Por Parabólica
Em 22/12/2017

Bom dia,

Nos anos 60 e 70 do século passado, estudantes brasileiros e a militância de esquerda reagiam com passeatas e pichações do tipo “Fora Yankee” e “Abaixo imperialismo norte-americano”, sempre que o governo militar anunciava algum acordo com o governo norte-americano ou mesmo quando empresas daquele país anunciavam investimentos no Brasil. O discurso dessa tribo era de que os militares estavam vendendo o país para o capitalismo internacional cuja inspiração vinha da afluente e hegemônica economia estadunidense. Do ponto de vista político, os Estados Unidos da América eram considerados a maior e mais estável democracia do mundo; um regime que mais se aproximava do Estado mínimo defendido pelos liberais.

Pois bem, essas duas primeiras décadas do século XXI têm presenciado uma diminuição da hegemonia econômica dos Estados Unidos e uma ascensão vertiginosa da China, que invade o mercado internacional com seus produtos quase sempre da má qualidade e uma exportação de capital financeiro que desnacionaliza as infraestruturas, especialmente de energia e transportes, dos países dependentes de capital internacional, como é o caso do Brasil. Ainda ontem, o governo brasileiro anunciou um vasto programa de investimento em infraestrutura com financiamento chinês. E ninguém mais, nem estudantes, nem esquerdistas protestam contra o imperialismo dos chineses.

A diferença fundamental entre os norte-americanos do final do século XX e os chineses deste início de século XXI é que os primeiros praticavam uma democracia das mais livres do mundo e exportavam capital privado. Os chineses vivem hoje, com certeza, sob a tirania da maior ditadura comunista do Planeta, e exportam capital estatal para dominarem os países de fraca soberania como o nossa. Talvez por isso, a esquerda anda tão calada com a escalada da desnacionalização do Brasil de hoje.

CHAMADA
A Caixa Econômica publicou, segunda-feira, 18, edital de chamada pública para apoiar projetos de infraestrutura em 2018, que serão analisados pelo Comitê de Investimento do FI-FGTS. A chamada pública, no valor de R$ 4,5 bilhões, está aberta até o dia 2 de março de 2018. Os projetos do Fundo são aplicados na construção, reforma, ampliação ou implantação de empreendimentos de infraestrutura nos setores de portos, aeroportos, rodovias, hidrovias, saneamento, energia e ferrovias. Alguém de Roraima vai se habilitar?

PALANQUE
Correligionários dos ex-governadores Anchieta Júnior (PSDB) e Chico Rodrigues (sem partido) andam animados com a possibilidade de os dois estarem no mesmo palanque nas eleições de 2018. Eles repetiriam a dobradinha de 2014, em posições invertidas; Anchieta disputaria o governo e Chico, uma das duas vagas ao Senado Federal. Os que estão trabalhando pela chapa garantem que eles somariam o bom momento político que dizem estar vivenciando. Só para lembrar o velho Garrincha, seria bom perguntar, o que o eleitor e a eleitora roraimense pensam disso.

DE NOVO
Estamos próximos de um ano eleitoral e, de novo, os governos do Brasil e da República da Guiana anunciam o desejo de asfaltar a estrada, em território guianense, que liga Lethem a Linden, a pouco mais 100km, da capital Georgetown, cujo trecho já é asfaltado. O anúncio foi feito ontem, quinta-feira, 21, durante reunião ocorrida no Palácio do Planalto, entre o presidente brasileiro Michel Temer e o presidente da república guianense David Granger. Fontes da Parabólica dizem que agora a viabilidade do Brasil financiar a obra é maior, especialmente pela possibilidade de o governo da Guiana pagar a dívida.

PETRÓLEO
Nas tentativas anteriores feitas pelo governo brasileiro e guianês para asfaltar aquela rodovia, a incapacidade financeira do governo do país vizinho para pagar qualquer investimento financiado pelo Brasil tornava a empreitada inviabilizada. Agora, segundo fontes da Coluna, a realidade, pelo menos em nível de expectativa futura, está bem mais favorável. É que a República Cooperativista da Guiana pode ter, nos próximos anos, a possibilidade de começar a extrair petróleo de dois poços em seu litoral atlântico. E isso vai permitir a entrada de um bom montante de divisa nos cofres daquele país caribenho.

