereadores Telmário Mota (PDT) e Rosival Freitas (PSC) declarando a  Marcha para Jesus como Patrimônio Cultural do Município de Boa Vista. O evento já estava no calendário do Município de Boa Vista, mas a matéria, segundo os vereadores, não assegurava a institucionalização do apoio através da  liberação de recursos para a realização da marcha.

PACARAIMA
A Câmara de Vereadores de Pacaraima aprovou, por unanimidade, o projeto de autoria do vereador Rodolfo Nascimento (PT), que institui o carnaval fora de época, denominado como Micaraima, no calendário de eventos do município. Como é tradição na cidade há dez anos, a micareta acontece no final de semana seguinte ao carnaval nacional e agora, com a lei, será oficializado.

INTERIOR
E-mail enviado à redação da Folha faz um relato preocupante da interferência de políticos em processos licitatórios e execução de convênios no interior do Estado. Conforme o internauta, o caso é sério e merece a atenção da Justiça. “Tem um político atuando como lobista e prestando serviços de acompanhamento de convênios emitindo notas frias e montando processos licitatórios em benefício próprio”, denuncia.

VOLANTE
Interessante o projeto do deputado Marcelo Cabral (PPS) de instituir um centro de formação de condutores público para atender a pessoas carentes que não têm condições de pagar os custos para obter a carteira nacional de habilitação, que muitas vezes serve de auxílio na hora de ingressar no mercado de trabalho. O projeto entrou em pauta na sessão da quarta-feira, dia 11, mas um pedido de vistas adiou a apreciação do texto.

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