Por Parabólica
Em 30/01/2018

Bom dia,

Em 1986, quando ainda não estava disseminada a ocorrência de atentados terroristas mundo afora, o primeiro-ministro sueco, Olof Palme, em pleno exercício do cargo, foi assassinado quando saía de um cinema de Estocolmo, acompanhado de sua mulher. Eles estavam sozinhos, como um casal comum, que não precisava de qualquer aparato de segurança, já comum entre os políticos do terceiro mundo, inclusive do Brasil. À época, os tupiniquins não entendiam como, e por que, o chefe de governo de um país tão importante como a Suécia andava pelos cinemas da Capital sueca, sem segurança?

Para cabeças como as nossas, realmente não era crível pensar que um primeiro-ministro de um país desenvolvido pudesse levar uma vida normal como qualquer mortal. Na verdade, não era fácil entender, que para eles o exercício da função pública era muito mais uma missão para executar políticas públicas de acordo com o ideário político de cada partido. Por outro lado, estar no governo não é, nesses países, uma questão de vida ou morte, e inclusive, o acesso ao dinheiro público se faz através de princípios republicanos, o que restringe seu uso para beneficiar pessoas da família, ou de grupos políticos. Sendo assim, estar no exercício do poder nem de longe é decorrente de uma luta onde os limites éticos e morais não contam.

Em países como o Brasil, ter o governo na mão, e por decorrência estar com a chave dos cofres públicos, e portar uma caneta que pode demitir e nomear apaninguados vira uma necessidade primordial, e de sobrevivência política e pessoal. Aqui, o dinheiro público é gasto para enriquecer parentes, aderentes e correligionários políticos, e quase sempre sem o menor apreço ao interesse coletivo. Como disse certa vez, o acreano que virou paraense, ex-ministro Jarbas Passarinho, “para as favas o escrúpulo”. E por esse viés que deve ser olhada esta última crise política e moral que se abate sobre Roraima.

Aqui, a luta pelo poder é uma questão de vida ou morte.

CÂNCER
É o fim da picada. E não é que da Universidade de São Paulo, que na sua vertente esquerdista, transformou-se numa espécie de porta-voz do que acontece na Amazônia, em termo de indigenismo e ambientalismo, partiu mais uma conclusão bombástica: a tese de uma professora de lá, Nilmara de Oliveira Alves, “prova” que a fumaça das queimadas na Amazônia causam câncer. Grande descoberta! Afinal ninguém sabia até hoje, que a respiração em ambiente com fumaça causa câncer, principalmente de pulmão. A Amazônia entre de recheio para essa “descoberta” que pode revolucionar o mundo.

AMBIENTALISMO DURO
A mais radical das vertentes do movimento mundial do ambientalismo, o chamado Ambientalismo Duro (Hard Power), diz que a biota (Meio Ambiente) não suporta mais abrigar os 7,2 bilhões de seres do Planeta. Por isso, eles defendem uma diminuição da população mundial e o crescimento zero da economia planetária. No bojo desse movimento, que permeia todas as discussões, em qualquer ambiente, e em qualquer parte do mundo, estão principalmente as tentativas de evitar o uso dos recursos naturais dos países com vasta extensão de florestas, e, portanto de biodiversidade. E sem lugar à dúvida, esses movimentos estão se tornando amplamente vitoriosos em redor do mundo, especialmente em países de fraca soberania como o Brasil.

NEXO
Pois bem, a escritora e colunista, Danuza Leão, irmã da inesquecível Nara Leão, em entrevista à revista Veja, dá uma dica que pode ligar à recente onda de denuncismo sobre assédio sexual – muitas das denúncias são verdadeiras, e devem ser investigadas, mas outras estão muito longe da verdade –, ao ambientalismo duro. Para Danuza, “sem paquera não tem transa. Sem transa não tem filho. E sem filho, diminui a população. Eu acho que um mundo onde todas as pessoas paqueram é muito mais agradável”. Simples assim. Para ela a sociedade que estão querendo construir, sem romantismo e sem paquera, será uma sociedade muito chata de se viver.

DESESTATIZAÇÃO
A Superintendência de Desestatização do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) está convocando uma Audiência Pública para discutir em Roraima a desestatização da Boa Vista Energia S.A, que como se sabe é a concessionária autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para gerar e distribuir energia elétrica para todo o estado de Roraima. A audiência está marcada para o dia 16.02.18, das 9h às 12h (a primeira sexta-feira depois do Carnaval), no auditório do Corpo Militar de Bombeiros, que fica na Av. Venezuela. Com a venda da Eletrobras, a empresa-mãe do setor está enfrentando problemas na justiça e o governo vai “comer pelas beiradas”.

INQUÉRITOS
O Ministério Público do Estado de Roraima, por meio da promotora de Defesa da Pessoa com Deficiência e Idoso; Direito à Educação da Comarca de Boa Vista, Érica Lima Gomes Michetti, mandou instaurar dois Inquéritos Civis, ambos envolvendo a administração do estado. Um diz respeito a “averiguar a impossibilidade de exercício do direito constitucional à aposentadoria especial das pessoas com deficiências, servidoras públicas estaduais, assegurado pelo art. 27, parágrafo 7º, da Constituição do Estado de Roraima”. O outro é para “averiguar a dificuldade dos pais e/ou responsáveis para efetivação de matrículas na rede estadual de ensino”.

Parabólica
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