ESQUECIDOS
E os parlamentares federais do Roraima foram literalmente esquecidos pelo Palácio do Planalto quanto ao encontro entre os presidentes brasileiro e guianês, durante o qual foi anunciada a intenção dos dois governos de asfaltar a rodovia que liga Lethem a Linden. Como o Estado de Roraima é aparentemente o principal interessado nesse asfaltamento que ligará, Boa Vista a Georgetown era esperado que a bancada federal do Estado fosse lembrada pelo cerimonial da Presidência da República para estar presente ao evento.

LEMBRANÇA
O deputado federal Remídio Monai (PR) disse, através de sua assessoria, que o anúncio do acordo de cooperação bilateral entre Brasil e Guiana, para o asfaltamento da estrada de Lethem a Linden, é fruto de trabalho feito na Câmara Federal. “Entre os anos de 2016 e 2017, conduzi uma agenda de trabalho voltada à concretização deste acordo bilateral. Foram diversas reuniões no Ministério das Relações Exteriores, Ministérios dos Transportes, Portos e Aviação e na embaixada da Guiana, em Brasília”, diz o parlamentar.

RECONHECIMENTO
Segundo ainda o deputado federal Remídio Monai, não se deve esquecer o seminário internacional, promovido pelo Banco Interamericano de desenvolvimento (BID), em novembro de 2016, tanto em Georgetown quanto em Boa Vista. Ele diz também que é preciso relevar o trabalho do diretor do Departamento da América do Sul II do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Tarcísio Costa, e do embaixador da Guiana no Brasil, George Talbot.

ERRATA
Em atenção à nota denominada “BASTIDORES”, publica¬da no dia 16 de agosto de 2017, a Folha ERROU ao divulgar que o Sr. Renato Amorim teria sido exonerado da presidência da CERR por conduta antiética. Segundo as informações re¬passadas à editoria, o ex-presidente teria levado para “cortar” a faixa de inauguração de uma subestação no Município do Bonfim o senador Romero Jucá, e não a governadora Suely Campos, uma vez que a obra teria sido realizada pela Seinf. Como esclarecido com documentação repassada ao jornal, ficou claro o erro na informação, pois a obra foi realizada pe¬la Eletrobras, e não pela Seinf. O Sr. Renato Amorim já tinha sua exoneração acordada com o Governo do Estado, em data anterior à inauguração, e o mesmo nem esteve presente na ocasião supracitada, portanto, não cometeu nenhum tipo de conduta antiética. Em conformidade ao acordo no proces¬so judicial de número 0823793-93.2017.8.23.0010 e, no desejo de a Folha sempre trazer a informação correta para o seu lei¬tor, está feita a correção.

Parabólica
parabolica@folhabv.com.br
SANTOS disse: Em 22/12/2017 às 11:27:58

"DE NOVO/PETRÓLEO - O Brasil não vai financiar, mas pagar pela pavimentação da rodovia. Alguém está surpreso? Eu não, cantei essa pedra há mais de cinco anos. O governo da Guiana fez o mesmo corpo mole quando da construção da ponte sobre o Rio Tacutu, fronteira Bonfim/Lethem. Discutiu-se o assunto um tempão e acabou o Brasil arcando não só com a construção da ponte mas, também, toda a obra de inversão da mão-de-trânsito e instalações alfandegárias já no território guianense. É isso que o governo brasileiro, nas duas últimas décadas, tem feito, doar aos vizinhos e simpatizantes com suas causas, todos os recursos do povo brasileiro. Os bilhões que a Venezuela devia ter pago pela refinaria de Abreu e Lima não vieram até hoje, sob o perdão concedido pelo governo lula. Assim foi também com o Porto de Mariel, em Cuba, hidrelétricas na Nicarágua, gasoduto e refinaria na Bolívia, Pasadena e em inúmeros outros países de regimes ditos socialistas como Peru, Angola, Venezuela, Argentina e diversas ditaduras no Continente Africano. O próximo passo é o Brasil custear a reforma do porto de Lindem, em Georgetown, sob o argumento de estar implementando o desenvolvimento do Norte do Brasil. É esperar prá ver e acredite quem quiser."

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