Por Gildo Júnior
Em 06/10/2017

EDITORIAL

Os Cavalos Selvagens de Roraima despertam no mínimo a curiosidade de pessoas ao redor de todo o mundo por ainda viverem em áreas de lavrado, rodam através de fotos por todo o mundo. A nossa viagem de hoje nos leva a percorrer as regiões do Amajari, Cantá e Boa Vista para encontrar os lindos cavalos lavradeiros de Roraima. E agradeço ao fotógrafo JPavanni pelas lindas fotos. Conheça seu mundo, conheça Roraima ao Extremo.

FICA A DICA

A viagem inclui transportes, pernoites, kit primeiros socorros, seguro-viagem e guia regional. Não se esqueça de levar roupas leves, protetor solar e o repelente.

Procure a Roraima Adventure pelo fone 3624-9611 ou 3623-6972 ou pelo site www.roraima-brasil.com.br.

 CAVALOS LAVRADEIROS DE RORAIMA 

O Cavalo Lavradeiro de Roraima, também chamado de Cavalo Selvagem, é um dos principais símbolos do estado de Roraima e, por isso, normalmente são vistos estampados em camisetas, ônibus e em outros souvenires, objetos e locais que representem a região. Além disso, esse animal sofreu, durante séculos, adaptação às condições do lavrado, que o tornaram bastante resistentes. Uma das características que mais desperta o interesse das pesquisas é o incrível desempenho físico do cavalo lavradeiro, capaz de percorrer grandes distâncias em velocidade, alimentando-se apenas do capim do lavrado que, por sua baixa qualidade nutricional, é conhecido popularmente como FURA-BUCHO.

O cavalo lavradeiro é um ótimo exemplo da ação da natureza que, ao longo dos séculos, foi eliminando os genes desfavoráveis, fazendo com que apenas os animais mais fortes e adaptados sobrevivessem.

Esses fatores levaram esses cavalos a apresentar características bastante peculiares: são animais pequenos (1,40 m), com alto índice de fertilidade, muito velozes (podem correr por 30 minutos a 60 Km/h), resistentes ao trabalho árduo e tolerantes a doenças e parasitas. Considerado um animal esperto, de porte elegante, o cavalo selvagem de Roraima tem olhos grandes, pernas fortes e flexíveis. É ótimo tanto para trotar quanto para galopar.

Os cavalos selvagens de Roraima vivem totalmente em liberdade. Alguns deles nascem e morrem sem ter tido nenhum contato com o homem. Costumam andar em bandos de apenas um macho e cerca de oito a dez fêmeas. Este símbolo de liberdade habita as planícies de Roraima, por aqui chamado de lavrado. Chegaram ao Brasil por volta de 1718, com os colonizadores portugueses, e o seu cruzamento com outras raças tem contribuído para a sua descaracterização.

Conta a lenda que mais de dois mil cavalos habitavam o estado de Roraima. Hoje, esse número talvez não chegue a 200. Hoje os poucos animais localizam-se principalmente na região de lavrado, nos municípios de Amajari, Uiramutã, Normandia e Pacaraima.

Por viverem em regiões de difícil acesso, muitos deles nascem, crescem e morrem sem ter contato com o ser humano, formando assim várias gerações livres do adestramento. Dizem os especialistas que os cavalos de Roraima não têm a elegância de raças nobres, como os mangas-largas marchadores ou os puros-sangues ingleses, mas ganham a galopes em resistência. Durante a seca, andam grandes distâncias para encontrar água e, na época das chuvas, ficam até quatro meses com as patas imersas dentro d’água. A raça ficou até conhecida como pé duro, pela resistência de seus cascos.

Viver novas fronteiras sempre pode ser um recomeço, por isso, procuramos transmitir em nossos roteiros uma palheta de emoções inesquecíveis. Neste, vamos viver momentos únicos, reunindo beleza natural, cultura local e algo mais que especial: os Cavalos Lavradeiros.

Cavalos de natureza livre, descendentes de animais da raça Andaluz e Garrano, trazidos pelos colonizadores que nos Lavrados de Roraima encontraram a liberdade e se adaptaram ao ambiente local, vivendo, diariamente, o caminho da sobrevivência.

Nosso destino será o interior do Estado de Roraima, um interior com cheiro de terra, com o gosto de comidas típicas, igarapés e árvores centenárias como a Samaúma (Ceiva Petranda), a maior árvore da Amazônia. Nestas terras, poderemos andar a cavalo ouvindo o canto das aves, e com um pouco de sorte encontrar o Tamanduá Bandeira (Myrmecophagatridactyla), animal símbolo do Lavrado.

Mas, além de percorrermos nossas trilhas vivenciais, conheceremos uma Roraima Rural visitando a Serra Grande, no município do Cantá, ou mesmo, ao fim, poderemos chegar a outros destinos como Tepequém, anteriormente terra de garimpeiros e hoje o paraíso das Orquídeas.


   ROTEIRO PREVISTO PARA JANEIRO   

1º dia – Boa Vista/ City Tour/ River Tour

2º dia – Boa Vista/ Amajari/ Fazenda Bacabal

3º dia – Fazenda Bacabal/ Lago do Pirarucu/ Lagoa de Várzea/ Corredeira Rio Amajari

4º dia – Visita a Fazendas Históricas de Roraima

5º dia – Manhã livre/ Serra Grande/ Fazenda Castanhal

6º dia – Fazenda Castanhal/ Boa Vista/ Aeroporto


INSTAGRAM RORAIMA

A foto selecionada da semana foi de @garoadeagosto, publicada no Instagram e obtida por meio da hashtag #roraima e publicada no IG @roraimaaoextremo. Uma linda foto do pôr do sol no Parque Anauá, parabéns pelo registro. Quer que sua foto seja a próxima a estar aqui na coluna Roraima ao Extremo? Faça uma com o tema belezas naturais, turismo, esporte ou aventura em nossa região e, ao publicá-la no Instagram, adicione a hashtag #roraima. Assim, nossa equipe selecionará a melhor foto da semana. Quem sabe não será a sua a próxima a estar aqui!

EU CURTO MUITO ISSO

Nos dias 6 e 7 de outubro, ocorrerá o FESTEJO DE VILA VILENA, no município do Bonfim, com SPEEDWAY, corrida de cavalos, futebol masculino e feminino, escolha da rainha do festejo e muito forró com as bandas: Forró Pé de Serra, Sacolejo e Amor de Caboco. Use sempre capacete e se beber não dirija!


Entre em contato com nossa equipe pelo e-mail roraimaextremo@gmail.com ou visite nossa Fan Page www.facebook.com/roraimaaoextremo, enviando-nos suas sugestões. Um grande abraço e até a semana que vem, com muito mais turismo e aventura aqui no seu Roraima ao Extremo.

Gildo Júnior
Desde: 2000-01-01
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